segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fantasmas sempre voltam...

To tão orgulhosa da minha bebê...
Sophie conseguiu o que eu tentei a vida quase toda e nunca consegui...
Reunir Llosas e Marines no mesmo natal.

Onde?! Na minha casa nova
Quem estava lá? Eu, Benjamin, Mamãe, Fransk, Padrezito (de carão), Ellie, Abby e Scott.

E teria sido master se um fantasma passado não voltasse a me assombrar.
Não!Não aconteceu nada entre a D. Abigail e o Benji.

Aliás...
É com a dona Abigail que surge..


Um novo fantasma natalino...

Primeiramente vou resumir o que houve com ela e Scotty - to devendo isso pra geral.

Após meu exílio o Scotty e ela se viram mais umas quatro vezes na balada.
E bem nas três primeiras não rolou nada, até porque em duas delas ele ainda tava  com a Alisha

Mas na quarta ela meio que cansou de esperar e tentou roubar um beijo dele.

Foi quando o joguinho idiota deles começou.
Ele revelou que tava interessado nela, mas que tinha condições pra eles ficarem juntos.

Quais? 
1- Ela teria que usar uma aliança com o nome dele gravado.
Fofo? Seria, se ele não fosse permanecer livre leve e solto.
2- Ele teria que conhecer a familia dela.
Sussa? Nem um pouco já que nós sabemos que Abby e a família vive as turras.


Mesmo assim, Abby tava tão obcecada pelo idiota que topou.
Viajou sei lá quantos quilômetros pra fazer as pazes com os pais.
Enfiou uma aliança enorme no dedo.
E finalmente possuiu o Scotty.


Tudo isso me parecia bem certo, até que ao ver o Scotty de papinho com o Benji. 
Eu fiz a brilhante pergunta:
- E então gatinha, tudo o que fez valeu a pena?

Ela não respondeu...
Eu até ousaria dizer que ela gelou com a pergunta.


 - Isso não parece um sim. - eu comentei - Ta com problemas com o idiota do Scotty? - eu questionei - Ele fez alguma coisa pra você?
 - Não! - ela negou mexendo na aliança - Ele só é chato.
 - Ah, isso eu sei - eu confirmei rindo. - Ele é insuportável.
 - Antes fosse isso - ela afirmou - É que... - a Abby baixou a cabeça e os olhos - Ele me entedia. Sabe, depois daquele dia no hospital. Eu esperava tanto dele. E... Ele não... - odeio gente que fala pausando.
 - Eu entendi. - eu afirmei - Esperava bem mais dele.
 - Por aí... - a Abby concordou.
 - E o que pensa em fazer? - eu questionei - Vão continuar juntos?
 - Eu não sei - ela afirmou - Apesar disso tudo ele é um cara legal.
 - Só que caras legais só servem pra ser amigos - a Ellie saltou na conversa sem mais nem menos.

 Embora tenha encarado a Ellie com cara de "quem te chamou na conversa?" 

Tava la cara da Abby que ela tinha concordado.
Na cara e na atitude que foi tirar a aliança logo em seguida.



OBS. Eu não sei se eles terminaram ou não. 

Ela apenas tirou  a aliança da mão.


Porém, foi o fato dela tirar a aliança que trouxe de volta um velho fantasma que me perseguia.


Eu ainda estava livre dele, quando me sentei ao lado do Padrezito e o Fransk veio se despedir de nós.
Ele ia ficar de plantão e talz - a cara dele fazer plantão no natal.


 - Vai mesmo seu idiota - o Padrezito murmurou (nem parece o cara que adorava o Dr. Jens) - Abra uma brecha em pleno natal. Depois que perder a mulher não reclama. - ele resmungou sozinho.
 - O senhor não está pensando em... - eu me intrometi no monólogo dele - Por favor, Padrezito... Tenha o mínimo de respeito.
 - E quem está falando de mim? - ele questionou.
 - Não entendi.
- Não precisa - ele desconversou por um instante - Querida, sabe me dizer se o filho do finado Pavel conseguiu legalizar sua condição no país? Se ele conseguiu um emprego?
 - Pelo que sei tá tudo certo pra ele continuar aqui - eu afirmei - Por enquanto ele ta ajudando a Ellie a selecionar modelos pros editoriais dela. Mas parece que ele ta quase conseguindo trabalho numa gravadora. Mas porque pergunta?
 O Padrezito deu um sorrisinho sacana.
 - Ele já tem uma vida encaminhada e mesmo assim continua na casa dela. - ele destilou olhando os dois conversando no sofá.
- Por favor, Padrezito! Isso não tem nada a ver - eu afirmei, mas pra mim que pra ele - Scotty só continua lá, porque ele cuida da mamãe. - eu afirmei.
- Tal qual seu velho pai - Padrezito observou com um sorriso largo.
 - Não é assim que funciona - eu me recusei a aceitar tal comparação.
 - Você não viu acontecer antes, não pode ter certeza disso - ele me afirmou.

Embora eu me recuse a concordar.
Eu não posso negar que isso faz sentido.
Todo sentido!


E se pensar nisso já me preocupava...
O ponto alto da preocupação surgiu depois da frase de saída do Padrezito.


 - Só torça pra que esse aí não morra também - ele aconselhou - Sua mãe não aguentaria passar por tudo mais uma vez.
 Eu consenti com a cabeça.


Poucos minutos depois eu fui pro quarto dormir.


Eu ainda não falei com ninguém mais sobre isso.
Mas admito que isso me preocupa, até porque o Scotty tem idade pra ser filho da mamãe.

Espero que ele continue com a Abby e que eles sejam bem felizes.
Porque eu engoli o Fransk, mas a mamãe com o Scotty não rola.
Não mesmo #nojo.

PS. Espero que tenham tido um bom natal.
PS². Fui no túmulo do Guilhermo ontem. - =/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

E eu sei que irá doer, olhar pra trás e não te ver...

Eu sei... Eu sei que eu não podia/devia e talz...
Mas eu fui atrás de Mister George...
 Porém.  para alegria geral da nação...
Eu não falei com ele, embora ele tenha falado comigo.

Como isso? 

Mais ou menos assim...

Não é dificil saber o que eu fiz pra ir atrás dele né?!
Ou melhor, onde eu fui...


Nosso antigo ponto de encontro...

A pracinha que sempre foi jogada a nossa solidão, agora parece bem mais solitária.
Quando eu cheguei lá, ele não estava - eu já imaginava que ele não estaria, mas sendo sincera... Acho que eu tinha esperanças de que estivesse.


Então eu caminhei pro nosso banco, que continua sendo o único ali...
Quando eu olhei sobre o banco tinha uma garrafa de cerveja - George - e um papel debaixo dela.


Sabe quando você sente que é pra você? Pois, é...
Assim que eu vi, eu já soube que era pra mim.


"A Carta"


Oi Prima.

Eu acredito que um dia você vai lembrar desde lugar e vai voltar aqui, embora eu já não acredite que vá fazê-lo no intuito de me procurar (é. Mister George estava errado!) Se acaso ler isso algum dia, é porque não voltamos a nos falar, desde que você sumiu, mas ao menos é sinal de que permanece viva. O seu sumiço tem me assombrado, não só a mim, mas à Sammy e aos Cooper também. Inclusive à sua irmã. Não que ela se importe, mas a sua possível morte tem deixado seu pai atordoado. 
Eu não sei quando você lerá isso, mas se já estivermos em Novembro, significa que já não estou na cidade. Eu me mudei pra Londres, porque recebi uma boa proposta de trabalho na capital. E muito provavelmente já me tornei o Dono das Noites Londrinas. 
Acredito que nessa minha noava aventura, eu só devo ter falhado em uma coisa... Esquecê-la.
E é por não poder te esquecer que me afasto, pois já não posso atrapalhar a sua vida. Porque ao contrário do que eu pensava, eu não tenho mais parte nela. Nem mesmo essa criança que carrega seu sangue, é parte minha. Eu bem quis que fosse, e bem acreditei nisso. Mas os "problemas" com o Benjamin me forçaram a fazer uma porrada de exames, e eu acabei descobrindo que mesmo que eu quisesse. Eu nunca poderia te dar um filho. Nem a você, nem a Leah. Por isso, é injusto ficar e tentar lutar contra alguém que pode te dar tudo.
 E embora eu esteja longe agora, se um dia...Qualquer dia, você precisar de mim, eu estarei com você.

 Mister George

PS. Pode deixar tudo isso aqui, afinal você vai ter problemas se levar algo meu pra casa.


Obviamente eu trouxe a carta pra casa.
Eu não estou balançada pelos sentimentos dele nem nada, mas me entristece que ele tenha partido. Me entristece saber que nunca mais vai haver aquele sorriso de menino despontando entre as listras e as rosas de perdão. E nunca mais cantarolaremos Monkeys, sentados no chão da garagem de Abby Foster.

Acho que agora - talvez pela gravidez - eu finalmente cresci.
E embora seja mágico crescer, deixar o resto pra trás me entristece um pouco.





sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ah, mamãe Schnitzel!

Finalmente eu consegui  ver umas pessoas ^^"
E é mais do que óbvio que a primeira visita foi...


Na casa da mamãe...

Quando chegamos na casa da mamãe, ela estava sentada na varanda deliciando seu chá...
E assim que eu saí do carro ela abriu um puta sorriso e se levantou.

 - Senti tanto sua falta... - ela afirmou descendo as escadas.
Eu também senti - eu disse em resposta.
 - Ah, senti a sua também - ela respondeu, antes de acariciar minha barriga - Mas eu estava falando com meu pequeno Pavel.

Enquanto eu pensava em como contar para mamãe que era uma menina, olhei pro Benjamin do meu lado, atrás de alguma resposta...
No entanto, o idiota tava lá se segurando pra não rir da situação.
- Dona Tammy - ele finalmente se pronunciou interrompendo as caricias da mamãe ao bebê - É uma menina.
 - Não... - ela se recusou a escutar.
 - É uma menina mãe, deu nas ultrassons - eu confirmei - Posso até mostrá-las se a senhora quiser.
 -  Então as refaça querida, essas ultrassons estão erradas - ela garantiu - Essa criança é um menino! - afirmou enquanto caminhava - Agora venham vamos entrar... - mamãe nos convidou - Você também Benjamin. Quero que veja o enxoval que estou preparando pro meu neto, usando o meu dinheiro limpo. - ela demorou pra alfinetar o Benji.

 Então nós seguimos ela, há uns três passos de distância.
 - Já to avisando que se ela escreveu Pavel nas roupas, vai tudo pro lixo - o Benjamin murmurou, sob um resmungo e outro da mamãe. - Ela tem que aceitar a Sophie de agora, senão melhor nem fazer.
 - Não é assim também - eu resmunguei. - O Padrezito não nos aceitou antes, e nunca disse isso dele.
 - Ele é meu pai! - o Benjamin defendeu.
 - E ela é minha mãe - eu disse com um sorriso vitorioso estampado no rosto.

Depois de vinte minutos sentados na sala esperando, mamãe finalmente voltou, com uma legião de roupinhas azuis... Todas com o nome do Papa, como o Benjamin já previra.
 - O que acha querida!? - ela indagou - Não é um enxoval digno de um príncipe? Sua madrinha ( Elly) que tem ajudado na produção das peças. 
 - Sim, é maravilhoso - realmente é maravilhoso.
 - Mas a nossa filha não poderá usar - o Benjamin intrometeu-se me agarrando pela cintura.
- Eu sei - a mamãe disse, me abismando - Por isso foi feita com o nome do Pavel, pra quando ele tiver irmãozinhos não serem passadas adiante - mamãe concluiu com um sorriso gigantesco.
 - Não existe nenhum Pavel - ele esbravejou, arfando em seguida - E você sabe muito bem disso, então para de bancar a maluca, porque você não é. Não era louca quando destruiu minha fa... - ele parou e respirou fundo, tentando evitar a burrada já cometida -Desculpa... Acho melhor eu esperar lá fora. - ele concluiu, me beijando a testa e saindo.

- Desculpa o Benjamin mãe - eu pedi pra ela - Ele só... Ele esteve sobre muita pressão nesse último mês. Ele não fez por mal - eu defendi.
 - Ele quis fazer, mas isso não importa - ela afirmou - O que me importa é vocês dois. - ela afirmou acenando na direção da minha barriga. - Agora deixa eu guardar a roupa do nosso pequeno principe. 


 A mamãe ainda estava no quarto quando ouvi uma voz conhecida.
 - Não sei como vai fazer isso gatinha, mas acho bom conseguir um jeito de transformar nossa menina, em um menino. 

 Eu me virei  e dei de cara com a Abby, na porta do meu antigo quarto.
Na porta do quarto do Scott.

 - E nem precisa ser um macho muito viril - quem saiu pela porta dessa vez foi o Scotty - Afinal, nós sabemos que meu pai era afeminado. - ele deu aquele sorrisinho cretino - Boa a sorte com a Tammy, Laurie! - ele concluiu puxando a Abby pra dentro do recinto.


 Pois é... Abby Foster, mais uma vez conseguiu o que queria! :)


Então a mamãe voltou e nós nos despedimos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Noite Feliz -not

Eu ainda não fui ver meus amigos e familia, mas ao menos nós saímos um pouco.
Fomos jantar num restaurante que o Benjamin fechou só pra nós...

Então vocês pensam: "Que lindo! Que fofo! Um jantar a dois - aiiiin- por issoeu sempre torci pro Benjamin"
Pois bem... Estão parcialmente errados  ¬¬'
Não foi um jantar a dois - e nem me refiro a Sophie ou o resto das pessoas queestavam trabalhando lá, e sim a Foxy e Falcon.

Pois, bem... eu sei que eu mesma disse que o Falcon é um cara legal e tudo mais. 
Maaaaaaaaaaaaas, poxa! Eu merecia uma noite perfeita, depois de tudo o que passei...

E não ter que assistir com cara de tacho...

A performance dos dois...


Antes de iniciar todos os meus lamentos, preciso contar do jantar...
Bem quando eu disse restaurante, não quis dizer bem isso...
Na verdade não era beeem um restaurante, mas sim uma suíte presidencial arrumada como tal.

Apesar da penetrice dos amigos do Benjamin, o jantar estava ótimo.
Isso se não contarmos o fato de que a Foxy estava a lá Femme Fatalle e eu com um vestido florido e minha barriga de grávida - que convenhamos, não eh sexy.

Mas, exceto por me sentir a baranga do grupo, tava tudo perfeitinho - Ok! Perfeitinho é meio exagero
O que importa é que não estava uma droga ainda... Ainda!

Quando virou uma droga?! Hmm...
Começou com as conversas "criminosas" onde eu era a carta fora do baralho, a pipa voando no céu, o barquinho boiando no oceano. Em outras palavras, assuntos que não me convinham.
Mesmo assim tava aturável...

Então o Falcon quis voltar aos primórdios da amizade deles.
 Seria bonitinho de ouvir, mas nessa a Foxy começou a ficar toda animadinha. 
Eu diria empolgadinha demais ¬¬'
Cheia de abracinho e tapinhas pro lado do Benji 
A putaria só parou quando eu comecei a olhar torto e o Benji me abraçou.

Então depois de meia hora, a vagaba se levantou e mexeu no som...

Não demorou muito pra que eu estivesse sentada com cara de tacho, ignorando tudo o que o Falcon falava. Enquanto meu corpo se remoía de ciúmes, assistindo o Benjamin e a vagaba dançando ao som de Gardel. Assistindo aquela puta de quinta se esfregando no meu homem, em qualquer chance que ela tinha.

- Eles precisam mesmo dançar assim?! - eu pensei alto sem querer.
- Faz parte da dança - o Falcon surgiu, a lá grilo falante. 
- Assistir isso não te incomoda? - perguntei, quase desabafando que eu queria uma arma pra atirar na cabeça da mulher dele. 
- Isso?! - o Falcon deu um risinho sarcástico, mostrando os dentes alvos - Ah, isso é o de menos... Não tenho ciúmes da Foxy. Menos ainda com o Benjamin. Se eu tivesse ciúmes, não teríamos divido ela.
 - Repete isso - eu pedi incrédula do que tinha ouvido.
 - Eu não tenho ciúmes.
- Não a outra parte - eu fui mais específica.
 - Ah! Ela já transou com os dois. - ele contou - Mas fica tranquila, faz muito tempo.

Alguém estaria tranquilo só porque "faz muito tempo" ? 
Pois, é... Eu também não.

Saber disso me deu naúseas e meu sangue subiu quando eu olhei pros dois, e ela tava lá, com a boca grudada no pescoço do Benjamin :@:@:@

 - Sai de perto dele sua vagabunda - eu esbravejei levantando e jogando o vinho na direção dos dois - Se você quer dar pra alguém, vai procurar a Abby e não meu homem. 
 - Você é idiota menina?! - ela começou a se crescer pra cima de mim - Se eu quisesse dar pro seu macho, eu já tinha feito. Porque pelo que eu conheço do Benjamin homem, o que eu conheço há muito mais tempo que você, ele não deve estar nem um pouco satisfeito de comer toda noite, uma prenha sem sal. - ela concluiu, antes dos meus dedos pesarem no rosto dela com tanta força que até doeu.

 A vagabunda ainda tentou me atacar depois do tapa.
 - Nem pense nisso Foxy! - o Falcon ergueu a voz e levantou da mesa. - Se quer acertar as coisas com a menina, acerta quando essa criança nascer. Porque você não vai bater numa grávida.
 - E ela tem esse direito!? Essa vadia porca tem esse direito?
 - Vadia porca?!  - eu indaguei.
 - Isso mesmo - a vagaba respondeu erguendo o nariz.
- Ok! - eu afirmei me virando e rindo.
Então me baixou o Hulk...
Eu me virei pra ela outra vez e meti um soco na vagabunda, depois dei uma cusparada na cara dela.

 - Agora, pode me chamar de porca. - eu afirmei - Porque você continua sendo a única vadia por aqui.

Depois disso o Benjamin me tirou dali, me puxando pelos braços e me falando um monte.
Dizendo que eu ia foder com os negócios dele.
PS. Ele tá de bronca comigo ainda. 



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Começando a recuperar o tempo perdido.

Saaaaaaaaaaaaaaaudades daqui...

Blog completamente abandonado no último mês =/
O Scotty é um inútil mesmo
Além de deixar meu espaço às moscas, coloca esse layout horrendo e essas tags ridículas ¬¬'

Mas isso não importa...
O que importa é que eu voltei ^^' 
Ou melhor, NÓS VOLTAMOS XD

Eu, Benjamin e nossa menina.
Ah, sim... É uma menina e vai se chamar Sophie 

Eu só quero ver a cara da mamãe quando souber hahauhaahuahahuahauh
O Benjamin ta todo felizinho com o sexo do bebê aliás :)
E eu que achava que ele queria um menino ._.

Falando no Benjamin, acho que vamos marcar o casamento pra Fevereiro - perto do niver dele 

E a pergunta que não quer calar...
O que houve nesse tempo... Bem digamos que as predições do Padrezito meio que se realizaram, então Benji teve um problema com um "rival", meio ligado com a máfia. Por isso fugimos!

E como voltamos? Bem, eu não sei.
Mas Benji me jurou de pés juntos que resolveu o assunto sem sujar as mãos de sangue. 
Eu acreditei é claro.

Ah, nesse tempo de exílio eu mudei minha concepção quanto ao Falcon - ele é um cara suuuper gente boa.
Obs: A Foxy ainda é uma vadia de merda ¬¬''

Falando em Foxy...
To com saudades da Abby =/
 E da Alisha também - eu assumo.

Sem contar que to morrendo de vontade de correr pra minha casa antiga e abraçar a mamãe.
É terrível descobrir do noivado dela, através de um texto escrito pelo retardado do Scotty ._.
Espero que ela esteja contente com o Fransk.

Então em resumo isso é tudo, o resto eu vou contando ao decorrer do tempo.
Morri de saudades daqui *__*

PS. Sei que eu não devia, mas já sabem né?! Vou atrás de notícias do George assim que der. 8-)
PS². O Benjamin acha melhor esperar mais uns dois dias antes de sairmos por aí.
PS³. Acho que perdi meu emprego. ._.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Notícias da Laurie

Oi galera desoculpada...

Hoje chegou um telegrama da Laurie, quem trouxe foi a sapata que trai o marido com a vagabundinha da Abby.
O telegrama diz que ta tudo bem com ela e com o bandidinho, mas que ela ta preocupada por causa do pre-natal do fedelhinho. Pelo que entendi naquele garrancho da Laurie, eles estão pertissimo de sair do país.
Eu vou confirmar com a sapata, assim que ela largar a putaria lésbica e sair da cama da outra lá. #Aff!
Eu escrevi um telegrama de volta, contando que a Tammy noivou com o doutorzinho, mas que continuo preocupado, porque depois que ele foi embora no aniversário dela. Tammy ficou a noite toda chorando com a urna do meu pai no colo. To começando a achar que nem o tal Fransk vai dar um jeito na situação.

Isso é tudo por hoje.
To indo porque preciso mexer na minha tese e não sou fofoqueiro pra ficar aqui falando da vida alheia.

PS. Laurie e o bandidinho podiam ir pra Itália, em Toledo, na casa da minha nona. (ficariam bem escondido lá).
 Talvez eu sugira isso... pra tranquilizar a Tammy quanto a segurança da filha burra que ela pôs no mundo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nota de Falecimento

É por meio deste blog que venho vos comunicar o falecimento da proprietaria, a senhorita Pearl Laurie Marine, e de seu respectivo noivo: Benjamin Medina Alvarez Llosa.

Ambos os corpos foram encontrados na manhã do último sábado boiando sobre o rio Tâmisa.
Decaptados e com o anelar extraído.
Acredita-se que o mandante do crime tenha sido o amante da vítima, George Roosevelt Santon.


 

MENTIRA! KkkkkkKKkkkKkkkkk
A Laurie continua fugindo por aí (ninguém manda arrumar marido bandido)
Enquanto isso, por mais estranho que pareça ela me encarregou  de cuidar daqui. 
E antes que alguém se autopergunte: Por que ela escolheria o idiota/escroto/qualqueradjetivoquemeofenda do Scott!? 
Porque eu sei desse redulto idiota há mais tempo que vossas insignificantes pessoas podem presumir.

Hasta la vista, cambada!
Porque hoje eh aniversário da Tammy, por isso to pouco me fudendo pra vocês.


Scott "The Best" Buonannotte

sábado, 9 de outubro de 2010

De algum lugar por aí...

Muito tempo sumida, mas bem...
Não totalmente em segurança, mas bem...

Então vamos lá, tentar explicar o que está acontecendo.

Eu não posso contar de onde eu falo, mas falo de longe de casa.
Bem longe...
E o que faço aqui!? Pode se dizer que eu me protejo.


Eu não sei qual o lance em que o Benjamin se meteu, mas tem um cara atrás dele.
Um tal de Fillipo qualquer coisa.
Então pela nossa segurança, ele sumiu comigo.

A maior parte dos dias eu tenho que passar com a Foxy.
Enquanto ele e o Falcon somem por aí, sem hora ou data de retorno (é torturante demais ficar aqui esperando)

Tenho saudades de casa...
Se por um acaso qualquer um souber, qualquer coisa do povo em Hull.

Agradeço a informação.

sábado, 25 de setembro de 2010

Apareceu a margarida \o/

Pela primeira vez m]ao teve nenhuma desgraça pra me fazer sumir...
Tudo o que houve foi pura falta de tempo mesmo.

Sabem bem como é, não!?
Trabalho, banda, pré-natal.

Mas vamos lá as News...

Abby se superou na idiotice...
Ela tingiu o cabelo pra conquistar o Scotty.

A banda que já não estava nos seus melhores dias, ta fudida agora.
Estamos sem bateirista.
Sim! A Alisha se bandeou pro lado negro da força e nos largou.

O Benjamin está viajando a negócios.
Saudades ='(

Assim como ele, a mamãe também ta viajando.
Ela e o Fransk sumiram no mundo.
APOSTO que ela vai voltar noiva.

 E pra finalizar...
Todo mundo sabe que eu vou falar dele: MISTER GEORGE
Eu o vi na pracinhas dois dias atrás, ele não me viu!
Ele tava lá... Sozinho!
Eu quis muito sentar no banquinho e conversar com ele, até o dia acabar.

Mas eu lembro o que eu prometi pro Benjamin.
O trato... A condição... Não sei como chamar!
Mas o melhor era deixar ele lá...
Eu não quero vê-lo pior do que ele está.

Como ele está!?
Ele não tava no banquinho, tava numa cadeira de roda, com um das pernas engessada.
E uma faixa em volta da cabeça, mas como tava longe e escuro, eu não descobri o porque da faixa. =/


Então preciso ir...
Encontro com a Abby no Prezzo.
Tentarei não sumir tanto :)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Por que não ficou quieto no seu canto?

Caraaaaaaaalho... Demorei pacas pra postar aqui de novo 8-)
Mas tudo tem uma explicação...

Depois de me recuperar do atropelamento, eu tive que ficar no hospital de repouso.
Mais uma vez o coração...
Aconteceu lá mesmo no hospital, após...


Um pequeno grande imprevisto...

Aconteceu na quarta de manhã...

 Eu tava deitada, ainda de repouso, e o Benjamin tava meio que ajoelhado, segurando minha mão.


 Nós estavamos lá, enquanto a mamãe nos observava. 

 Ela ainda não noivou...
Óbvio que eu expiei a mão dela ;)
HUAHUAHAUHAUHAUHA


Mas prosseguindo a gente tava lá...
 Eu e Benjamin conversando apaixonadinhos.
 Enquanto a mamãe ficava lendo, e resmungando qualquer coisa sobre  falta de responsabilidade. ¬¬'


Então lá estavamos nós... 
Tudo bonitinho....

 Até que a porta se abre...
E não para minha surpresa, adivinhem que é?!
 - Fransk! - a mamãe murmura antes de erguer o rosto e se deparar com o "babaca" do George.


Sabe, eu não vou chamar ele de BABACA na cara dura.
Mas pelo menos entre aspas ele mereceu.


Por que ele mereceu?
Ok!Vamos lá descrever como Mister George estava...


A roupa seguia a mesma linha de sempre - e acreditem - dessa vez ela era  o menos importante.
 Ele estava com um buquê de flores sortidas na mão, um ursinho azul e um balão em formato de coração, também azul, na outra.


 - George - eu murmurei preocupada, levando a atenção do Benjamin pra ele.
 - O que diabos é isso? - o Benjamin indagou, já cerrando os punhos.
-  Como você tá Pearl?! - o George me indagou ignorando o Benjamin.
 - Bem, Obrigada!
 - Eu to falando com você seu playboyzinho de merda. - o Benji esbravejou soltando minha mãe e levantando.
- Ele só veio me ver Benjamin. - eu tentei amenizar a situação.
- Claro... Ele tem todo direito de ver a mãe do filho dele - a mamãe se meteu.
- Obrigado, pelo apoio, D.Tammy - o idiota do George agradeceu, piorando as coisas.
- Não tem meu apoio - a mamãe tirou o corpo fora.
 - O que tá dizendo? Não bastou se aproveitar da MINHA mulher!? - o Benjamin esbravejou, empurrando o George, que nem deu trela.
 - Benjamin, não! - eu tentei intervir.
 - Tá defendendo esse merdinha Pearl?! Ele que te humilhou sua vida toda? - o Benjamin começou a gritar comigo, e o meu coração passou a acelerar. - Tu ta esquecendo disso, PORRA?!? - ele gritou - Quer mesmo ser humilhada outra vez? 
 - Eu amo a Pearl - o George se defendeu sorrindo pra mim, enquanto o Benjamin fuzilava ele com os olhos. Dava pra ver as veias dele pulsando no pescoço. - E mesmo que não a amasse, sou eu quem ela ama. - ele afirmou com um sorrisinho sacana e uma olhadela pro Benji.

Não passou dois segundos, e eu só vi o Benjamin erguendo o punho e dando um gancho no Primo.
O Primo foi uns bons centímetros pra trás.
 Então tudo o que ele segurava desabou no chão.


Eu sentei na cama e só vi o Primo se contorcendo entre chutes e pontapés do Benji.
 - Mãeeee - eu chamei a mamãe, que assistia a cena impassível. - Fala alguma coisa.... Faça alguma coisa! - eu pedi.
 - Que bando de patifes você arrumou minha filha - ela disse balançando a cabeça negativamente. 
 - Mãeeeeeeeee.... - eu gritei, aos prantos - Benjamin, pára! Por favor, pára! - eu comecei a implorar, enquanto o Benji, tava lá surdo e cego de tanta raiva. - Páraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! - só depois de ferrar minha garganta que o Benji parou e me olhou. 

Então os médicos entraram no quarto e levantaram o George...
 Foi nessa que eu não aguentei!


Quando dois enfermeiros levantaram o George...
 Eu só via sangue e um moleque inconsciente.


Ele tava tão mal que carregaram ele direto pra outro quarto.

- Benji, não! - eu disse chorando, antes de desmaiar.

E agora a situação é: Eu to morta de preocupação e insonia por causa disso.
O Benjamin foi levado pra delegacia, porque o George fez questão de fazer um B.O. contra ele. Mas como sempre os advogados fodões dos Llosa, livraram a cara do meu Benji!
Enquanto ao George... Eu não faço a mínima! Eu queria saber, mas não posso
E nós bem sabemos o porquê =/


PS. Agora vou tentar dormir de novo




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

tal mãe... tal filha...

Ta tudo melhor agora...
E tudo pior também!

To no hospital outra vez...
Mas antes de falar disso, preciso comentar...

O que houve no jantar...

Eu fui até o Prezzo de táxi.
E enquanto não chegava eu chorei, chorei tudo o que eu pude.
Porque em cada rosto eu podia ver a cara de decepção do Benjamin.

Então quando eu cheguei, ele estava lá.
Me esperando num terninho azul marinho e com um buquê de tulipas.

Ele tava tão perfeito *_*
Normalmente eu saltaria nos braços dele.

Mas eu só consegui me sentir indgna quando o vi.
Indigna do noivado com um homem igual o Benji.
Indigna do anel de família no meu dedo.
Da tatuagem no seu braço.
E mais do que tudo... Indigna daquele sorriso, que sempre me diz que ele é meu.

 - Atrasou dois minutos - ele disse antes de me dar um beijo.
Eu segurei as flores, retribui o beijo e segui calada.
 - Tá tudo bem com você? - ele me questionou. Nada, eu não soube dizer nada. - Olha pra mim... - ele finalmente pediu, tocando no meu ombro.

Então eu me virei...
E ele soube que tudo estava péssimo.

 - O que você tem? - ele indagou todo intrigado.
 - A gente precisa conversar - eu confessei baixando o rosto.
 - Fala... - embora ele tivesse abrido espaço, não tava pra começar assim do nada.
 - Lá dentro - apontei a porta com a cabeça - A gente conversa lá dentro!
 - Por que lá dentro? - ele me perguntou, enquanto novamente eu me limitei em seguir rumo a porta de entrada. - Você tá com medo de mim! - o Benjamin concluiu com a voz embargada de nersosismo -Ta com medo da minha reação - ele insistiu, apalpando os bolsos atrás de um cigarro. Enquanto eu observava pelo reflexo nas vidraças.
 - Não é isso Benjamin - eu neguei, caminhando de volta pra ele.
 - Se não é, conta agora... - ele me desafiou, desistindo de encontrar um cigarro - Não precisa daquelas pessoas pra ficar segura. Independente do que você fez, sabe que eu não te faria mal - ele me garantiu- O que aconteceu Pearl!? O que fez pra ficar com tanto medo assim? Aconteceu alguma coisa entre você e o Doutorzinho? - ele me questionou - Ou...
 - Eu transei com o George! - eu afirmei, fazendo o mundo parar.

 Sabe quando você tira um peso enorme das costas?
 Foi assim que eu me senti.
Até eu erguer a cabeça e encarar um Benjamin atônito.

Eu podia ver a decepção nos olhos dele.
 O coração dele sangrando.
Apunhalado! Apunhalado por mim ._.

 Depois de uns três minutos inerte, ele me encarou e respirou fundo.
 - Por isso sumiu ontem?
 - Sim... e não! - eu respondi confusamente - Não aconteceu nada ontem. Aconteceu quando... Quando você sumiu. Duas ou três vezes - eu comecei a contar - Sempre na casinha de vime. - e a cada parte do relato o Benjamin parecia mais machucado e incrédulo do que ouvia. - Eu me senti só, e ele estava lá... Eu sei que isso não justifica, mas... Eu não amo ele Benjamin. Eu amo você e...
 - E o bebê? - ele me perguntou, encarando o projeto de barriga debaixo do meu vestido.
 - O bebê é seu! - eu afirmei - Eu tenho certa disso! Eu fiz as contas e não como nao ser seu. Se quiser nós fazemos as contas juntos, mas eu tenho certeza absoluta que é seu. - o Benjamin me encarou como quem diz "Pelo menos isso!" - Esse filho é seu, é nosso! - eu garanti - Porque nada aconteceu depois que você chegou. Absolutamente nada, e se o George pensa...
 - Vem! - ele me interrompeu estendendo a mão - Esquece esse assunto e vamos jantar. 

 Então nós seguimos pro meio jantar mais estranho do mundo...
Digo meio jantar, porque minutos depois da refeição chegar, o Benjamin me encarou e soltou os talheres no prato.

 - O que houve? - eu murmurei preocupada.
 - Desculpa - ele me pediu, bebendo um pouco de água - Mas eu não posso engolir isso a seco. Não posso permitir que esse playboyzinho de merda pegar minha mulher e deixar por isso mesmo. - ele afirmou com o semblante irritado.

 Como é de se imaginar, não adiantou tentar conversar.
 Ele colocou o dinheiro na mesa e saiu andando.

 Enquanto eu me apressava pra evitar uma tragédia.
 Eu não quero um amigo morto e menos ainda um noivo assassino.

 - Esquece isso, Benji! - eu pedi, andando na direção da moto - Não é culpa dele... É minha! Sou eu quem tem um compromisso com você. Quem te deve respeito. - eu aleguei.
 Só que o Benjamin não deu a mínima, ele apenas colocou o capacete e as luvas e deu partida, sem sequer olhar pros lados.

 Eu ainda tentei argumentar...
 Mas não tive tempo de nada, segundo antes de eu sair na avenida, o sinal abriu.

 Foi assim que eu cheguei no hospital... 
 Atropelada! Igual a minha mãe, quando estava grávida de mim.

 Eu to beeeem fudida...
 Uma pá de escoriações, com o joelho esquerdo todo esfolado e uma costela trincada.
Mas o mais importante está bem, que é o meu filho.

 Na hora em que eu fui atropelada eu caí meio de lado... 
Por isso só um dos joelhos ta tão ferrado assim e o bebê não sofreu nenhum mal maior.

Agora eu preciso ficar em observação por uns dias.
Pra terem a máxima certeza de que eu e meu filho ficaremos bem.

 Eu ainda não sei quem me trouxe pra cá...
 Mas sei que não foi o Benjamin.
 Aliás, nos primeiro dia ele nem quis aparecer, só mandou umas flores pra mim e um cartão em branco assinado por ele.

 Depois ele veio e nós conversamos...
 Ele me pediu desculpas, disse que me amava que não ia me deixar e no fim pediu pra eu nunca mais assustar ele desse jeito. 

 Então ele trouxe o notebook essa manhã, pra eu não morrer de tédio. -  mandou um beijo pra T.B.A.
 E me propôs um trato, uma espécie de condição pra que possamos começar do zero.

 A condição: Ele adianta a compra da nossa nova casa aqui em Hull, nós começamos a nossa vidinha outra vez e tudo vai ficar bem. Contanto que eu nunca mais encontre o Primo, exceto quando ele estiver presente. - como no casamento da Sammy.
 E se eu descumprir? Ele encomenda a cabeça do Primo numa bandeja.

 Simples assim...
Funesto, macabro mais simples.

Não preciso dizer o que eu acho disso né!?  
Mas por hora eu não estou em condições de discordar...

Então deixe estar...
Porque eu sei que essa criança vai nos ajuizar...
Aos dois e quizá aos três...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Espero que tenha um conserto =/

Sei que isso não redime minha culpa, mas eu to mega aliviada.
Tenho certeza absoluta que esse filho é do Benji.

Eu fiz o que o George disse.
Eu peguei o exame e contei as semanas, não tem como não ser do Benjamin *_*

Só que agora vem a parte difícil: contar o que aconteceu pro Benjamin.
Porque eu não posso continuar mentindo...
Ele largou tudo por mim...
 Ele fez as coisas mais insanas que eu já vi alguém fazer.
Não é justo mentir... 
Não é certo fazer isso se eu realmente o amo.

Então eu marquei de encontrar ele no Prezzo agora a noite.
Eu vou contar absolutamente tudo e por Deus, só espero que ele não me odeie e consiga me perdoar.

Eu só quero me livrar dessa confusão...
Antes que ele saiba das suposições pela boca de outrem...

Porque eu tive certeza que essa é a tendência...
Depois do bilhete que recebi da mamãe hoje.

Sobre o bilhete:
"Se esse menino for mesmo filho daquele irresponsável, me entregue eu cuidarei dele.
Não estrague sua vida com o bandidinho, embora ele seja um péssimo partido, foi o que você escolheu.
Então me entregue meu pequeno Pavel e eu o criarei.
PS. Obrigada por fazer meu Pavel como ele tinha que ser.
        Beijos 
                                                         Mamãe.

Agora me diz se não é muita filha da putice dela me mandar isso?
Como ela se propõe a criar o MEU FILHO?
MEU filho!
Podia ser filho do Papa que ela não teria esse direito ¬¬''

Mas voltando...
Eu vou resolver isso...
Me afastar do George... (de verdade agora!)
E vou sair desse apartamento...

Porque eu me sinto suja quando olho esse lugar, e lembro que traí meu Benjamin aqui.

Eu quero começar do zero...
Começar de novo...
Agora eu só preciso que ele me perdoe...

Por isso, estou indo lá...
Me desejem sorte (ou não)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E eu poderia escrever um livro sobre como ser uma mentirosa...

Eu não sei nem por onde começar...
Porque independente de por onde começar eu vou me sentir uma mentirosa.
De certa forma eu realmente fui - ou sou - uma mentirosa.

Mas isso não importa, afinal todos concluírão isso e coisas bem piores. 
Depois do que houve...

No encontro da pracinha...

Como eu disse antes, eu nem sei por onde começar...
Então eu prefiro não dar maiores explicações, mas contar tudo o que houve desde que cheguei lá.

Quando eu cheguei o Primo tava sentado, encolhido num casaco azul e branco listrado.
Sentado no mesmo banco de sempre...
Olhando o céu estrelado como naquele primeiro encontro que nos é tão longínguo agora.

- Boa noite, Primo! - eu cumprimentei, pra ser notada.
 Ele me olhou e respondeu, depois voltou a fitar o céu.
 Pela primeira vez ele me pareceu distante...
 Era como se a mente dele vagasse presa em algum lugar do passado ou do futuro.

Então eu resolvi não quebrar o silêncio, não cortar aquela viagem enigmática de Mr.George e apenas sentei do lado dele. E comecei a encarar o céu, as estrelas e as fumacinhas de inverno que saía da minha boca.

- Porra, Primo... - eu resmunguei esfregando as mãos, encobertas pelas minhas luvas azuis. - Sacanagem me fazer sair num frio desses.
 Eu pensei que ele riria das minhas reclamações, ele não riu.
 Só baixou a cabeça e encarou um papel que tava segurando.
- Eu abri uma poupança pro bebê - ele contou, sem me encarar.
- Por que fez isso? - eu indaguei completamente lost.
- Se eu não posso assumir essa criança, quero ao menos assegurar que ela tenha um bom futuro - ele afirmou - Seu noivo pode ter dinheiro, mas nunca se sabe o dia de amanhã.
 - Olha, George, eu agradeço - eu disse, tentando encarar ele - Mas nenhuma dessas coisas faz sentido. Criar uma poupança, tentar assumir meu filho com o Benjamin. Isso tudo é loucura - eu alegava incrédula - Essa criança é um Llosa, pode estar certo que nunca vai faltar algo pra ela. E não tem porque se preocupar com isso.Não é um problema seu.
 - É se o filho for meu - ele rebateu erguendo os olhos pra mim.
 - Mas não é seu filho - eu respondi.
 - Como pode estar tão certa disso? - ele indagou. - Eu quis esse filho... Eu fiz esse filho! - ele afirmou erguendo o rosto e me encarando - Todas as vezes Pearl - ela afirmou, aproximando os lábios do meu ouvido - Todas as vezes, você achou que tava protegida. Mas eu sabotei você - ele murmurou no meu ouvido e eu me afastei automaticamente - Não me culpe, era minha única chance. O único jeito de fazer com que fique do meu lado. Agora está feito... Esse filho é meu...Nós vamos ter um filho Prima, e mesmo que não fiquemos juntos. Sempre teremos o pedaço um do outro. - ele afirmou.

 Eu juro que eu quis ter uma arma e atirar na testa do infeliz.
 Mas eu estava tão atônita que não conseguia fazer nada.

 - Isso é um blefe - eu murmurei, tentando me acalmar.
- Se não acredita em mim, conte as semanas. - ele propôs. 
- Não pode fazer isso comigo, George - eu disse, enquanto meus olhos se enchiam da água - Não pode ter jogado sujo desse jeito. Se aproveitou de mim... Se aproveitou que eu tava só, que eu tava com medo. Se aproveitou de toda estima que tenho por você. Como você pode fazer isso?
 - Shiii!!! - ele colocou minha cabeça no ombro dele - Eu sei que fui irresponsável, e em partes eu me arrependo. Não por causa dessa criança, ela é um presente. É um sinal de que deviamos ficar juntos. Mas eu não quero estragar sua vida, se quer ficar com ele. Eu vou aceitar! Eu vou me calar... Só não quero que afaste meu filho de mim. Porque eu não quero outro filho depois desse - ele afirmou, acariciando meu cabelo - Não fica brava comigo. Só aceita que eu te ajude com ele, é só isso. - ele garantiu - É só isso... - ele repetiu novamente - Só deixa com que eu ajude, me deixe ser padrinho dele e se um dia não der certo com você e seu irmão. Eu vou estar aqui pra você e pro nosso filho. - ele garantiu.

 Então eu me desvencilhei devagar.
 Eu precisava ir embora, porque tava confusa demais pra continuar ali.

 - A gente conversa sobre isso depois George - eu pedi pra ele - E não se preocupa, eu já te perdoei - garanti dando uns passos pra trás - Sabe que eu sempre perdoo.
 - Eu sei sim! - ele confirmou.
Então eu dei as costas e fui pra casa da minha mãe.

 Só vim pra cá essa tarde, e inventei uma desculpa pro Benjamin.
 Dizendo que me senti mal e fui pra minha mãe quando ele tava fora.
 Mas acabei dormindo assim que cheguei, por isso esqueci de ligar pra ele.

Mas o que mais eu podia fazer? Contar o que houve, enquanto ele estava fora?
Não dá... Já descarreguei parte do peso aqui.
E isso me esgota de uma forma que... nem sei explicar.
Então vamos por partes, ou não vamos a parte alguma.


Tem gente que tem mesmo que entrar na família.

Ontem finalmente nós tiramos o Scotty da banda...
Sobre protestos gigantescos da Alisha, mas tiramos o infeliz.
E quando anunciamos a saída pra ele, o desgraçado só deu um sorrisinho de lado e disse: "- Claro, amadores sempre estarão com amadores." 

Mas isso é o que menos importa...
Eu preciso contar a Grande News, que me surgiu...

Após o expediente...

Eu tava terminando de arrumar minhas coisas pra sair da Yellow Submarine, quando recebi um torpedo.
 "Me encontre no St.Stephens" tinha escrito com o remetende identificado como Fransk Jens.

Então eu tomei um táxi e fui direto pro St.Stephens - que é um shopping aqui da cidade.
Quando eu cheguei na entrada o Fransk tava lá na frente me esperando.

 - Porque me chamou aqui?! - eu indaguei com medo daquilo ser um encontro.
 - Eu preciso comprar uma coisa pra Tammy, e quero sua ajuda - ele exemplificou.
 Eu consenti com a cabeça e nós entramos no shopping.
 - Eu não sei como dizer isso - eu soltei repentinamente, enquanto caminhavamos - Mas não se acha um pouco novo demais pra minha mãe?
 -  Tanto quanto me achava velho demais pra você. - ele respondeu prático.
 - Mas, minha mãe podia ser sua mãe - eu lembrei. Eu não sei explicar mas esse romance me incomoda demais.
 Ele deu um sorriso de canto ajeitou as mãos dentro do casaco e seguiu andando.
 - Eu falo sério, não daria certo.
 - Por que não!? - ele me perguntou - Sente ciúmes? Ou não suporta alguém preferir ela à você? - eu pude sentir o gostinho de vitória, que aquela frase fazia ele sentir.
   - Não, é isso. - eu neguei - É só que ela tem quase cinquenta anos, enquanto você... - 
  - Eu não me importo com isso - ele se defendeu - Gosto dela por quem ela é, e não pela idade. - ele afirmou - Eu só quero que tudo fique bem pros três. - ele afirmou - Eu faço questão da sua aprovação Pearl. Talvez pareça estranho, me ver com a sua mãe. Eu entendo - ele afirmou.
 Se entende, porque não cai fora?!

 - Mas eu gosto dela, o suficiente pra querer tornar tudo oficial - ele afirmou parando de andar - E como eu quero que seja tudo ao modo dela, eu te trouxe. Porque eu não quero estragar a surpresa, e ninguém pode conhecê-la melhor que você. 
 Só então eu me liguei onde nós estavamos parados.
 Em frente à joalheria Hugh Rice.

- Eu quero me casar com a sua mãe, Pearl - ele afirmou. - Por isso quero que me ajude a escolher a aliança certa pra ela. - ele concluiu.
 - E sabe se ela quer casar com você? - eu perguntei num tom ríspido.
 - Eu não sei... - ele afirmou - Mas eu preciso correr o risco pra descobrir.
 - Hmm... E vai gastar dinheiro só pra arriscar.
 Ele deu um sorriso desses audíveis.
 - Sua mãe não é uma adolescente, que você pede em casamento sem nada em mãos - ele afirmou - Se eu quero que aconteça, tenho que fazer direito. Eu não posso errar com ela. Isso é muito importante pra mim. Eu não posso errar! - ele repetiu.
 - Ok! Ok! Mas eu te aviso que é bom você ser bem disposto. - eu afirmei - Sabe, que nunca vai ser só vocês dois né!? O meu padrinho sempre vai estar presente na vida dela. Terá que dividir a atenção da mamãe com ele, e com o filho perfeito dele. - eu afirmei. Lembrando o quanto o Scotty é queridinho da mamãe.
 - E com você também - ele completou. - Mas eu não me importo, não quero que ela esqueça as pessoas que são e foram importantes. Só quero ficar com ela, mesmo que eu não pudesse ter nada em troca... Eu só quero ela comigo, consegue entender?! - ele me questionou.
 - Gosta dela tanto assim?

Ele não respondeu só entrou na joalheria...
 E meio que o jeito silencioso dele me serviu como consenso pra um "sim".

Então passamos quase quatro horas escolhendo a tal jóia.
 Depois disso lanchamos na Subway e ele me trouxe em casa.

Óbvio que o Benjamin ficou bem enciumado quando nos viu...
 Mas quando eu contei o que tinha ido fazer, ele recebeu a notícia com uma sonora gargalhada.

Cinco minutos depois ele fechou a cara, quando um garoto apareceu com um bilhete direcionado pra mim escrito "Preciso te ver... A qualquer hora, no mesmo local de sempre!" 

Não preciso identificar o remetente né!?
Pois é... Benjamin rasgou o bilhete, e me encheu pra saber onde era o mesmo lugar de sempre.
Me encheu tanto que eu acabei mandando ele pro outro lado da cidade, pra ponte onde a mamãe ia nos tempos mais deprês dela. Enquanto eu comecei a escrever aqui...

E agora que ele já foi...
 Eu estou indo...
Indo pra minha velha pracinha, com meu velho amigo....
 Antes que meu futuro marido retorne.

Então até qualquer dia...
Se o Benjamin não me matar, ao não me encontrar em casa.

domingo, 5 de setembro de 2010

Santa Abbyta das delegacias

Finalmente sai daquele hospital...
Cheguei ontem em casa, mas hoje eu já tive probleminhas pra resolver...

Tive de ir na delegacia - adivinhe tirar quem?! 
Aliás, a Mila merece uma nova estrelinha...
Então vos explico...

O motivo da estrela...

 Obvio que se eu disser que a pessoa no xilindró era a Abby, ninguém se impressiona né!?
  Mas o que me deixou completamente Oo'' foi o motivo que a levou pra lá...
E se meses atrás nós tivemos um relato de uma Abby embriagada...
Dessa vez nós temos uma Abby sóbria contando a história.

Quando eu cheguei na delegacia com o advogado dos Llosa - um deles né!? - a Abby já estava fora da cela. Ela tava toda marrenta, enquanto o delegado passava um sermão. E dizia que não queria mais ver ela por aquelas bandas, porque já tava esgotado de ver ela ali quase todo mês.

Depois do bendito sermão, a Abby saiu da delegacia resmungando igual um velho ranzinza, e assim que cruzamos a porta se virou dando dedo pra delegacia.
 - O que foi dessa vez Abby?! - eu perguntei, quando ela começou a andar.
 - Juro pra você gatinha, que se eu chegar em casa e aquela traira ainda tiver lá. Eu vou voltar pra essa merda de delegacia. Só que vai ser por assassinato - ela afirmou arrumando o cabelo que tava todo bagunçado.- Aiiii, que ódio daquela vagabunda! - ela xingou chutando uma latinha - Como ela pode ser tão vaca!? Vaquinha egoísta do inferno. Eu devia ter arrancado as tripas daquela piranha ingrata.
 - Pera, explica o que ta acontecendo - eu pedi - Porque eu não entendi porra nenhuma. - eu afirmei, coçando a cabeça e parando no ponto de táxi - O que aconteceu!? Porque você ta assim toda estressada?
 - A cadela da Alisha.- ela disse baixando os olhos.
 - O que tem a Tamagushi? - eu indaguei. Porque a Alisha nunca foi de fazer nada a ninguém.
- Aquela vadia ta transando com o Scotty! - ela afirmou - Com o MEU Scotty! - ela fez questão de frizar batendo no peito.
 - Não! É só imaginação sua - eu me recusei a acreditar - Ela anda meio estranha e aquele idiota anda tentando fazer a cabeça dela, mas é só isso. Ela não...-
 - Eu vi Pearl - ela me interrompeu - Eu peguei os dois no meu quarto, na minha cama. - ela afirmou enquanto arfava de raiva - Eles estavam lá na minha cama, enquanto a idiota aqui tava montando um editorial de moda pra amiga da sua mãe. - ela esbravejou irritadíssima. - Na minha cama, Pearl! Na minha cama! Eu coloquei aquela vaca na minha casa e ela faz isso. - ela prosseguiu resmungando - E eu ainda sou levada presa por arrastar aquela vaquinha egoísta pro olho da rua. - ela disse inconformada. 
 - Então vocês brigaram?
 A Abby riu... Aquilo era um SIM é claro.
- Eu não acredito nisso sabia!? - ela disse mais calma, sentando num banco, no ponto de ônibus. - O que aquela fedelha tem que eu não tenho.
 - Cabelo castanho - eu pensei alto.
 - Como!? - ela questionei me encarando.
 - Cabelo castanho - eu repeti - Scotty só gosta de mulher de cabelo castanho.

A Abby esfregou as mãos e sorriu.

 - Não vai continuar atrás dele, vai!? - eu perguntei.
 - Não... - ela afirmou - Nunca mais.
 - Melhor - eu afirmei - Ele é um crápula, e eu quero ele fora da banda. - eu aproveitei a deixa - Se ele não sair, eu saio. - eu garanti.
 - Tanto faz - ela afirmou enquanto o ônibus chegava. 

Então esse foi todo o rolo que houve mais cedo...
Algo me diz que a Abby ainda vai insistir nessa coisa do Scotty.
 Mas agora ao menos tenho um bom motivo pra tirar ele da banda \o/

E quanto a Alisha... 
Bem, ela ta toda fudida, mas vai ficar bem.
 E com toda certeza nunca mais vai mexer com os machos que a Abby intitular como dela.

  PS. Agora eu vou dormir... 
Se Benjamin me pegar aqui uma hora dessas me mata!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A verdadeira face de Scott Buonannotte

 Eu sempre disse que o Scott não prestava...
Mas todo mundo sempre defendeu esse desgraçado, pois bem...
Graças a esse infeliz hoje eu escrevo...

Direto do hospital...

Como o Benjamin tinha que passar o sábado resolvendo uns assuntos do trabalho, eu acabei ficando em casa sozinha o dia todo.
E o único momento em que saí de casa, foi qno começo da noite quando me dei conta que precisava pegar dinheiro pra comprar meus remédios, então eu peguei o cartão do banco...Coloquei um roupinha básica e voi là...

Eu tava saindo da portaria quando vi um carro preto e antigo parado há uns metros.
Confesso que meu coração gelou quando a porta se abriu, mas quando eu fui ver era só o Scotty.

 - Pronta pra viagem Laurie!? - ele indagou.
 - Eu não tinha dito que não ia!? - eu perguntei - Eu já conversei com as meninas e tudo.
 - É, mas elas souberam que você mudou de idéia - ele respondeu se aproximando - Entendi, Laurie. Você não tem muita escolha! Ou você vai, ou você vai - ele me pressionou - Não vai decepcionar suas amigas agora, vai!? - ele indagou. 
 - Seu idiota, eu tenho um compromisso com meu noivo. - eu respondi.
 - É, você me disse isso no telefone. - ele afirmou - Mas cá entre nós, bastardinha, é melhor dar o bolo no seu noivo agora, do que ter que encarar o que pode vir depois. - ele afirmou com uma piscadela.
 - Que espécie de ameacinha escrota é essa!? - eu indaguei sem entender muita coisa.
- Ah, Laurie - ele soltei segurando o riso - Seus segredos não são tão secretos assim. - aqui o idiota riu de leve, tirando o óculos  da camisa xadrez azul e preta. -  Na verdade, eles são tão evidentes, que me impressiona seu super noivo não desconfiar.
 - Ta blefando - eu disse tentando seguir em frente.
 - Uma pena que a maioria das pessoas descordem de você - ele afirmou, me fazendo parar. - Entra naquele carro, e nada vai sair daqui. Tudo vai continuar como está, e eu não estrago seu casamento perfeito. Siga por aí, e vai decepcionar suas amigas e perder seu noivo mais adiante. - ele disse num tom de ultimato.

 Eu senti um caláfrio...
 Um pressentimento ruim.
Então eu fui pro carro, onde as meninas me receberam cheia de sorrisos.

 Eu tava feliz por elas estarem.
 Mas eu tava infeliz por ter me dobrado ao cretino do Scotty e sua ameacinha idiota.
Quando nós chegamos em Liverpool, em frente ao club, algo bem underground desconhecido, o Scotty mandou as meninas irem na frente. 
 - Desculpa - ele me pediu, assim que as viu atravessar a porta dos fundos. 
 - Não seja cínico, ok!?
 - Cínico!? - ele riu - Ok! Não quer aceitar foda-se. - o idiota afirmou tirando o óculos escuros e o cinto de segurança - Uma pessoa como você não merece o mínimo de consideração mesmo. - ele "cuspiu" na minha cara - Onde já se viu, enganar todo mundo. - ele sacudiu a cabeça já saindo do carro - Pode enganar eles, mas não vai me enganar. 
 - Eu não me importo com o que você diz - eu afirmei - É só um mal amado, que foi abandonado pelo homem que me criou. Porque ele preferiu ser da minha família, a se importar com você - eu tentei atingir o infeliz.
 Então ele apenas riu e mordeu os lábios.
 - Pega a droga da roupa no banco de trás e se troca logo, sua vadiazinha - ele resmungou - Eu te quero no backstage em vinte minutos - ele resmungou.

Eu desviei os olhos pra chave do carro ainda no banco, pensando em sumir dali.
 Só que fui idiota quando desviei os olhos, o filho da puta logo sacou tudo.

- E nem pense em sair daqui - ele afirmou - Se eu tiver que te buscar, vai ser bem pior. - ele garantiu - E se você tentar sumir. Tsc! Tsc! Não vai ter mais ninguém pra você quando aparecer em Hull. - ele sorriu e fechou a porta.

 Eu não fugi é claro.
 Embora não saiba quão válidas são essas ameaças do Scott, eu preferi não arriscar.

Então eu apenas gastei o tempo que tinha mandando uma mensagem de texto enorme pro Benjamin.
 Pedindo desculpas por sumir.
Tentando esclarecer o que tinha acontecido, sem comentar dessa chantagem cretina é óbvio, e pedindo pra ele ir pra Liverpool e me buscar porque eu não aguentava mais.

  Assim que eu cheguei dentro do club com a roupa que saí de casa, o Scotty me fuzilou com os olhos.
  - Eu pensei ter trazido uma roupa pra você Laurie - ele disse num tom plácido, enquanto as meninas arrumavam os instrumentos delas. - Eu não trouxe? 
  Eu não respondi, apenas me juntei à
s meninas e comecei a afinar o baixo. 
 Entre enjoos e tonturas eu fiquei lá sentada num caixote, enquanto aquela peste me vigiava.

 Faltava uns quinze minutos pra eu subir no palco, quando o meu coração começou a acelerar e eu senti um puta frio na espinha.
 Há quantos séculos eu não sentia aquilo!?
  Frio, palpitações, tontura...

Um molecote apareceu e disse que entraríamos em dez minutos.
 E o mundo parecia girar ao redor de mim.
Cada vez mais rápido... Cada vez mais longe...

 Eu devia estar pálida ou qualquer coisa assim, porque o Scotty logo notou que tinha algo estranho.
 - Nem pense em fazer uma cena, Laurie - ele afirmou - Vai entrar naquele palco de qualquer maneira. Nem que eu tenha que arrastar seu cadáver até lá.

 Não deve ter passado dois minutos que o molecote tinha nos avisado no horário, quando eu vomitei. 
Ali mesmo! Em cima do idiota do Scotty.

 - Merda! - ele gritou, instantaneamente - Alisha, pega alguma coisa pra eu me limpar e você vadiazinha pega um pouco de água pra sua amiga. - ele ordenou olhando a Abby.

 O pior de tudo é que as duas obedeceram na hora.
 Caralho! Ninguém é assistente dele ¬¬''
Nós que deviamos ser mimadas e obedecidas. 

 Então o Scotty que já estava se revelando o grande verme, que eu sempre soube que ele era, piorou assim que ficamos só nós dois.
 - Escuta aqui - ele disse segurando o meu cabelo por trás e se aproximando de mim - Eu não to afim de aturar estrelismo e ceninha sua Laurie. - ele afirmou, puxando de leve - Eu já to sabendo das suas crises de estrelismo e sua falta de compromisso com o grupo. Ou sobe naquele palco, ou tá fora! - ele afirmou - As Seductive Lies não precisam de você, e não é difícil achar alguém melhor do que uma gravidinha metida a besta.- ele afirmou, desviando os olhos pro lado e soltando meu cabelo - Estamos entendidos.

  Só que pra mim o mundo continuava rodando e meu coração parecia prestes a saltar pela boca.
 Então eu tava tão... tão longe que nem respondi o infeliz.

 - Tem certeza de que está bem Laurie!? - ele perguntou do nada, segurando meu rosto com cuidado - Não precisa subir no palco se não estiver bem - ele afirmou - Sabe que é minha estrela certo - o hipocrita me beijou na testa - É importante demais pra arriscarmos sua saúde. Só quero que suba lá se estiver pronta. 
 Então apareceu o motivo pra'quela mudança repentina de tratamento.
 A Abby surgiu com um copo d'água.

 - Como você tá gatinha!? - ela me perguntou.
 - Ela está bem! - o Scott respondeu por mim.
 - Eu não sei, ela não me parece... -
 - Não seja agorenta, nossa garota é forte - ele afirmou - Ela  está ótima, foi só um enjoo da gravidez. - ele garantiu pra Abby - Só precisa de um pouco de água - ele me deu água na boca. - Em cinco minutos vocês estarão no palco e nem vão se lembrar que a Laurie passou mal.

Então cinco minutos depois eu subi no palco.
Enquanto a multidão ainda rodava sem parar.
- Tem certeza que tá tudo bem gatinha!? - a Abby reperguntou quando eu parei no meio do palco um tanto desorientada. 
- Sim! - eu menti olhando pro Scotty no canto ao lado do palco.

O show foi um grande fracasso.
 Passaram menos de cinco minutos e enquanto eu cantava o mundo girava e meu coração retumbava nos meus ouvidos, encobrindo os outros sons.
 Cinco breves minutos, uma dor enorme e ...............
 Eu não vi mais nada.

Só acordei ontem a noite, aqui no hospital depois de duas noites mais pra lá do que pra cá.
Eu tive o que podemos chamar - ou melhor só podemos chamar - de um príncípio de infarto.
 Depois que eu tombei parece que o infeliz correu pra me socorrer e me levaram pro primeiro hospital que acharam em Liverpool. 
Depois eu fui trasferida de helicoptero direto pra Hull, à mando do Padrezito.

Agora vamos lá, às perguntas que não querem calar...
Como eusso infartar afinal!? Lembra o que eu ia fazer quando aquele infeliz me levou a tira colo?
 Comprar meus remédios.
Ok! Mas que remédios? Os remédios do tratamento de ICC
Mas que porra é ICC? Insuficiência Cardíaca Congênita.
 Desde quando você tem problema do coração!? Desde sempre, eu nasci com má formação cardíaca.
E porque nunca contou isso antes? Não pensam que eu conto toda a minha vida de fato, pensam!?
Por fim... Se eu estava em crise, porque o Scotty pois minha vida em risco? Bem, o infeliz não sabe disso. Na verdade, pouquissima gente sabe disso. Muito pouca mesmo!
Meus pais sabem, minha mãe sabe..
O Benjamin sabe! E o Papa sabia é claro.
Mas é apenas isso...
Na verdade agora muita gente deve estar sabendo depois dessa. ._.

Só que... Não saber dos meus problemas não isenta o Sr.Buonannotte de ter sido um crápula.

PS. Se alguém se perguntou isso. 
ICC não é incurável, no meu caso uma cirurgia pra reparar os defeitos da má formação resolveriam grande parte do problema. 
Mas a minha mãe sempre achou que eu morreria quando fizesse essa cirurgia, então nunca suportou a idéia. E também nunca soube explicar o porquê disso... É só uma convicção dela, que fez com que eu tivesse medo dessa cirurgia.
Mas agora eu prometi pro Benjamin reparar isso, assim que nosso bebê nascer e tiver maiorzinho.
Porque não vai dar pra operar o coração e dar de mamar depois ;)

PS². E agora, quem ainda gosta do Scott?

 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

♥ Um dia de paz ♥

Bem eu não sei se lembram da tal tatuagem de aliança que eu e Benjamin iamos fazer. 
Pois, bem ela ainda vai rolar, mas não vai ser mais a terceira dele.
Ou ao menos foi o que eu entendi no fim...

Do nosso dia de paz...

Bem antes de entrar nos lances da tatoo eu tenho que contar que finalmente eu e Benji passamos um dia sem briga...
E isso se deve muito ao nosso bebê :)

O dia começou como a maioria, mas as coisas melhoraram depois que nós fomos ao médico e pela primeira vez assistiu uma ultrassom do nosso baby *__* - Falando nisso, mamãe está cismadíssima de que é um menino, e embora as coisas com o Fransk me pareçam bem, ela insiste em nomear o bebê de Pavel ._.

Mas voltando...
Vocês deviam ter visto a carinha do Benjamin, quando aquele pedacinho de gente apareceu no ultrassom. 
Aqueles olhos castanhos sempre tão intensos, pareciam pertencer à um cordeirinho perdido.
Todo sentido... Todo choroso...
A coisa mais linda que eu já vi na minha vida. *__*

Então depois do médico ele me levou no trabalho.
Me deu um beijo e passou a tarde toda sentada num banco que fica há alguns metros.
Todo quieto me observando.

Sabe, é nessas oras que eu percebo o quanto eu o amo.
O quanto vale a pena ter enfrentado geral por ele.
E o quanto as brigas nunca poderão mudar isso.

Só que infelizmente também é nessa hora que eu sinto um gosto amargo de arrependimento infestar os meus lábios, escorrendo até minha boca - fui tão poética agora *__*

O Benjamin passou umas duas horas lá fora.
Depois disso ele sumiu e só reapareceu no final do meu expediente.

 Então nós fomos ao parque onde mamãe e Papa faziam os velhos picnics
E lá estavamos nós, deitados sobre a grama serena, vendo a tarde se esvair e os outros casais, a maioria mais jovem ou muito mais velhos do que nós, andando de mãos dadas entre os bancos, enquanto o Benjamin segurava minha mão contra o céu e ficava contando meus dedos - eu nunca entendi essa mania dele. 
 E sabe é uma cena tão simplícia e mesmo assim eu me sinto tão bem com isso.
Eu me sinto como se fosse a dona do mundo, quando a gente ta assim.
Juntos! Em paz...

 - Tudo parece tão simples agora - eu pensei alto.

 O Benjamin me olhou franzindo os olhos.
 Daquele jeito que eu amo.
 Aquele jeito que confirma o quanto ele é meu *__*

 Ele ficou lá todo silencioso e concentrado, até que uma gota despencou sobre ele.

 - Merda - o Benjamin resmungou secando o rosto e me fazendo rir - Tanto dia pra chover nessa porcaria de cidade. - ele voltou a resmungar se ajoelhando na grama - Vem, vamo embora! - ele disse me estendendo a mão - Não quero minha família doente! - ele resmungou.
 Ele é tão fofo resmungando sem razão *__*
 - É só uma garoa - eu disse minimizando e rindo - Vem, cá! - eu puxei ele pela mão e então ele ficou mais sussa e me deu um daqueles beijos todo apaixonadinho.

Só que eu não convenci ele a ficar e nós fomos pra casa.
 E só quando eu saí do banho que eu lembrei de contar minha boa nova pra ele.

 - Benjamin. - eu chamei quando saí do banho - Eu tenho uma novidade pra te contar.
 - Ótimo! Eu também... - ele afirmou.

Então passamos uns vinte minutos, naquela de conta você primeiro.
E como sempre eu que contei.

 - Eu conversei com o Sebastian hoje, e vou ter o final de semana livre - eu contei, e ele abriu um puta sorriso - Então eu queria saber, se tu não quer ir comigo e com as meninas pra Liverpool.
 - Pra onde? - ele perguntou. E só pelo tom de voz, deu pra perceber que ele não curtiu muito.
 - Liverpool - eu repeti - O Scotty arranjou uma apresentação pra gente num clube de lá. - eu continuei contando - Sabe, é bom pra banda, um pouco mais de visibilidade além daqui.- eu expliquei abrindo um sorriso enorme - Então, nós saímos sábado às duas e voltamos no domingo, na manhã provavelmente.
 - Por que provavelmente? - ele perguntou todo desconfiado.
 - Porque eu não confio que Scott vai estar em condições de dirigir. - eu expliquei. - Por isso,seria até melhor se você fosse. Nos garantiria um retorno rápido e seguro pra casa. 
 - Nem pensar - ele se recusou.
 - Por quê? - afinal, qual era o mal de ir em Liverpool ver um show meu!? 
 - Porque eu já tenho uma coisa pro final de semana agendada - ele explicou. 
 - Ok! Só me deseja sor-
 - E você também tem - ele me interrompeu.
 - Não, eu não tenho!
 - Tem! Tem sim! - ele rebateu na hora.
 -É mesmo, e o que eu tenho agendado, que não pode esperar?
 - É surpresa - ele respondeu- Você vai gostar eu garanto. - o Benjamin me prometeu, erguendo meu rosto pelo queixo, então ele me deu um beijo e foi pro banho.

  Ele ainda tava no banho, quando, mexendo nas gavetas, eu descobri o nosso programa.
  Tinha um papel com o endereço de um tatuador e um horário marcado.
  O horário era no final de semana, e embaixo tinha um desenho, que possívelmente o Benjamin fez.
Desenho do Benjamin (?)
Então eu presumo que vão haver mais tatuagens antes da bendita aliança.
Ou simplesmente teremos uma aliança de casamento de verdade.

Mas independente da resposta pra isso ficam  perguntas.
Perguntas da resposta 1: Onde ele vai tatuar isso? E qual tatuagem vai fechar isso numa tatuagem ímpar?
Pergunta da resposta 2: Porque ele desistiu de tatuar a aliança? Será que ele ta com medo de se arrepender?

Espero que não...
De qualquer forma eu vou ficar no FDS.