quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Grande Novidade

Agora sim....
Demorei milidécadas para anunciar, mas voi lá...
 Fazem cinco dias que eu sou

UMA MULHER CASADA - XD

Pois é... Esse foi o principal motivo do meu sumiço.  .__.

Sabe, por determinado tempo eu tive meus dias de noiva neurótica.
Não totalmente neurótica, afinal também to naquela fase de mãe prestes a dar a luz.


 Por isso, fizemos um casamento pequeno.
 Uma cerimônia fechada e mega intimista.
  Só os amigos, amigos mesmo... 

 Aliás... Alisha e George também estavam lá.  
 Eu surrupiei a irmã da Abby para carregar minhas alianças
 Nós deixamos que cada um tivesse um casal de padrinho.

No conograma do casamento os casais eram:
Benji: Falcon e Foxy (obviously)
Eu: Abby e Scott (não tinha ninguém melhor pra eu convidar ._.)

E como Padrezito e todos os Llosa continuavam de pirraça...
Eu e Benjamin pedimos à Ellie para ficar no altar do lado da familia dele, mesmo que simbolicamente.
Enquanto do meu lado ficaria mamãe e meu pai biológico Sr.Cooper (que seria a pessoa a entrar comigo)

Porém quis o destino que enquanto eu estava a caminho da igreja. 
 A vagaba da Leah entrasse em trabalho de parto e a bruxa Cooper, presionasse meu pai para levar a filha primogenita dele, para ter o bebê sem pai dela. E deixasse a bastardinha na mão, no dia mais importante da vida dela.
 Eu entendo a Srª Cooper no fim das contas.
Ela deve me odiar porque eu me casei, e a  filha exemplar dela se tornou mãe solteira. ¬¬'


Mas voltando ao meu casório - que é beeeem mais importante.
Eu recebi a noticia de que não tinha quem entrasse comigo na porta da igreja

Eu senti  uma decepção tão grande por ele não estar lá.
Mas não me surpreendeu.
O que me preocupou era não ter com quem entrar....

Eu que sempre tive três pais, não tinha um que fosse no meu casamento.
 O primeiro a se oferecer foi o Fransk - ele tinha me levado até a igreja como o combinado, mesmo depois do termino dele com a mamãe. 
E eu estaria disposta a entrar com o Fransk - esquisito entrar no altar com um cara, com o qual eu dormi ._.

 Porém, minha mãe é rancorosa e pelo que parece ela não engoliu o termino deles.
 Por isso, ela teve o que eu chamo de: A ATITUDE SUSPEITA!

 - Não, Fransk - ela recusou a entrada dele - Já fez muito por nós, trazendo a Pearl até aqui.
- Mas, mamãe - eu resmungava segurando o vestido e olhando pra porta aflita.
  - Não se preocupe querida, o - ela nem olhou para o lado e já puxou o Scott que tava lá no encalce dela - Scottie pode entrar com você.
 - Mas, o Scotty - eu resmunguei.
 - Claro! - a mamãe afirmou respirando fundo - O Scottie é o mais perto de um... - essa pausa me deixou mega grilada e eu rezei pra ela não dizer "pai" - irmão  que você tem.
 - Depois do... - o Scotty quase arranjou encrenca comigo.
 - Depois do meu noivo você quer dizer - eu conclui com uma puta cara de quem queria matar o infeliz. - Quer saber, já que eu não tenho escolha. - eu resmunguei dando a mão pro Scotty. - Fransk você pode ser meu padrinho por favor?! - eu pedi olhando pro Fransk - Do lado da Abigail, por favor, e mãe por favor, organiza as coisas lá do outro lado da porta.

 Tadinho do Benjamin, já devia estar pirando lá dentro.

  Então lá estava eu de mãos dadas com o carcamanozinho quando quem me aparece!?
  Não, não foi o Sr. Cooper e sim o meu contrariado Padrezito.

 - Eu te criei Pearl - ele surgiu na escadaria, - Sou eu quem deve te levar até o altar. Criei você e seu irmão.
  - Pra quê, pra contrariar esse casamento no altar? - minha mãe surgiu pela porta irritada.
 - Filha, me dê seu braço - ele me pediu.
-  Não ouse soltar o braço do Scottie, Pearl - mamãe esbravejou, olhando pra mim e pro queridinho dela, enquanto ele como um cachorrinho obediente apertou meu braço no corpo dele. - Ele é a pessoa mais indicada a te levar no altar.
  - Por que, Tammy? Não vai me dizer que você e esse fedelho, estão... - o Padrezito parou aqui.
 Então mamãe me olhou... metade ameaçadora, metade dizendo "pelo seu padrinho!"
  - Eu entro com os dois - eu disse, antes que Padrezito transformasse aquilo em discussão - Quando chegarmos no altar, Padrezito fica com a Ellie, pelo lado do Benjamin e você Scotty se junta à mamãe. - eu sugeri.

 Ainda houve um resmungo incrédulo por parte do Padrezito e um olhar fulminante pelo lado da mamãe.
 Mas nada além disso

 Então eu entrei no altar.
Acompanhada pelo homem que me mimou por toda vida e pelo representante legal do mais perto de um pai que eu tive.

É esquisito, mas o que esperar no casamento de uma mulher com três pais?

E no fim...
Todas as dores, alegrias e tudo mais que eu vivi, durante esse ano de blog.
 Durante essa gravidez
Durante toda essa vida.

 Tudo valeu a pena e teve sentido quando eu olhei nos olhos do Benjamin.
 E assisti brilhando pra mim em letras garrafais a palavra AMOR


PS. A lua de mel e a festa ficaram pra depois que a Sophie vier.

Temores reais?

Umas das mudanças mais previsíveis, finalmente aconteceu

Posso dizer que a responsável maior por isso, foi minha Sophie
Como assim culpar um bebê?! É tenso mesmo, eu concordo! 
Mas acho que no fim das contas vocês vão compreender...
Todos vocês sabem a teimosia da mamãe em aceitar que a Sophie era uma menina.
E deu que toda essa obsessão em fazer um enxoval para o Pavel, chegou ao ápice do insuportável.

Então num estouro e numa única frase, o Benjamin fez a fila da minha mãe andar.

A FRASE:
- Se quer tanto assim um Pavel, porque você mesma não o faz?

Conseqüência:
A obsessão da mamãe em ter seu "próprio" Pavel, fez com que acontecesse ao Fransk, o mesmo que aconteceu a todos os outros homens que passaram na vida dela depois da morte do Papa.
Ele não suportou a pressão...

E francamente eu não o julgo por isso!
Eu mesma não teria suportado nem metade desse tempo.
Por isso, no fim das contas,...
A mamãe acabou se refugiando junto ao único homem que ela não pode espantar.
O único cara que não vai tentar acender as luzes, quando o fantasma do Papa fizer sombra na sua vida.

Afinal, por pior que seja  a relação entre eles...
Um filho nunca ignora a presença de um pai!

SIM!  Vocês pensaram certo...
Parece que como a própria Mila disse nos comentários (estrelinha pra ela AGAIN), depois de deitar e rolar com o  Scotty; Abigail Foster deu-se conta de que ele não é toda a Coca-cola que ela tava achando.
 Então ela largou a garrafa com o canudinho na mesa do Fast Food (in SAP, ela meteu o pé na bunda dele)

Óbvio que ele não sofreu nem um pouco, mas isso deu espaço pro meu pesadelo vse tornar realidade.
Mesmo que consideravelmente tarde...

Tudo aqui escrito a partir de então, só se tornou de meu conhecimento porque eu sou xereta e medo meu bedelho na vida alheia MESMO

Uma vez abandonado não demorou pro Scotty voltar pra casa da mamãe.
Sobre o "voltar"... Ele tava vivendo com a Abby.

Mas voltando ao que interessa...

Eu estava lá, tentando consolar minha solitária mãe que se esvaía em solidão, quando...

Aconteceu o inevitável...

 Aquela devia ser a terceira noite que minha mãe passava aos prantos, olhando os albuns de fotografia da minha infância, onde  éramos um família completamente feliz...
 Eu, ela e meu padrinho Pavel.

 Naqueles três dias eu só me perguntei uma coisa:
"Quando ela vai superar, meu Deus?Quando ela vai superar?"
 E francamente eu nunca encontrei a resposta, porque eu mesma acredito que não haja resposta. 
Ou que ela seja simplesmente "NUNCA!".

Então ela estava lá aos prantos, pelo terceiro dia consecutivo, quando aconteceu...

 - Sabe, Pearl! Tem horas em que eu só queria que o tempo voltasse e Pavel abrisse aquela porta me dizendo... - a mamãe disse sendo interrompida pelo abrir da porta.


 Juro que eu gelei na hora! Cara, me deu um puta medo dar de cara com o fantasma do Papa.
 Mas embora parecesse não era ele.


 - Espero que eu não tenha demorado muito. - Scotty surgiu, como se tivesse saído para dar uma volta no café da manhã. - Senti sua falta Tammy - ele se dirigiu à mamãe abraçando ela forte - E a sua também Laurie - ele afirmou bagunçando o meu cabelo.


Então eu pensei o mesmo quedevia vaguear pela mente da mamãe.

Por Deus! Aquele era o Papa...
Era o retorno que a mamãe havia esperado por todos aqueles anos.


O choque daquele retorno me foi tão imensamente grande que por alguns segundos, eu congelei.
 Saí completamente de cena....
 E passei apenas à assistir aos dois...


 - Senti tanta saudade - a mamãe murmurou em resposta. 
 Não sei se ao Pavel dela, ou ao babaca do Scotty.
 -  Eu também senti - ele respondeu, secando o rosto dela com o polegar, com todo cuidado do mundo - Só não chora, ok?! Eu não voltei aqui pra te ver chorando - ele disse arrancando um meio sorriso que nem em três noites ali, eu consegui. 


 Eu ainda estava lá, em choque, quando eles saíram daquele nhenhenhem por algum tempo.
 - Laurie, pode ir pra casa. - Scotty autorizou. - Pode deixar que eu faço companhia à Tammy.

   Eu concordei, enquanto eles se retiravam pro quarto da mamãe.
   Mas então eu me dei conta de que era minha mãe e quem devia cuidar dela sou eu.
 Foi nessa que eu discordei mentalmente, voltei atrás e os segui até o quarto da mamãe.


 A porta estava entreaberta como sempre...
  Mamãe estava sentada na cama com um choro bem menos penoso e o Scotty estava do lado dela, arrumando os álbuns de fotografia.
  -  Sabe, Tammy - ele começou a falar - Sei o quanto é penoso pra você, tudo o que aconteceu com você e o meu pai. Eu realmente compreendo - ele afirmou - Mas não acha que já é hora de por um fim nisso? - ele indagou - Ele morreu Tammy! Eu sei que lembrar disso te machuca, mas ele ta morto, não tem volta. Nada do que faça vai trazer ele de volta. Acabou!


 STOP - Se eu dissesse isso pra ela, aposto que ela me daria um belo de um tapa e ainda me forçaria a pedir desculpa ao meu padrinho. PLAY


 - Eu sei - ela concordou desviando os olhos e chorando - Eu sei que ele se foi, mas eu... - a mamãe ficou visivelmente agitada, meneando a cabeça, buscando onde olhar.  

Por um segundo eu quis entrar, mas alguma coisa me manteve ali. 
Como se eu precisasse ver o que estava por vir.


Mamãe estava toda agitada e chorosa, na hora que o Scotty a interrompeu.
 - Shii! - ele pediu pondo o dedo na boca dela e apoiando o rosto dela no ombro em seguida.

Então mamãe ficou deitada em paz absoluto no ombro daquela praguinha.
 E enquanto ela tava toda sussa minha mente entrou num dos meus maiores conflitos.


  Parte de mim era suprimida pelo romantismo de toda mulher e ficava numa torcida que só repetia o que eu via: "Clima! Clima! Clima! Clima!" berrava esse lado inconsequente.
  Entretanto, meu lado sensato lembrava a antipatia que eu tenho pelo Scott e meu zelo pela mamãe.
E esse lado só me dizia "Aff! Não creio nisso." ¬¬' 

 Porém, eu não torci conscientemente por nada
 Nem entrei e interrompi a cena. 
 Eu continuei ali, apenas assistindo acontecer.

 - Se soub... - a mamãe tentou falar.
 - Shiii!!! Nâo fala  - ele pediu balançando mamãe entre os braços - Só descansa - Scott aconselhou, afagando a mamãe.

 Eu poderia (deveria?) ignorar os acontecimentos seguintes.
 Mas nem rola, afinal isso ta sendo postado devido a eles.

 No meio desse último afago a mamãe encarou o Scott e os olhos dela sorriram.
 Não os lábios... Mas os olhos...
 E sei lá, quando nossos olhos sorriem e se enchem de luz é que existe algo especial.

 Então mamãe encarou o Scott, deslizou o rosto pra mais perto e.... 
 Ela beijou ele de um jeito hipnoticamente profundo    #fascínio + #nojo 


Sabe, parecia que ela ia gastar toda a vida dela naquele beijo.
 Parecia que ela descontava ali cada beijo que não deu no Papa.


 - Por Deus, Scottie - a mamãe soltou com uma emoção contida - Eu precisava sentir um pouco do seu pai por perto - ela justificou ._. - Eu só precisava, meu Deus que vergonha! - ela soltou a mão do Scottie e virou o rosto.
 - Tammy - ele tentou pegar a mão dela, mas mamãe puxou.
 - Eu preciso... Você não é seu pai, eu tenho que entender isso. - a mamãe finalmente teve juízo.
 - Mas eu quero estar no lugar dele se você deixar - o Scotty em contrapartida perdeu o dele.


 Diante da afirmação minha mãe se virou pra ele com um olhar megasério
  Eu jurei que o intalianinho ia levar um belo tabefe, mas nem...
Ele foi esperto o suficiente pra notar que dissera merda.


 - Não tomar o lugar dele Tammy - ele afirmou - Mas eu quero cuidar de você como o meu pai fazia. Exatamente como ele fazia. -  a mão dele acariciou o rosto da mamãe - Eu quero acordar e te ver sorrindo - ele sorriu, segurando a queixo da mamãe que sorriu de volta, quase que automaticamente - Assim, Tammy... 
 - Não! - a mamãe tirou o rosto das mãos dele.
 - Tam... -
 - Desculpa, Scottie... - ela pediu - Mas eu já estou velha demais pra isso tudo. 
  - Mas...-
 - Eu não suportaria tudo de novo.  - ela afirmou com a voz mega embargada -  Se você também morrer?  O que eu faço Scottie ? Eu vou guardar pai e filho na mesma urna? - ela ergueu a voz alterada - Quer que eu te coloque no lugar da pessoa mais importante da minha vida? Você não é ele Scotty - ela afirmou - E nunca vai ser... Então se suas intensões se resumem é tomar o lugar dele, saía agora dessa casa e nunca mais volte. Porque VOCÊ NÃO É O MEU PAVEL! - ela berrou já de pé apontando pra porta.

  Pela primeira vez eu realmente tive piedade do Scotty.
  Porque todo aquele surto da mamãe realmente machucou o infeliz 
  
 Então os dois ficaram chorando compulsivamente...
  Ela de maneira aberta, ele silenciosamente, meio que se preparando para ir embora.

  Levou uns dez minutos até o Scottie se levantar...
   Ele segurou mamãe nos braços mesmo com ela toda contraída, murmurou algo no ouvido dela e ela o abraçou
  -  Desculpa, por tentar... - ele não terminou o que ia dizer, apenas deu um beijo na testa dela e tentou ir para a porta.

 Obviamente que eu me afastei e tentei me esconder no meu velho quarto...
 Mas quando a porta se moveu um tantinho, eu vi a mão dele soltar e voltei pro meu posto.


 - Eu não sou meu pai Tammy - ele afirmou - E eu não quero ser ele. 
 Minha mãe ficou olhando lá toda acuada...
 - A gente é bem diferente se você quer saber... - ele afirmou - Eu nunca vou ter a sorte que ele teve, mas ele nunca teve a coragem que eu tenho. Mas sabe o que mais nos faz diferente? - mamãe negou com um balançar rápido de cabeça - Você! - ele respondeu e mamãe franziu o cenho - Porque é evidente que você precisa dele ainda, mas eu também preciso. Não dele, mas de você - ele confessou, pigarreando de nervoso em seguida (o clima ali tava tãooooo tenso) - Então me dá uma chance. Não por você, mas por mim. - ele pediu puxando a mamãe pra perto e #nojo #nojo #nojo.



 Embora eu quisesse ficar e interromper...

 Meu estômago frágil aguentou apenas até ali...


 Não sei se eles estão...
 Meio que não rola nada publicamente, mas eles moram na mesma casa.
 O Scott sumiu das baladinhas... - de acordo com o povo.
Então... #medo#nojo#horror


Pode até ser preciptação, mas além das coisas que vi lá.
Eu tenho um motivo especial para acreditar, que SIM,tem mais do que um rio embaixo dessa ponte


 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Retorno de Mr. George

Dificilmente alguém vai se surpreender com isso.
Mas, como todo mundo já devia esperar, o George retornou à Kingston Upon Hull
Não, não em definitivo.
Ele só veio para rever uns amigos, mostrar a cidade à Aurora e ter...

Nosso adeus definitivo...

 Não acredito que o George teria retornado para por um pingo nos "is" que tinhamos deixado demarcado, se não fosse um pequeno fato ocorrido lá em Londres.

 O meu mundo fluía e o mundo deles também, até que um dia quis Deus que a Aurora encontrasse um papel de milidécadas atrás, onde o Primo tinha anotado meu telefone, quando nos conhecemos.
Sim! Lá naqueles anos longínguos quando ele bebia na pracinha.

Mas então...
Acontece que ela encontrou o tal do papel.
Não sei se enciumada ou não, mas ela ligou para a casa da mamãe e deu que fui eu quem atendeu.

Eu não faço a minima de como, mas assim que ouviu minha voz ela reconheceu.
 - Então era você todo o tempo? - ela indagou, assim que eu atendi.
 - Como? - eu questionei sem reconhecer a dela.
- É a Aurora, Pearl! A mulher que acolheu o homem que você desprezou - ela falou, e eu me senti um puta monstro.
 - Aurora? - eu me fiz de desintendida, torcendo pra ela não ter ligado voz e nome.
 - É, Pearl - ela confirmou - Aurora Tumbrey, nos conhecemos no ano novo lembra? - ela questionou - Você estava lá com o seu marido (?) - ela afirmou em tom de dúvida.
 - Ah, sim! - eu me fiz de quem acabava de lembrar - A mulher com o... Qual é mesmo o nome dele?
- Vai mesmo, se fazer de idiota? - ela indagou impaciente. - Eu não sei o que vocês tiveram menina, e menos ainda se ainda têm algo. Mas seja o que for, o George vai por um ponto final nisso. - ela afirmou desligando na minha cara.


 Depois dessa ligação, não demorou muito para que a Abby me ligasse com a notícia.
 - O George ta na cidade... E ele ta querendo te ver! - ela contou sem cerimônia - Só não dei seu endereço porque não quero auê entre ele, e Benjamin. Afinal, não quero afilhada minha nascendo antes da hora. - não sei quem disse à ela que a Sophie já tem madrinha definida.
  - Então o que disse a ele? - eu indaguei.
 - Que você ia encontrar com ele essa noite na pracinha. - ela respondeu.
 - Mas, Abby... - não me pareceu sensato sair com uma barriga enorme igual a minha, pra um lugar como aquele. 
 - É isso, ou ele batendo na sua porta.  - ela respondeu - Não vai querer ele e Benji se peitando né!?

É óbvio que no final eu concordei, e então assim que anoiteceu eu dei um jeito e cheguei lá.
 O George já estava lá, me aguardando com um buquê gigantesco de rosas vermelhas.


 - Para cada rosa um pedido de desculpas - ele disse me estendendo o buquê, e pela primeira vez ele me pareceu adulto. - Ah, e todos os pedidos estão especificados - ele disse, fazendo sinal que eu olhasse o buquê.


 Em meio às rosas tinha uma série de cartõezinhos escrito as razões da desculpa.
 "pelas mentiras", "pelo desprezo", "pelo ciúme".
Uma série de sentimentos ruins que ele um dia direcionara a mim.
 Uma série de atitudes das quais ele já não parecia orgulhar-se.


 - Obrigada George - eu agradeci.
 - Senti sua falta prima - ele afirmou - Eu ainda sinto! - o primo prosseguiu, sem mover um musculo que fosse na minha direção. - Só que eu não posso fazer isso com a Aurora, e nem você... Sabe!? Quando a Abby me disse que você vinha... Eu tive medo que não viesse - ele confessou - Mas eu quis... Quis que não estivesse aqui! - ele afirmou distante - Porque eu não queria mais olhar no seu rosto. Nunca mais se eu pudesse - ele disse com ar perturbado - É estranho te olhar e saber que já me amou um dia,  e que eu ignorei isso. - ele concluiu.
 - Isso é tudo?- eu questionei. 

Eu não queria conversar... 
Não queria chorar...

 - Acho que sim - ele respondeu, antes de dar as costas.
 - Certo! - eu concordei - Agora me leva até minha casa. -  pedi estendendo a mão pra ele.
 O Primo levantou a sobrancelinha loira, como a séculos eu não o via fazer.
 - Sabe o que tá me pedindo? - ele indagou.
 - Sei, sim! - eu sorri - Pedindo pra que o padrinho da minha filha, cuide dela e de mim.


O sorriso no rosto do Primo saltou do nada.


 - Ta querendo dizer que...
 - Queria tanto ser o pai dela - eu lembrei - Padrinho é um segundo pai! 

 Então o Primo quebrou aquele clima estranho entre a gente e me abraçou.
 - Obrigado Pearl - ele agradeceu.
 - Não por isso... - eu sorri - Agora vamos.


Então o Primo apertou minha mão e ós voltamos pra casa.


PS. O Benji ainda não sabe dessa decisão minha.
PS². Preciso dormir agora, Sophie tem que descansar



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Enfim ano novo...

Eu não passei o ano novo em Hull...
Dessa vez nós (eu e Benjamin) fomos à Londres *_*

Sempre quis curtir a virada vendo a queima de fogos lá no Parlamento Britânico
Além do mais... Assim o ano novo é igual pra geral - viva ao Big Ben \o/ - Porque aqui em Hull, cada um tem um ano novo numa hora.

E bem seria só um ano novo completamente igual a todos os outros, se não fosse...


O surgimento de antigas companhias...

Eu estava caminhando entre a multidão, quando um pirralho passou correndo e esbarrou em mim.
 Como era uma criança de no máximo uns cinco anos, eu nem xinguei, só estendi a mão pra ele levantar do chão...

 - Phillipe, volta já pro lado da sua mãe?! - uma voz surgiu bronqueando por entre as pessoas.
 - Não! - o garoto soltou minha mão e cruzou os braços.
 - Desculpa moça - a mão do "pai" do garoto tocou meu ombro. E se a voz já me soava familiar, o toque eu reconheci no mesmo instante.
-Não por isso George - eu afirmei dando dois tapinhas naqueles dedos finos e branquelos sobre meu ombro, pronta pra pagar o mico do ano, se acaso estivesse enganada.


 Porém, nem precisou o George me responder.
A carinha de surpreso do pequeno Phillipe denunciou meu acerto.

 - Oi Prima! - o George me cumprimentou com as sílabas presas nos lábios.
 - O que esse idiota ta fazendo aqui? - o Benjamin me abraçou por trás.
 - Eu moro aqui - respondeu o George com um olhar de desprezo.
 - Ah, era tudo o que faltava - o Benjamin bufou irritadiço.
 - Ai meu Deus, desculpa pelo meu filho - pediu uma mulher loira, colocando a mão sobre a testa e indo em direção ao Phillipe.
 - Imagina!  Criança é assim mesmo- eu afirmei, alisando a barriga.
 - São piores na verdade - a loira afirmou pegando o Phillipe no colo - Vai saber quando esse daí nascer - disse olhando minha barriga.
 - Na realidade é uma menina - o Benjamin contou.
 - Eu sempre quis uma menina - a loira contou. - Mas Deus teve que me dar dois garotos, um mais arteiro que o outro. - a loira suspirou - Esse aqui é o meu caçula, o mais velho está com o pai em Liverpool. - ela começou a contar. -  Vocês tem um sotaque diferente, são de lá também?! - ela perguntou.
 - Hull! Kingdom upon Hull - o Benjamin respondeu.
 - Como esse mundo é pequeno não querido!? - ela indagou olhando o Primo - Esse aqui é meu namorado George Santon. ele também é de Hull. Aliás sou Aurora Tumbrey. - ela afirmou estendendo a mão. - Muito prazer em conhecê-los.
 - Benjamin e Pearl Alvarez Llosa - o Benjamin nos apresentou, como se já nos tivessemos casado.
 Aurora soltou uma sonora gargalhada e sacudiu a cabeça.
 - Graças a Deus que é casada - Aurora sussurrou passando o braço entre o meu - Porque coincidentemente George saiu de Hull, pra esquecer uma outra Pearl - ela confidenciou.- E por Deus, eu não suportaria disputar com alguém tão querida por ele.

Eu consenti com a cabeça e preferi não revelar que a tal Pearl era eu mesma.


Nós passamos o Ano Novo juntos.
Foi estranho agir como se eu não conhecesse o George.


Aurora me parece uma mulher decente.
 No auge dos seus 33 anos ela passou por muita coisa, e faz três que largou do marido violento.
Desde então tá procurando um cara legal, e como o filho mais velho dela (Alex) adora o George, ela resolveu se arriscar com o Primo.
 Aliás, foi através do Alex que ela conheceu o Primo.
Algo a ver com uma festa de formatura numa boate e uma mãe que sempre ajuda o colégio.


Então assim foi a virada...
Espero que tenha sido ótima a de vocês.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fantasmas sempre voltam...

To tão orgulhosa da minha bebê...
Sophie conseguiu o que eu tentei a vida quase toda e nunca consegui...
Reunir Llosas e Marines no mesmo natal.

Onde?! Na minha casa nova
Quem estava lá? Eu, Benjamin, Mamãe, Fransk, Padrezito (de carão), Ellie, Abby e Scott.

E teria sido master se um fantasma passado não voltasse a me assombrar.
Não!Não aconteceu nada entre a D. Abigail e o Benji.

Aliás...
É com a dona Abigail que surge..


Um novo fantasma natalino...

Primeiramente vou resumir o que houve com ela e Scotty - to devendo isso pra geral.

Após meu exílio o Scotty e ela se viram mais umas quatro vezes na balada.
E bem nas três primeiras não rolou nada, até porque em duas delas ele ainda tava  com a Alisha

Mas na quarta ela meio que cansou de esperar e tentou roubar um beijo dele.

Foi quando o joguinho idiota deles começou.
Ele revelou que tava interessado nela, mas que tinha condições pra eles ficarem juntos.

Quais? 
1- Ela teria que usar uma aliança com o nome dele gravado.
Fofo? Seria, se ele não fosse permanecer livre leve e solto.
2- Ele teria que conhecer a familia dela.
Sussa? Nem um pouco já que nós sabemos que Abby e a família vive as turras.


Mesmo assim, Abby tava tão obcecada pelo idiota que topou.
Viajou sei lá quantos quilômetros pra fazer as pazes com os pais.
Enfiou uma aliança enorme no dedo.
E finalmente possuiu o Scotty.


Tudo isso me parecia bem certo, até que ao ver o Scotty de papinho com o Benji. 
Eu fiz a brilhante pergunta:
- E então gatinha, tudo o que fez valeu a pena?

Ela não respondeu...
Eu até ousaria dizer que ela gelou com a pergunta.


 - Isso não parece um sim. - eu comentei - Ta com problemas com o idiota do Scotty? - eu questionei - Ele fez alguma coisa pra você?
 - Não! - ela negou mexendo na aliança - Ele só é chato.
 - Ah, isso eu sei - eu confirmei rindo. - Ele é insuportável.
 - Antes fosse isso - ela afirmou - É que... - a Abby baixou a cabeça e os olhos - Ele me entedia. Sabe, depois daquele dia no hospital. Eu esperava tanto dele. E... Ele não... - odeio gente que fala pausando.
 - Eu entendi. - eu afirmei - Esperava bem mais dele.
 - Por aí... - a Abby concordou.
 - E o que pensa em fazer? - eu questionei - Vão continuar juntos?
 - Eu não sei - ela afirmou - Apesar disso tudo ele é um cara legal.
 - Só que caras legais só servem pra ser amigos - a Ellie saltou na conversa sem mais nem menos.

 Embora tenha encarado a Ellie com cara de "quem te chamou na conversa?" 

Tava la cara da Abby que ela tinha concordado.
Na cara e na atitude que foi tirar a aliança logo em seguida.



OBS. Eu não sei se eles terminaram ou não. 

Ela apenas tirou  a aliança da mão.


Porém, foi o fato dela tirar a aliança que trouxe de volta um velho fantasma que me perseguia.


Eu ainda estava livre dele, quando me sentei ao lado do Padrezito e o Fransk veio se despedir de nós.
Ele ia ficar de plantão e talz - a cara dele fazer plantão no natal.


 - Vai mesmo seu idiota - o Padrezito murmurou (nem parece o cara que adorava o Dr. Jens) - Abra uma brecha em pleno natal. Depois que perder a mulher não reclama. - ele resmungou sozinho.
 - O senhor não está pensando em... - eu me intrometi no monólogo dele - Por favor, Padrezito... Tenha o mínimo de respeito.
 - E quem está falando de mim? - ele questionou.
 - Não entendi.
- Não precisa - ele desconversou por um instante - Querida, sabe me dizer se o filho do finado Pavel conseguiu legalizar sua condição no país? Se ele conseguiu um emprego?
 - Pelo que sei tá tudo certo pra ele continuar aqui - eu afirmei - Por enquanto ele ta ajudando a Ellie a selecionar modelos pros editoriais dela. Mas parece que ele ta quase conseguindo trabalho numa gravadora. Mas porque pergunta?
 O Padrezito deu um sorrisinho sacana.
 - Ele já tem uma vida encaminhada e mesmo assim continua na casa dela. - ele destilou olhando os dois conversando no sofá.
- Por favor, Padrezito! Isso não tem nada a ver - eu afirmei, mas pra mim que pra ele - Scotty só continua lá, porque ele cuida da mamãe. - eu afirmei.
- Tal qual seu velho pai - Padrezito observou com um sorriso largo.
 - Não é assim que funciona - eu me recusei a aceitar tal comparação.
 - Você não viu acontecer antes, não pode ter certeza disso - ele me afirmou.

Embora eu me recuse a concordar.
Eu não posso negar que isso faz sentido.
Todo sentido!


E se pensar nisso já me preocupava...
O ponto alto da preocupação surgiu depois da frase de saída do Padrezito.


 - Só torça pra que esse aí não morra também - ele aconselhou - Sua mãe não aguentaria passar por tudo mais uma vez.
 Eu consenti com a cabeça.


Poucos minutos depois eu fui pro quarto dormir.


Eu ainda não falei com ninguém mais sobre isso.
Mas admito que isso me preocupa, até porque o Scotty tem idade pra ser filho da mamãe.

Espero que ele continue com a Abby e que eles sejam bem felizes.
Porque eu engoli o Fransk, mas a mamãe com o Scotty não rola.
Não mesmo #nojo.

PS. Espero que tenham tido um bom natal.
PS². Fui no túmulo do Guilhermo ontem. - =/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

E eu sei que irá doer, olhar pra trás e não te ver...

Eu sei... Eu sei que eu não podia/devia e talz...
Mas eu fui atrás de Mister George...
 Porém.  para alegria geral da nação...
Eu não falei com ele, embora ele tenha falado comigo.

Como isso? 

Mais ou menos assim...

Não é dificil saber o que eu fiz pra ir atrás dele né?!
Ou melhor, onde eu fui...


Nosso antigo ponto de encontro...

A pracinha que sempre foi jogada a nossa solidão, agora parece bem mais solitária.
Quando eu cheguei lá, ele não estava - eu já imaginava que ele não estaria, mas sendo sincera... Acho que eu tinha esperanças de que estivesse.


Então eu caminhei pro nosso banco, que continua sendo o único ali...
Quando eu olhei sobre o banco tinha uma garrafa de cerveja - George - e um papel debaixo dela.


Sabe quando você sente que é pra você? Pois, é...
Assim que eu vi, eu já soube que era pra mim.


"A Carta"


Oi Prima.

Eu acredito que um dia você vai lembrar desde lugar e vai voltar aqui, embora eu já não acredite que vá fazê-lo no intuito de me procurar (é. Mister George estava errado!) Se acaso ler isso algum dia, é porque não voltamos a nos falar, desde que você sumiu, mas ao menos é sinal de que permanece viva. O seu sumiço tem me assombrado, não só a mim, mas à Sammy e aos Cooper também. Inclusive à sua irmã. Não que ela se importe, mas a sua possível morte tem deixado seu pai atordoado. 
Eu não sei quando você lerá isso, mas se já estivermos em Novembro, significa que já não estou na cidade. Eu me mudei pra Londres, porque recebi uma boa proposta de trabalho na capital. E muito provavelmente já me tornei o Dono das Noites Londrinas. 
Acredito que nessa minha noava aventura, eu só devo ter falhado em uma coisa... Esquecê-la.
E é por não poder te esquecer que me afasto, pois já não posso atrapalhar a sua vida. Porque ao contrário do que eu pensava, eu não tenho mais parte nela. Nem mesmo essa criança que carrega seu sangue, é parte minha. Eu bem quis que fosse, e bem acreditei nisso. Mas os "problemas" com o Benjamin me forçaram a fazer uma porrada de exames, e eu acabei descobrindo que mesmo que eu quisesse. Eu nunca poderia te dar um filho. Nem a você, nem a Leah. Por isso, é injusto ficar e tentar lutar contra alguém que pode te dar tudo.
 E embora eu esteja longe agora, se um dia...Qualquer dia, você precisar de mim, eu estarei com você.

 Mister George

PS. Pode deixar tudo isso aqui, afinal você vai ter problemas se levar algo meu pra casa.


Obviamente eu trouxe a carta pra casa.
Eu não estou balançada pelos sentimentos dele nem nada, mas me entristece que ele tenha partido. Me entristece saber que nunca mais vai haver aquele sorriso de menino despontando entre as listras e as rosas de perdão. E nunca mais cantarolaremos Monkeys, sentados no chão da garagem de Abby Foster.

Acho que agora - talvez pela gravidez - eu finalmente cresci.
E embora seja mágico crescer, deixar o resto pra trás me entristece um pouco.





sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ah, mamãe Schnitzel!

Finalmente eu consegui  ver umas pessoas ^^"
E é mais do que óbvio que a primeira visita foi...


Na casa da mamãe...

Quando chegamos na casa da mamãe, ela estava sentada na varanda deliciando seu chá...
E assim que eu saí do carro ela abriu um puta sorriso e se levantou.

 - Senti tanto sua falta... - ela afirmou descendo as escadas.
Eu também senti - eu disse em resposta.
 - Ah, senti a sua também - ela respondeu, antes de acariciar minha barriga - Mas eu estava falando com meu pequeno Pavel.

Enquanto eu pensava em como contar para mamãe que era uma menina, olhei pro Benjamin do meu lado, atrás de alguma resposta...
No entanto, o idiota tava lá se segurando pra não rir da situação.
- Dona Tammy - ele finalmente se pronunciou interrompendo as caricias da mamãe ao bebê - É uma menina.
 - Não... - ela se recusou a escutar.
 - É uma menina mãe, deu nas ultrassons - eu confirmei - Posso até mostrá-las se a senhora quiser.
 -  Então as refaça querida, essas ultrassons estão erradas - ela garantiu - Essa criança é um menino! - afirmou enquanto caminhava - Agora venham vamos entrar... - mamãe nos convidou - Você também Benjamin. Quero que veja o enxoval que estou preparando pro meu neto, usando o meu dinheiro limpo. - ela demorou pra alfinetar o Benji.

 Então nós seguimos ela, há uns três passos de distância.
 - Já to avisando que se ela escreveu Pavel nas roupas, vai tudo pro lixo - o Benjamin murmurou, sob um resmungo e outro da mamãe. - Ela tem que aceitar a Sophie de agora, senão melhor nem fazer.
 - Não é assim também - eu resmunguei. - O Padrezito não nos aceitou antes, e nunca disse isso dele.
 - Ele é meu pai! - o Benjamin defendeu.
 - E ela é minha mãe - eu disse com um sorriso vitorioso estampado no rosto.

Depois de vinte minutos sentados na sala esperando, mamãe finalmente voltou, com uma legião de roupinhas azuis... Todas com o nome do Papa, como o Benjamin já previra.
 - O que acha querida!? - ela indagou - Não é um enxoval digno de um príncipe? Sua madrinha ( Elly) que tem ajudado na produção das peças. 
 - Sim, é maravilhoso - realmente é maravilhoso.
 - Mas a nossa filha não poderá usar - o Benjamin intrometeu-se me agarrando pela cintura.
- Eu sei - a mamãe disse, me abismando - Por isso foi feita com o nome do Pavel, pra quando ele tiver irmãozinhos não serem passadas adiante - mamãe concluiu com um sorriso gigantesco.
 - Não existe nenhum Pavel - ele esbravejou, arfando em seguida - E você sabe muito bem disso, então para de bancar a maluca, porque você não é. Não era louca quando destruiu minha fa... - ele parou e respirou fundo, tentando evitar a burrada já cometida -Desculpa... Acho melhor eu esperar lá fora. - ele concluiu, me beijando a testa e saindo.

- Desculpa o Benjamin mãe - eu pedi pra ela - Ele só... Ele esteve sobre muita pressão nesse último mês. Ele não fez por mal - eu defendi.
 - Ele quis fazer, mas isso não importa - ela afirmou - O que me importa é vocês dois. - ela afirmou acenando na direção da minha barriga. - Agora deixa eu guardar a roupa do nosso pequeno principe. 


 A mamãe ainda estava no quarto quando ouvi uma voz conhecida.
 - Não sei como vai fazer isso gatinha, mas acho bom conseguir um jeito de transformar nossa menina, em um menino. 

 Eu me virei  e dei de cara com a Abby, na porta do meu antigo quarto.
Na porta do quarto do Scott.

 - E nem precisa ser um macho muito viril - quem saiu pela porta dessa vez foi o Scotty - Afinal, nós sabemos que meu pai era afeminado. - ele deu aquele sorrisinho cretino - Boa a sorte com a Tammy, Laurie! - ele concluiu puxando a Abby pra dentro do recinto.


 Pois é... Abby Foster, mais uma vez conseguiu o que queria! :)


Então a mamãe voltou e nós nos despedimos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Noite Feliz -not

Eu ainda não fui ver meus amigos e familia, mas ao menos nós saímos um pouco.
Fomos jantar num restaurante que o Benjamin fechou só pra nós...

Então vocês pensam: "Que lindo! Que fofo! Um jantar a dois - aiiiin- por issoeu sempre torci pro Benjamin"
Pois bem... Estão parcialmente errados  ¬¬'
Não foi um jantar a dois - e nem me refiro a Sophie ou o resto das pessoas queestavam trabalhando lá, e sim a Foxy e Falcon.

Pois, bem... eu sei que eu mesma disse que o Falcon é um cara legal e tudo mais. 
Maaaaaaaaaaaaas, poxa! Eu merecia uma noite perfeita, depois de tudo o que passei...

E não ter que assistir com cara de tacho...

A performance dos dois...


Antes de iniciar todos os meus lamentos, preciso contar do jantar...
Bem quando eu disse restaurante, não quis dizer bem isso...
Na verdade não era beeem um restaurante, mas sim uma suíte presidencial arrumada como tal.

Apesar da penetrice dos amigos do Benjamin, o jantar estava ótimo.
Isso se não contarmos o fato de que a Foxy estava a lá Femme Fatalle e eu com um vestido florido e minha barriga de grávida - que convenhamos, não eh sexy.

Mas, exceto por me sentir a baranga do grupo, tava tudo perfeitinho - Ok! Perfeitinho é meio exagero
O que importa é que não estava uma droga ainda... Ainda!

Quando virou uma droga?! Hmm...
Começou com as conversas "criminosas" onde eu era a carta fora do baralho, a pipa voando no céu, o barquinho boiando no oceano. Em outras palavras, assuntos que não me convinham.
Mesmo assim tava aturável...

Então o Falcon quis voltar aos primórdios da amizade deles.
 Seria bonitinho de ouvir, mas nessa a Foxy começou a ficar toda animadinha. 
Eu diria empolgadinha demais ¬¬'
Cheia de abracinho e tapinhas pro lado do Benji 
A putaria só parou quando eu comecei a olhar torto e o Benji me abraçou.

Então depois de meia hora, a vagaba se levantou e mexeu no som...

Não demorou muito pra que eu estivesse sentada com cara de tacho, ignorando tudo o que o Falcon falava. Enquanto meu corpo se remoía de ciúmes, assistindo o Benjamin e a vagaba dançando ao som de Gardel. Assistindo aquela puta de quinta se esfregando no meu homem, em qualquer chance que ela tinha.

- Eles precisam mesmo dançar assim?! - eu pensei alto sem querer.
- Faz parte da dança - o Falcon surgiu, a lá grilo falante. 
- Assistir isso não te incomoda? - perguntei, quase desabafando que eu queria uma arma pra atirar na cabeça da mulher dele. 
- Isso?! - o Falcon deu um risinho sarcástico, mostrando os dentes alvos - Ah, isso é o de menos... Não tenho ciúmes da Foxy. Menos ainda com o Benjamin. Se eu tivesse ciúmes, não teríamos divido ela.
 - Repete isso - eu pedi incrédula do que tinha ouvido.
 - Eu não tenho ciúmes.
- Não a outra parte - eu fui mais específica.
 - Ah! Ela já transou com os dois. - ele contou - Mas fica tranquila, faz muito tempo.

Alguém estaria tranquilo só porque "faz muito tempo" ? 
Pois, é... Eu também não.

Saber disso me deu naúseas e meu sangue subiu quando eu olhei pros dois, e ela tava lá, com a boca grudada no pescoço do Benjamin :@:@:@

 - Sai de perto dele sua vagabunda - eu esbravejei levantando e jogando o vinho na direção dos dois - Se você quer dar pra alguém, vai procurar a Abby e não meu homem. 
 - Você é idiota menina?! - ela começou a se crescer pra cima de mim - Se eu quisesse dar pro seu macho, eu já tinha feito. Porque pelo que eu conheço do Benjamin homem, o que eu conheço há muito mais tempo que você, ele não deve estar nem um pouco satisfeito de comer toda noite, uma prenha sem sal. - ela concluiu, antes dos meus dedos pesarem no rosto dela com tanta força que até doeu.

 A vagabunda ainda tentou me atacar depois do tapa.
 - Nem pense nisso Foxy! - o Falcon ergueu a voz e levantou da mesa. - Se quer acertar as coisas com a menina, acerta quando essa criança nascer. Porque você não vai bater numa grávida.
 - E ela tem esse direito!? Essa vadia porca tem esse direito?
 - Vadia porca?!  - eu indaguei.
 - Isso mesmo - a vagaba respondeu erguendo o nariz.
- Ok! - eu afirmei me virando e rindo.
Então me baixou o Hulk...
Eu me virei pra ela outra vez e meti um soco na vagabunda, depois dei uma cusparada na cara dela.

 - Agora, pode me chamar de porca. - eu afirmei - Porque você continua sendo a única vadia por aqui.

Depois disso o Benjamin me tirou dali, me puxando pelos braços e me falando um monte.
Dizendo que eu ia foder com os negócios dele.
PS. Ele tá de bronca comigo ainda. 



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Começando a recuperar o tempo perdido.

Saaaaaaaaaaaaaaaudades daqui...

Blog completamente abandonado no último mês =/
O Scotty é um inútil mesmo
Além de deixar meu espaço às moscas, coloca esse layout horrendo e essas tags ridículas ¬¬'

Mas isso não importa...
O que importa é que eu voltei ^^' 
Ou melhor, NÓS VOLTAMOS XD

Eu, Benjamin e nossa menina.
Ah, sim... É uma menina e vai se chamar Sophie 

Eu só quero ver a cara da mamãe quando souber hahauhaahuahahuahauh
O Benjamin ta todo felizinho com o sexo do bebê aliás :)
E eu que achava que ele queria um menino ._.

Falando no Benjamin, acho que vamos marcar o casamento pra Fevereiro - perto do niver dele 

E a pergunta que não quer calar...
O que houve nesse tempo... Bem digamos que as predições do Padrezito meio que se realizaram, então Benji teve um problema com um "rival", meio ligado com a máfia. Por isso fugimos!

E como voltamos? Bem, eu não sei.
Mas Benji me jurou de pés juntos que resolveu o assunto sem sujar as mãos de sangue. 
Eu acreditei é claro.

Ah, nesse tempo de exílio eu mudei minha concepção quanto ao Falcon - ele é um cara suuuper gente boa.
Obs: A Foxy ainda é uma vadia de merda ¬¬''

Falando em Foxy...
To com saudades da Abby =/
 E da Alisha também - eu assumo.

Sem contar que to morrendo de vontade de correr pra minha casa antiga e abraçar a mamãe.
É terrível descobrir do noivado dela, através de um texto escrito pelo retardado do Scotty ._.
Espero que ela esteja contente com o Fransk.

Então em resumo isso é tudo, o resto eu vou contando ao decorrer do tempo.
Morri de saudades daqui *__*

PS. Sei que eu não devia, mas já sabem né?! Vou atrás de notícias do George assim que der. 8-)
PS². O Benjamin acha melhor esperar mais uns dois dias antes de sairmos por aí.
PS³. Acho que perdi meu emprego. ._.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Notícias da Laurie

Oi galera desoculpada...

Hoje chegou um telegrama da Laurie, quem trouxe foi a sapata que trai o marido com a vagabundinha da Abby.
O telegrama diz que ta tudo bem com ela e com o bandidinho, mas que ela ta preocupada por causa do pre-natal do fedelhinho. Pelo que entendi naquele garrancho da Laurie, eles estão pertissimo de sair do país.
Eu vou confirmar com a sapata, assim que ela largar a putaria lésbica e sair da cama da outra lá. #Aff!
Eu escrevi um telegrama de volta, contando que a Tammy noivou com o doutorzinho, mas que continuo preocupado, porque depois que ele foi embora no aniversário dela. Tammy ficou a noite toda chorando com a urna do meu pai no colo. To começando a achar que nem o tal Fransk vai dar um jeito na situação.

Isso é tudo por hoje.
To indo porque preciso mexer na minha tese e não sou fofoqueiro pra ficar aqui falando da vida alheia.

PS. Laurie e o bandidinho podiam ir pra Itália, em Toledo, na casa da minha nona. (ficariam bem escondido lá).
 Talvez eu sugira isso... pra tranquilizar a Tammy quanto a segurança da filha burra que ela pôs no mundo.