quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E eu poderia escrever um livro sobre como ser uma mentirosa...

Eu não sei nem por onde começar...
Porque independente de por onde começar eu vou me sentir uma mentirosa.
De certa forma eu realmente fui - ou sou - uma mentirosa.

Mas isso não importa, afinal todos concluírão isso e coisas bem piores. 
Depois do que houve...

No encontro da pracinha...

Como eu disse antes, eu nem sei por onde começar...
Então eu prefiro não dar maiores explicações, mas contar tudo o que houve desde que cheguei lá.

Quando eu cheguei o Primo tava sentado, encolhido num casaco azul e branco listrado.
Sentado no mesmo banco de sempre...
Olhando o céu estrelado como naquele primeiro encontro que nos é tão longínguo agora.

- Boa noite, Primo! - eu cumprimentei, pra ser notada.
 Ele me olhou e respondeu, depois voltou a fitar o céu.
 Pela primeira vez ele me pareceu distante...
 Era como se a mente dele vagasse presa em algum lugar do passado ou do futuro.

Então eu resolvi não quebrar o silêncio, não cortar aquela viagem enigmática de Mr.George e apenas sentei do lado dele. E comecei a encarar o céu, as estrelas e as fumacinhas de inverno que saía da minha boca.

- Porra, Primo... - eu resmunguei esfregando as mãos, encobertas pelas minhas luvas azuis. - Sacanagem me fazer sair num frio desses.
 Eu pensei que ele riria das minhas reclamações, ele não riu.
 Só baixou a cabeça e encarou um papel que tava segurando.
- Eu abri uma poupança pro bebê - ele contou, sem me encarar.
- Por que fez isso? - eu indaguei completamente lost.
- Se eu não posso assumir essa criança, quero ao menos assegurar que ela tenha um bom futuro - ele afirmou - Seu noivo pode ter dinheiro, mas nunca se sabe o dia de amanhã.
 - Olha, George, eu agradeço - eu disse, tentando encarar ele - Mas nenhuma dessas coisas faz sentido. Criar uma poupança, tentar assumir meu filho com o Benjamin. Isso tudo é loucura - eu alegava incrédula - Essa criança é um Llosa, pode estar certo que nunca vai faltar algo pra ela. E não tem porque se preocupar com isso.Não é um problema seu.
 - É se o filho for meu - ele rebateu erguendo os olhos pra mim.
 - Mas não é seu filho - eu respondi.
 - Como pode estar tão certa disso? - ele indagou. - Eu quis esse filho... Eu fiz esse filho! - ele afirmou erguendo o rosto e me encarando - Todas as vezes Pearl - ela afirmou, aproximando os lábios do meu ouvido - Todas as vezes, você achou que tava protegida. Mas eu sabotei você - ele murmurou no meu ouvido e eu me afastei automaticamente - Não me culpe, era minha única chance. O único jeito de fazer com que fique do meu lado. Agora está feito... Esse filho é meu...Nós vamos ter um filho Prima, e mesmo que não fiquemos juntos. Sempre teremos o pedaço um do outro. - ele afirmou.

 Eu juro que eu quis ter uma arma e atirar na testa do infeliz.
 Mas eu estava tão atônita que não conseguia fazer nada.

 - Isso é um blefe - eu murmurei, tentando me acalmar.
- Se não acredita em mim, conte as semanas. - ele propôs. 
- Não pode fazer isso comigo, George - eu disse, enquanto meus olhos se enchiam da água - Não pode ter jogado sujo desse jeito. Se aproveitou de mim... Se aproveitou que eu tava só, que eu tava com medo. Se aproveitou de toda estima que tenho por você. Como você pode fazer isso?
 - Shiii!!! - ele colocou minha cabeça no ombro dele - Eu sei que fui irresponsável, e em partes eu me arrependo. Não por causa dessa criança, ela é um presente. É um sinal de que deviamos ficar juntos. Mas eu não quero estragar sua vida, se quer ficar com ele. Eu vou aceitar! Eu vou me calar... Só não quero que afaste meu filho de mim. Porque eu não quero outro filho depois desse - ele afirmou, acariciando meu cabelo - Não fica brava comigo. Só aceita que eu te ajude com ele, é só isso. - ele garantiu - É só isso... - ele repetiu novamente - Só deixa com que eu ajude, me deixe ser padrinho dele e se um dia não der certo com você e seu irmão. Eu vou estar aqui pra você e pro nosso filho. - ele garantiu.

 Então eu me desvencilhei devagar.
 Eu precisava ir embora, porque tava confusa demais pra continuar ali.

 - A gente conversa sobre isso depois George - eu pedi pra ele - E não se preocupa, eu já te perdoei - garanti dando uns passos pra trás - Sabe que eu sempre perdoo.
 - Eu sei sim! - ele confirmou.
Então eu dei as costas e fui pra casa da minha mãe.

 Só vim pra cá essa tarde, e inventei uma desculpa pro Benjamin.
 Dizendo que me senti mal e fui pra minha mãe quando ele tava fora.
 Mas acabei dormindo assim que cheguei, por isso esqueci de ligar pra ele.

Mas o que mais eu podia fazer? Contar o que houve, enquanto ele estava fora?
Não dá... Já descarreguei parte do peso aqui.
E isso me esgota de uma forma que... nem sei explicar.
Então vamos por partes, ou não vamos a parte alguma.


3 comentários:

Unknown disse...

QQQUEEEEEE? como assim Pearl, pelo amor de Deus você traiu o Benji com ele!! 8-) não creio nisso!e depois falava que eram apenas amigos!que ele precisava de você!:@ eu realmente estou brava com você e decepcionada claroo!! :/
xau

T.R.B. disse...

Vadia que é vadia é assim mesmo.
Espero que se FODA KKKKKKKKKKKKKKKKK
Deixar de ser idiota sua piranha egoístazinha KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK agora conta a verdade pro teu macho se você é mulher pra isso.E para de escrever em blogzinho.

Mila disse...

vc caiu muito no meu conceito, sério!
Como vc pôde fazer aquilo com o Benji, que enfrentou a família dele pra ficar ao seu lado?