sábado, 25 de setembro de 2010

Apareceu a margarida \o/

Pela primeira vez m]ao teve nenhuma desgraça pra me fazer sumir...
Tudo o que houve foi pura falta de tempo mesmo.

Sabem bem como é, não!?
Trabalho, banda, pré-natal.

Mas vamos lá as News...

Abby se superou na idiotice...
Ela tingiu o cabelo pra conquistar o Scotty.

A banda que já não estava nos seus melhores dias, ta fudida agora.
Estamos sem bateirista.
Sim! A Alisha se bandeou pro lado negro da força e nos largou.

O Benjamin está viajando a negócios.
Saudades ='(

Assim como ele, a mamãe também ta viajando.
Ela e o Fransk sumiram no mundo.
APOSTO que ela vai voltar noiva.

 E pra finalizar...
Todo mundo sabe que eu vou falar dele: MISTER GEORGE
Eu o vi na pracinhas dois dias atrás, ele não me viu!
Ele tava lá... Sozinho!
Eu quis muito sentar no banquinho e conversar com ele, até o dia acabar.

Mas eu lembro o que eu prometi pro Benjamin.
O trato... A condição... Não sei como chamar!
Mas o melhor era deixar ele lá...
Eu não quero vê-lo pior do que ele está.

Como ele está!?
Ele não tava no banquinho, tava numa cadeira de roda, com um das pernas engessada.
E uma faixa em volta da cabeça, mas como tava longe e escuro, eu não descobri o porque da faixa. =/


Então preciso ir...
Encontro com a Abby no Prezzo.
Tentarei não sumir tanto :)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Por que não ficou quieto no seu canto?

Caraaaaaaaalho... Demorei pacas pra postar aqui de novo 8-)
Mas tudo tem uma explicação...

Depois de me recuperar do atropelamento, eu tive que ficar no hospital de repouso.
Mais uma vez o coração...
Aconteceu lá mesmo no hospital, após...


Um pequeno grande imprevisto...

Aconteceu na quarta de manhã...

 Eu tava deitada, ainda de repouso, e o Benjamin tava meio que ajoelhado, segurando minha mão.


 Nós estavamos lá, enquanto a mamãe nos observava. 

 Ela ainda não noivou...
Óbvio que eu expiei a mão dela ;)
HUAHUAHAUHAUHAUHA


Mas prosseguindo a gente tava lá...
 Eu e Benjamin conversando apaixonadinhos.
 Enquanto a mamãe ficava lendo, e resmungando qualquer coisa sobre  falta de responsabilidade. ¬¬'


Então lá estavamos nós... 
Tudo bonitinho....

 Até que a porta se abre...
E não para minha surpresa, adivinhem que é?!
 - Fransk! - a mamãe murmura antes de erguer o rosto e se deparar com o "babaca" do George.


Sabe, eu não vou chamar ele de BABACA na cara dura.
Mas pelo menos entre aspas ele mereceu.


Por que ele mereceu?
Ok!Vamos lá descrever como Mister George estava...


A roupa seguia a mesma linha de sempre - e acreditem - dessa vez ela era  o menos importante.
 Ele estava com um buquê de flores sortidas na mão, um ursinho azul e um balão em formato de coração, também azul, na outra.


 - George - eu murmurei preocupada, levando a atenção do Benjamin pra ele.
 - O que diabos é isso? - o Benjamin indagou, já cerrando os punhos.
-  Como você tá Pearl?! - o George me indagou ignorando o Benjamin.
 - Bem, Obrigada!
 - Eu to falando com você seu playboyzinho de merda. - o Benji esbravejou soltando minha mãe e levantando.
- Ele só veio me ver Benjamin. - eu tentei amenizar a situação.
- Claro... Ele tem todo direito de ver a mãe do filho dele - a mamãe se meteu.
- Obrigado, pelo apoio, D.Tammy - o idiota do George agradeceu, piorando as coisas.
- Não tem meu apoio - a mamãe tirou o corpo fora.
 - O que tá dizendo? Não bastou se aproveitar da MINHA mulher!? - o Benjamin esbravejou, empurrando o George, que nem deu trela.
 - Benjamin, não! - eu tentei intervir.
 - Tá defendendo esse merdinha Pearl?! Ele que te humilhou sua vida toda? - o Benjamin começou a gritar comigo, e o meu coração passou a acelerar. - Tu ta esquecendo disso, PORRA?!? - ele gritou - Quer mesmo ser humilhada outra vez? 
 - Eu amo a Pearl - o George se defendeu sorrindo pra mim, enquanto o Benjamin fuzilava ele com os olhos. Dava pra ver as veias dele pulsando no pescoço. - E mesmo que não a amasse, sou eu quem ela ama. - ele afirmou com um sorrisinho sacana e uma olhadela pro Benji.

Não passou dois segundos, e eu só vi o Benjamin erguendo o punho e dando um gancho no Primo.
O Primo foi uns bons centímetros pra trás.
 Então tudo o que ele segurava desabou no chão.


Eu sentei na cama e só vi o Primo se contorcendo entre chutes e pontapés do Benji.
 - Mãeeee - eu chamei a mamãe, que assistia a cena impassível. - Fala alguma coisa.... Faça alguma coisa! - eu pedi.
 - Que bando de patifes você arrumou minha filha - ela disse balançando a cabeça negativamente. 
 - Mãeeeeeeeee.... - eu gritei, aos prantos - Benjamin, pára! Por favor, pára! - eu comecei a implorar, enquanto o Benji, tava lá surdo e cego de tanta raiva. - Páraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! - só depois de ferrar minha garganta que o Benji parou e me olhou. 

Então os médicos entraram no quarto e levantaram o George...
 Foi nessa que eu não aguentei!


Quando dois enfermeiros levantaram o George...
 Eu só via sangue e um moleque inconsciente.


Ele tava tão mal que carregaram ele direto pra outro quarto.

- Benji, não! - eu disse chorando, antes de desmaiar.

E agora a situação é: Eu to morta de preocupação e insonia por causa disso.
O Benjamin foi levado pra delegacia, porque o George fez questão de fazer um B.O. contra ele. Mas como sempre os advogados fodões dos Llosa, livraram a cara do meu Benji!
Enquanto ao George... Eu não faço a mínima! Eu queria saber, mas não posso
E nós bem sabemos o porquê =/


PS. Agora vou tentar dormir de novo




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

tal mãe... tal filha...

Ta tudo melhor agora...
E tudo pior também!

To no hospital outra vez...
Mas antes de falar disso, preciso comentar...

O que houve no jantar...

Eu fui até o Prezzo de táxi.
E enquanto não chegava eu chorei, chorei tudo o que eu pude.
Porque em cada rosto eu podia ver a cara de decepção do Benjamin.

Então quando eu cheguei, ele estava lá.
Me esperando num terninho azul marinho e com um buquê de tulipas.

Ele tava tão perfeito *_*
Normalmente eu saltaria nos braços dele.

Mas eu só consegui me sentir indgna quando o vi.
Indigna do noivado com um homem igual o Benji.
Indigna do anel de família no meu dedo.
Da tatuagem no seu braço.
E mais do que tudo... Indigna daquele sorriso, que sempre me diz que ele é meu.

 - Atrasou dois minutos - ele disse antes de me dar um beijo.
Eu segurei as flores, retribui o beijo e segui calada.
 - Tá tudo bem com você? - ele me questionou. Nada, eu não soube dizer nada. - Olha pra mim... - ele finalmente pediu, tocando no meu ombro.

Então eu me virei...
E ele soube que tudo estava péssimo.

 - O que você tem? - ele indagou todo intrigado.
 - A gente precisa conversar - eu confessei baixando o rosto.
 - Fala... - embora ele tivesse abrido espaço, não tava pra começar assim do nada.
 - Lá dentro - apontei a porta com a cabeça - A gente conversa lá dentro!
 - Por que lá dentro? - ele me perguntou, enquanto novamente eu me limitei em seguir rumo a porta de entrada. - Você tá com medo de mim! - o Benjamin concluiu com a voz embargada de nersosismo -Ta com medo da minha reação - ele insistiu, apalpando os bolsos atrás de um cigarro. Enquanto eu observava pelo reflexo nas vidraças.
 - Não é isso Benjamin - eu neguei, caminhando de volta pra ele.
 - Se não é, conta agora... - ele me desafiou, desistindo de encontrar um cigarro - Não precisa daquelas pessoas pra ficar segura. Independente do que você fez, sabe que eu não te faria mal - ele me garantiu- O que aconteceu Pearl!? O que fez pra ficar com tanto medo assim? Aconteceu alguma coisa entre você e o Doutorzinho? - ele me questionou - Ou...
 - Eu transei com o George! - eu afirmei, fazendo o mundo parar.

 Sabe quando você tira um peso enorme das costas?
 Foi assim que eu me senti.
Até eu erguer a cabeça e encarar um Benjamin atônito.

Eu podia ver a decepção nos olhos dele.
 O coração dele sangrando.
Apunhalado! Apunhalado por mim ._.

 Depois de uns três minutos inerte, ele me encarou e respirou fundo.
 - Por isso sumiu ontem?
 - Sim... e não! - eu respondi confusamente - Não aconteceu nada ontem. Aconteceu quando... Quando você sumiu. Duas ou três vezes - eu comecei a contar - Sempre na casinha de vime. - e a cada parte do relato o Benjamin parecia mais machucado e incrédulo do que ouvia. - Eu me senti só, e ele estava lá... Eu sei que isso não justifica, mas... Eu não amo ele Benjamin. Eu amo você e...
 - E o bebê? - ele me perguntou, encarando o projeto de barriga debaixo do meu vestido.
 - O bebê é seu! - eu afirmei - Eu tenho certa disso! Eu fiz as contas e não como nao ser seu. Se quiser nós fazemos as contas juntos, mas eu tenho certeza absoluta que é seu. - o Benjamin me encarou como quem diz "Pelo menos isso!" - Esse filho é seu, é nosso! - eu garanti - Porque nada aconteceu depois que você chegou. Absolutamente nada, e se o George pensa...
 - Vem! - ele me interrompeu estendendo a mão - Esquece esse assunto e vamos jantar. 

 Então nós seguimos pro meio jantar mais estranho do mundo...
Digo meio jantar, porque minutos depois da refeição chegar, o Benjamin me encarou e soltou os talheres no prato.

 - O que houve? - eu murmurei preocupada.
 - Desculpa - ele me pediu, bebendo um pouco de água - Mas eu não posso engolir isso a seco. Não posso permitir que esse playboyzinho de merda pegar minha mulher e deixar por isso mesmo. - ele afirmou com o semblante irritado.

 Como é de se imaginar, não adiantou tentar conversar.
 Ele colocou o dinheiro na mesa e saiu andando.

 Enquanto eu me apressava pra evitar uma tragédia.
 Eu não quero um amigo morto e menos ainda um noivo assassino.

 - Esquece isso, Benji! - eu pedi, andando na direção da moto - Não é culpa dele... É minha! Sou eu quem tem um compromisso com você. Quem te deve respeito. - eu aleguei.
 Só que o Benjamin não deu a mínima, ele apenas colocou o capacete e as luvas e deu partida, sem sequer olhar pros lados.

 Eu ainda tentei argumentar...
 Mas não tive tempo de nada, segundo antes de eu sair na avenida, o sinal abriu.

 Foi assim que eu cheguei no hospital... 
 Atropelada! Igual a minha mãe, quando estava grávida de mim.

 Eu to beeeem fudida...
 Uma pá de escoriações, com o joelho esquerdo todo esfolado e uma costela trincada.
Mas o mais importante está bem, que é o meu filho.

 Na hora em que eu fui atropelada eu caí meio de lado... 
Por isso só um dos joelhos ta tão ferrado assim e o bebê não sofreu nenhum mal maior.

Agora eu preciso ficar em observação por uns dias.
Pra terem a máxima certeza de que eu e meu filho ficaremos bem.

 Eu ainda não sei quem me trouxe pra cá...
 Mas sei que não foi o Benjamin.
 Aliás, nos primeiro dia ele nem quis aparecer, só mandou umas flores pra mim e um cartão em branco assinado por ele.

 Depois ele veio e nós conversamos...
 Ele me pediu desculpas, disse que me amava que não ia me deixar e no fim pediu pra eu nunca mais assustar ele desse jeito. 

 Então ele trouxe o notebook essa manhã, pra eu não morrer de tédio. -  mandou um beijo pra T.B.A.
 E me propôs um trato, uma espécie de condição pra que possamos começar do zero.

 A condição: Ele adianta a compra da nossa nova casa aqui em Hull, nós começamos a nossa vidinha outra vez e tudo vai ficar bem. Contanto que eu nunca mais encontre o Primo, exceto quando ele estiver presente. - como no casamento da Sammy.
 E se eu descumprir? Ele encomenda a cabeça do Primo numa bandeja.

 Simples assim...
Funesto, macabro mais simples.

Não preciso dizer o que eu acho disso né!?  
Mas por hora eu não estou em condições de discordar...

Então deixe estar...
Porque eu sei que essa criança vai nos ajuizar...
Aos dois e quizá aos três...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Espero que tenha um conserto =/

Sei que isso não redime minha culpa, mas eu to mega aliviada.
Tenho certeza absoluta que esse filho é do Benji.

Eu fiz o que o George disse.
Eu peguei o exame e contei as semanas, não tem como não ser do Benjamin *_*

Só que agora vem a parte difícil: contar o que aconteceu pro Benjamin.
Porque eu não posso continuar mentindo...
Ele largou tudo por mim...
 Ele fez as coisas mais insanas que eu já vi alguém fazer.
Não é justo mentir... 
Não é certo fazer isso se eu realmente o amo.

Então eu marquei de encontrar ele no Prezzo agora a noite.
Eu vou contar absolutamente tudo e por Deus, só espero que ele não me odeie e consiga me perdoar.

Eu só quero me livrar dessa confusão...
Antes que ele saiba das suposições pela boca de outrem...

Porque eu tive certeza que essa é a tendência...
Depois do bilhete que recebi da mamãe hoje.

Sobre o bilhete:
"Se esse menino for mesmo filho daquele irresponsável, me entregue eu cuidarei dele.
Não estrague sua vida com o bandidinho, embora ele seja um péssimo partido, foi o que você escolheu.
Então me entregue meu pequeno Pavel e eu o criarei.
PS. Obrigada por fazer meu Pavel como ele tinha que ser.
        Beijos 
                                                         Mamãe.

Agora me diz se não é muita filha da putice dela me mandar isso?
Como ela se propõe a criar o MEU FILHO?
MEU filho!
Podia ser filho do Papa que ela não teria esse direito ¬¬''

Mas voltando...
Eu vou resolver isso...
Me afastar do George... (de verdade agora!)
E vou sair desse apartamento...

Porque eu me sinto suja quando olho esse lugar, e lembro que traí meu Benjamin aqui.

Eu quero começar do zero...
Começar de novo...
Agora eu só preciso que ele me perdoe...

Por isso, estou indo lá...
Me desejem sorte (ou não)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E eu poderia escrever um livro sobre como ser uma mentirosa...

Eu não sei nem por onde começar...
Porque independente de por onde começar eu vou me sentir uma mentirosa.
De certa forma eu realmente fui - ou sou - uma mentirosa.

Mas isso não importa, afinal todos concluírão isso e coisas bem piores. 
Depois do que houve...

No encontro da pracinha...

Como eu disse antes, eu nem sei por onde começar...
Então eu prefiro não dar maiores explicações, mas contar tudo o que houve desde que cheguei lá.

Quando eu cheguei o Primo tava sentado, encolhido num casaco azul e branco listrado.
Sentado no mesmo banco de sempre...
Olhando o céu estrelado como naquele primeiro encontro que nos é tão longínguo agora.

- Boa noite, Primo! - eu cumprimentei, pra ser notada.
 Ele me olhou e respondeu, depois voltou a fitar o céu.
 Pela primeira vez ele me pareceu distante...
 Era como se a mente dele vagasse presa em algum lugar do passado ou do futuro.

Então eu resolvi não quebrar o silêncio, não cortar aquela viagem enigmática de Mr.George e apenas sentei do lado dele. E comecei a encarar o céu, as estrelas e as fumacinhas de inverno que saía da minha boca.

- Porra, Primo... - eu resmunguei esfregando as mãos, encobertas pelas minhas luvas azuis. - Sacanagem me fazer sair num frio desses.
 Eu pensei que ele riria das minhas reclamações, ele não riu.
 Só baixou a cabeça e encarou um papel que tava segurando.
- Eu abri uma poupança pro bebê - ele contou, sem me encarar.
- Por que fez isso? - eu indaguei completamente lost.
- Se eu não posso assumir essa criança, quero ao menos assegurar que ela tenha um bom futuro - ele afirmou - Seu noivo pode ter dinheiro, mas nunca se sabe o dia de amanhã.
 - Olha, George, eu agradeço - eu disse, tentando encarar ele - Mas nenhuma dessas coisas faz sentido. Criar uma poupança, tentar assumir meu filho com o Benjamin. Isso tudo é loucura - eu alegava incrédula - Essa criança é um Llosa, pode estar certo que nunca vai faltar algo pra ela. E não tem porque se preocupar com isso.Não é um problema seu.
 - É se o filho for meu - ele rebateu erguendo os olhos pra mim.
 - Mas não é seu filho - eu respondi.
 - Como pode estar tão certa disso? - ele indagou. - Eu quis esse filho... Eu fiz esse filho! - ele afirmou erguendo o rosto e me encarando - Todas as vezes Pearl - ela afirmou, aproximando os lábios do meu ouvido - Todas as vezes, você achou que tava protegida. Mas eu sabotei você - ele murmurou no meu ouvido e eu me afastei automaticamente - Não me culpe, era minha única chance. O único jeito de fazer com que fique do meu lado. Agora está feito... Esse filho é meu...Nós vamos ter um filho Prima, e mesmo que não fiquemos juntos. Sempre teremos o pedaço um do outro. - ele afirmou.

 Eu juro que eu quis ter uma arma e atirar na testa do infeliz.
 Mas eu estava tão atônita que não conseguia fazer nada.

 - Isso é um blefe - eu murmurei, tentando me acalmar.
- Se não acredita em mim, conte as semanas. - ele propôs. 
- Não pode fazer isso comigo, George - eu disse, enquanto meus olhos se enchiam da água - Não pode ter jogado sujo desse jeito. Se aproveitou de mim... Se aproveitou que eu tava só, que eu tava com medo. Se aproveitou de toda estima que tenho por você. Como você pode fazer isso?
 - Shiii!!! - ele colocou minha cabeça no ombro dele - Eu sei que fui irresponsável, e em partes eu me arrependo. Não por causa dessa criança, ela é um presente. É um sinal de que deviamos ficar juntos. Mas eu não quero estragar sua vida, se quer ficar com ele. Eu vou aceitar! Eu vou me calar... Só não quero que afaste meu filho de mim. Porque eu não quero outro filho depois desse - ele afirmou, acariciando meu cabelo - Não fica brava comigo. Só aceita que eu te ajude com ele, é só isso. - ele garantiu - É só isso... - ele repetiu novamente - Só deixa com que eu ajude, me deixe ser padrinho dele e se um dia não der certo com você e seu irmão. Eu vou estar aqui pra você e pro nosso filho. - ele garantiu.

 Então eu me desvencilhei devagar.
 Eu precisava ir embora, porque tava confusa demais pra continuar ali.

 - A gente conversa sobre isso depois George - eu pedi pra ele - E não se preocupa, eu já te perdoei - garanti dando uns passos pra trás - Sabe que eu sempre perdoo.
 - Eu sei sim! - ele confirmou.
Então eu dei as costas e fui pra casa da minha mãe.

 Só vim pra cá essa tarde, e inventei uma desculpa pro Benjamin.
 Dizendo que me senti mal e fui pra minha mãe quando ele tava fora.
 Mas acabei dormindo assim que cheguei, por isso esqueci de ligar pra ele.

Mas o que mais eu podia fazer? Contar o que houve, enquanto ele estava fora?
Não dá... Já descarreguei parte do peso aqui.
E isso me esgota de uma forma que... nem sei explicar.
Então vamos por partes, ou não vamos a parte alguma.


Tem gente que tem mesmo que entrar na família.

Ontem finalmente nós tiramos o Scotty da banda...
Sobre protestos gigantescos da Alisha, mas tiramos o infeliz.
E quando anunciamos a saída pra ele, o desgraçado só deu um sorrisinho de lado e disse: "- Claro, amadores sempre estarão com amadores." 

Mas isso é o que menos importa...
Eu preciso contar a Grande News, que me surgiu...

Após o expediente...

Eu tava terminando de arrumar minhas coisas pra sair da Yellow Submarine, quando recebi um torpedo.
 "Me encontre no St.Stephens" tinha escrito com o remetende identificado como Fransk Jens.

Então eu tomei um táxi e fui direto pro St.Stephens - que é um shopping aqui da cidade.
Quando eu cheguei na entrada o Fransk tava lá na frente me esperando.

 - Porque me chamou aqui?! - eu indaguei com medo daquilo ser um encontro.
 - Eu preciso comprar uma coisa pra Tammy, e quero sua ajuda - ele exemplificou.
 Eu consenti com a cabeça e nós entramos no shopping.
 - Eu não sei como dizer isso - eu soltei repentinamente, enquanto caminhavamos - Mas não se acha um pouco novo demais pra minha mãe?
 -  Tanto quanto me achava velho demais pra você. - ele respondeu prático.
 - Mas, minha mãe podia ser sua mãe - eu lembrei. Eu não sei explicar mas esse romance me incomoda demais.
 Ele deu um sorriso de canto ajeitou as mãos dentro do casaco e seguiu andando.
 - Eu falo sério, não daria certo.
 - Por que não!? - ele me perguntou - Sente ciúmes? Ou não suporta alguém preferir ela à você? - eu pude sentir o gostinho de vitória, que aquela frase fazia ele sentir.
   - Não, é isso. - eu neguei - É só que ela tem quase cinquenta anos, enquanto você... - 
  - Eu não me importo com isso - ele se defendeu - Gosto dela por quem ela é, e não pela idade. - ele afirmou - Eu só quero que tudo fique bem pros três. - ele afirmou - Eu faço questão da sua aprovação Pearl. Talvez pareça estranho, me ver com a sua mãe. Eu entendo - ele afirmou.
 Se entende, porque não cai fora?!

 - Mas eu gosto dela, o suficiente pra querer tornar tudo oficial - ele afirmou parando de andar - E como eu quero que seja tudo ao modo dela, eu te trouxe. Porque eu não quero estragar a surpresa, e ninguém pode conhecê-la melhor que você. 
 Só então eu me liguei onde nós estavamos parados.
 Em frente à joalheria Hugh Rice.

- Eu quero me casar com a sua mãe, Pearl - ele afirmou. - Por isso quero que me ajude a escolher a aliança certa pra ela. - ele concluiu.
 - E sabe se ela quer casar com você? - eu perguntei num tom ríspido.
 - Eu não sei... - ele afirmou - Mas eu preciso correr o risco pra descobrir.
 - Hmm... E vai gastar dinheiro só pra arriscar.
 Ele deu um sorriso desses audíveis.
 - Sua mãe não é uma adolescente, que você pede em casamento sem nada em mãos - ele afirmou - Se eu quero que aconteça, tenho que fazer direito. Eu não posso errar com ela. Isso é muito importante pra mim. Eu não posso errar! - ele repetiu.
 - Ok! Ok! Mas eu te aviso que é bom você ser bem disposto. - eu afirmei - Sabe, que nunca vai ser só vocês dois né!? O meu padrinho sempre vai estar presente na vida dela. Terá que dividir a atenção da mamãe com ele, e com o filho perfeito dele. - eu afirmei. Lembrando o quanto o Scotty é queridinho da mamãe.
 - E com você também - ele completou. - Mas eu não me importo, não quero que ela esqueça as pessoas que são e foram importantes. Só quero ficar com ela, mesmo que eu não pudesse ter nada em troca... Eu só quero ela comigo, consegue entender?! - ele me questionou.
 - Gosta dela tanto assim?

Ele não respondeu só entrou na joalheria...
 E meio que o jeito silencioso dele me serviu como consenso pra um "sim".

Então passamos quase quatro horas escolhendo a tal jóia.
 Depois disso lanchamos na Subway e ele me trouxe em casa.

Óbvio que o Benjamin ficou bem enciumado quando nos viu...
 Mas quando eu contei o que tinha ido fazer, ele recebeu a notícia com uma sonora gargalhada.

Cinco minutos depois ele fechou a cara, quando um garoto apareceu com um bilhete direcionado pra mim escrito "Preciso te ver... A qualquer hora, no mesmo local de sempre!" 

Não preciso identificar o remetente né!?
Pois é... Benjamin rasgou o bilhete, e me encheu pra saber onde era o mesmo lugar de sempre.
Me encheu tanto que eu acabei mandando ele pro outro lado da cidade, pra ponte onde a mamãe ia nos tempos mais deprês dela. Enquanto eu comecei a escrever aqui...

E agora que ele já foi...
 Eu estou indo...
Indo pra minha velha pracinha, com meu velho amigo....
 Antes que meu futuro marido retorne.

Então até qualquer dia...
Se o Benjamin não me matar, ao não me encontrar em casa.

domingo, 5 de setembro de 2010

Santa Abbyta das delegacias

Finalmente sai daquele hospital...
Cheguei ontem em casa, mas hoje eu já tive probleminhas pra resolver...

Tive de ir na delegacia - adivinhe tirar quem?! 
Aliás, a Mila merece uma nova estrelinha...
Então vos explico...

O motivo da estrela...

 Obvio que se eu disser que a pessoa no xilindró era a Abby, ninguém se impressiona né!?
  Mas o que me deixou completamente Oo'' foi o motivo que a levou pra lá...
E se meses atrás nós tivemos um relato de uma Abby embriagada...
Dessa vez nós temos uma Abby sóbria contando a história.

Quando eu cheguei na delegacia com o advogado dos Llosa - um deles né!? - a Abby já estava fora da cela. Ela tava toda marrenta, enquanto o delegado passava um sermão. E dizia que não queria mais ver ela por aquelas bandas, porque já tava esgotado de ver ela ali quase todo mês.

Depois do bendito sermão, a Abby saiu da delegacia resmungando igual um velho ranzinza, e assim que cruzamos a porta se virou dando dedo pra delegacia.
 - O que foi dessa vez Abby?! - eu perguntei, quando ela começou a andar.
 - Juro pra você gatinha, que se eu chegar em casa e aquela traira ainda tiver lá. Eu vou voltar pra essa merda de delegacia. Só que vai ser por assassinato - ela afirmou arrumando o cabelo que tava todo bagunçado.- Aiiii, que ódio daquela vagabunda! - ela xingou chutando uma latinha - Como ela pode ser tão vaca!? Vaquinha egoísta do inferno. Eu devia ter arrancado as tripas daquela piranha ingrata.
 - Pera, explica o que ta acontecendo - eu pedi - Porque eu não entendi porra nenhuma. - eu afirmei, coçando a cabeça e parando no ponto de táxi - O que aconteceu!? Porque você ta assim toda estressada?
 - A cadela da Alisha.- ela disse baixando os olhos.
 - O que tem a Tamagushi? - eu indaguei. Porque a Alisha nunca foi de fazer nada a ninguém.
- Aquela vadia ta transando com o Scotty! - ela afirmou - Com o MEU Scotty! - ela fez questão de frizar batendo no peito.
 - Não! É só imaginação sua - eu me recusei a acreditar - Ela anda meio estranha e aquele idiota anda tentando fazer a cabeça dela, mas é só isso. Ela não...-
 - Eu vi Pearl - ela me interrompeu - Eu peguei os dois no meu quarto, na minha cama. - ela afirmou enquanto arfava de raiva - Eles estavam lá na minha cama, enquanto a idiota aqui tava montando um editorial de moda pra amiga da sua mãe. - ela esbravejou irritadíssima. - Na minha cama, Pearl! Na minha cama! Eu coloquei aquela vaca na minha casa e ela faz isso. - ela prosseguiu resmungando - E eu ainda sou levada presa por arrastar aquela vaquinha egoísta pro olho da rua. - ela disse inconformada. 
 - Então vocês brigaram?
 A Abby riu... Aquilo era um SIM é claro.
- Eu não acredito nisso sabia!? - ela disse mais calma, sentando num banco, no ponto de ônibus. - O que aquela fedelha tem que eu não tenho.
 - Cabelo castanho - eu pensei alto.
 - Como!? - ela questionei me encarando.
 - Cabelo castanho - eu repeti - Scotty só gosta de mulher de cabelo castanho.

A Abby esfregou as mãos e sorriu.

 - Não vai continuar atrás dele, vai!? - eu perguntei.
 - Não... - ela afirmou - Nunca mais.
 - Melhor - eu afirmei - Ele é um crápula, e eu quero ele fora da banda. - eu aproveitei a deixa - Se ele não sair, eu saio. - eu garanti.
 - Tanto faz - ela afirmou enquanto o ônibus chegava. 

Então esse foi todo o rolo que houve mais cedo...
Algo me diz que a Abby ainda vai insistir nessa coisa do Scotty.
 Mas agora ao menos tenho um bom motivo pra tirar ele da banda \o/

E quanto a Alisha... 
Bem, ela ta toda fudida, mas vai ficar bem.
 E com toda certeza nunca mais vai mexer com os machos que a Abby intitular como dela.

  PS. Agora eu vou dormir... 
Se Benjamin me pegar aqui uma hora dessas me mata!