segunda-feira, 13 de setembro de 2010

tal mãe... tal filha...

Ta tudo melhor agora...
E tudo pior também!

To no hospital outra vez...
Mas antes de falar disso, preciso comentar...

O que houve no jantar...

Eu fui até o Prezzo de táxi.
E enquanto não chegava eu chorei, chorei tudo o que eu pude.
Porque em cada rosto eu podia ver a cara de decepção do Benjamin.

Então quando eu cheguei, ele estava lá.
Me esperando num terninho azul marinho e com um buquê de tulipas.

Ele tava tão perfeito *_*
Normalmente eu saltaria nos braços dele.

Mas eu só consegui me sentir indgna quando o vi.
Indigna do noivado com um homem igual o Benji.
Indigna do anel de família no meu dedo.
Da tatuagem no seu braço.
E mais do que tudo... Indigna daquele sorriso, que sempre me diz que ele é meu.

 - Atrasou dois minutos - ele disse antes de me dar um beijo.
Eu segurei as flores, retribui o beijo e segui calada.
 - Tá tudo bem com você? - ele me questionou. Nada, eu não soube dizer nada. - Olha pra mim... - ele finalmente pediu, tocando no meu ombro.

Então eu me virei...
E ele soube que tudo estava péssimo.

 - O que você tem? - ele indagou todo intrigado.
 - A gente precisa conversar - eu confessei baixando o rosto.
 - Fala... - embora ele tivesse abrido espaço, não tava pra começar assim do nada.
 - Lá dentro - apontei a porta com a cabeça - A gente conversa lá dentro!
 - Por que lá dentro? - ele me perguntou, enquanto novamente eu me limitei em seguir rumo a porta de entrada. - Você tá com medo de mim! - o Benjamin concluiu com a voz embargada de nersosismo -Ta com medo da minha reação - ele insistiu, apalpando os bolsos atrás de um cigarro. Enquanto eu observava pelo reflexo nas vidraças.
 - Não é isso Benjamin - eu neguei, caminhando de volta pra ele.
 - Se não é, conta agora... - ele me desafiou, desistindo de encontrar um cigarro - Não precisa daquelas pessoas pra ficar segura. Independente do que você fez, sabe que eu não te faria mal - ele me garantiu- O que aconteceu Pearl!? O que fez pra ficar com tanto medo assim? Aconteceu alguma coisa entre você e o Doutorzinho? - ele me questionou - Ou...
 - Eu transei com o George! - eu afirmei, fazendo o mundo parar.

 Sabe quando você tira um peso enorme das costas?
 Foi assim que eu me senti.
Até eu erguer a cabeça e encarar um Benjamin atônito.

Eu podia ver a decepção nos olhos dele.
 O coração dele sangrando.
Apunhalado! Apunhalado por mim ._.

 Depois de uns três minutos inerte, ele me encarou e respirou fundo.
 - Por isso sumiu ontem?
 - Sim... e não! - eu respondi confusamente - Não aconteceu nada ontem. Aconteceu quando... Quando você sumiu. Duas ou três vezes - eu comecei a contar - Sempre na casinha de vime. - e a cada parte do relato o Benjamin parecia mais machucado e incrédulo do que ouvia. - Eu me senti só, e ele estava lá... Eu sei que isso não justifica, mas... Eu não amo ele Benjamin. Eu amo você e...
 - E o bebê? - ele me perguntou, encarando o projeto de barriga debaixo do meu vestido.
 - O bebê é seu! - eu afirmei - Eu tenho certa disso! Eu fiz as contas e não como nao ser seu. Se quiser nós fazemos as contas juntos, mas eu tenho certeza absoluta que é seu. - o Benjamin me encarou como quem diz "Pelo menos isso!" - Esse filho é seu, é nosso! - eu garanti - Porque nada aconteceu depois que você chegou. Absolutamente nada, e se o George pensa...
 - Vem! - ele me interrompeu estendendo a mão - Esquece esse assunto e vamos jantar. 

 Então nós seguimos pro meio jantar mais estranho do mundo...
Digo meio jantar, porque minutos depois da refeição chegar, o Benjamin me encarou e soltou os talheres no prato.

 - O que houve? - eu murmurei preocupada.
 - Desculpa - ele me pediu, bebendo um pouco de água - Mas eu não posso engolir isso a seco. Não posso permitir que esse playboyzinho de merda pegar minha mulher e deixar por isso mesmo. - ele afirmou com o semblante irritado.

 Como é de se imaginar, não adiantou tentar conversar.
 Ele colocou o dinheiro na mesa e saiu andando.

 Enquanto eu me apressava pra evitar uma tragédia.
 Eu não quero um amigo morto e menos ainda um noivo assassino.

 - Esquece isso, Benji! - eu pedi, andando na direção da moto - Não é culpa dele... É minha! Sou eu quem tem um compromisso com você. Quem te deve respeito. - eu aleguei.
 Só que o Benjamin não deu a mínima, ele apenas colocou o capacete e as luvas e deu partida, sem sequer olhar pros lados.

 Eu ainda tentei argumentar...
 Mas não tive tempo de nada, segundo antes de eu sair na avenida, o sinal abriu.

 Foi assim que eu cheguei no hospital... 
 Atropelada! Igual a minha mãe, quando estava grávida de mim.

 Eu to beeeem fudida...
 Uma pá de escoriações, com o joelho esquerdo todo esfolado e uma costela trincada.
Mas o mais importante está bem, que é o meu filho.

 Na hora em que eu fui atropelada eu caí meio de lado... 
Por isso só um dos joelhos ta tão ferrado assim e o bebê não sofreu nenhum mal maior.

Agora eu preciso ficar em observação por uns dias.
Pra terem a máxima certeza de que eu e meu filho ficaremos bem.

 Eu ainda não sei quem me trouxe pra cá...
 Mas sei que não foi o Benjamin.
 Aliás, nos primeiro dia ele nem quis aparecer, só mandou umas flores pra mim e um cartão em branco assinado por ele.

 Depois ele veio e nós conversamos...
 Ele me pediu desculpas, disse que me amava que não ia me deixar e no fim pediu pra eu nunca mais assustar ele desse jeito. 

 Então ele trouxe o notebook essa manhã, pra eu não morrer de tédio. -  mandou um beijo pra T.B.A.
 E me propôs um trato, uma espécie de condição pra que possamos começar do zero.

 A condição: Ele adianta a compra da nossa nova casa aqui em Hull, nós começamos a nossa vidinha outra vez e tudo vai ficar bem. Contanto que eu nunca mais encontre o Primo, exceto quando ele estiver presente. - como no casamento da Sammy.
 E se eu descumprir? Ele encomenda a cabeça do Primo numa bandeja.

 Simples assim...
Funesto, macabro mais simples.

Não preciso dizer o que eu acho disso né!?  
Mas por hora eu não estou em condições de discordar...

Então deixe estar...
Porque eu sei que essa criança vai nos ajuizar...
Aos dois e quizá aos três...

3 comentários:

T.R.B. disse...

Ainda bem que o fedelho tá legal.
E embora você não mereça eu disse que ele ia te perdoar. Sog tenta ser menos vagabunda agora.
Conselho de "amigo".

PS. Ok! Também to feliz que você esteja bem. Pronto! Não vou repetir mais isso.

Unknown disse...

oiii foi otimo você contar para ele sem rodeios e eu ate me surpreendi com o momentaneo ateque de racionalidade do Benji!! srsr ... só assim mesmo para você se afastar do primo, encomendando a cabeça dele srsr vai ficar tudo ok!! ;)
bjo

Mila disse...

Bem, acho que as condições estão justas