segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fantasmas sempre voltam...

To tão orgulhosa da minha bebê...
Sophie conseguiu o que eu tentei a vida quase toda e nunca consegui...
Reunir Llosas e Marines no mesmo natal.

Onde?! Na minha casa nova
Quem estava lá? Eu, Benjamin, Mamãe, Fransk, Padrezito (de carão), Ellie, Abby e Scott.

E teria sido master se um fantasma passado não voltasse a me assombrar.
Não!Não aconteceu nada entre a D. Abigail e o Benji.

Aliás...
É com a dona Abigail que surge..


Um novo fantasma natalino...

Primeiramente vou resumir o que houve com ela e Scotty - to devendo isso pra geral.

Após meu exílio o Scotty e ela se viram mais umas quatro vezes na balada.
E bem nas três primeiras não rolou nada, até porque em duas delas ele ainda tava  com a Alisha

Mas na quarta ela meio que cansou de esperar e tentou roubar um beijo dele.

Foi quando o joguinho idiota deles começou.
Ele revelou que tava interessado nela, mas que tinha condições pra eles ficarem juntos.

Quais? 
1- Ela teria que usar uma aliança com o nome dele gravado.
Fofo? Seria, se ele não fosse permanecer livre leve e solto.
2- Ele teria que conhecer a familia dela.
Sussa? Nem um pouco já que nós sabemos que Abby e a família vive as turras.


Mesmo assim, Abby tava tão obcecada pelo idiota que topou.
Viajou sei lá quantos quilômetros pra fazer as pazes com os pais.
Enfiou uma aliança enorme no dedo.
E finalmente possuiu o Scotty.


Tudo isso me parecia bem certo, até que ao ver o Scotty de papinho com o Benji. 
Eu fiz a brilhante pergunta:
- E então gatinha, tudo o que fez valeu a pena?

Ela não respondeu...
Eu até ousaria dizer que ela gelou com a pergunta.


 - Isso não parece um sim. - eu comentei - Ta com problemas com o idiota do Scotty? - eu questionei - Ele fez alguma coisa pra você?
 - Não! - ela negou mexendo na aliança - Ele só é chato.
 - Ah, isso eu sei - eu confirmei rindo. - Ele é insuportável.
 - Antes fosse isso - ela afirmou - É que... - a Abby baixou a cabeça e os olhos - Ele me entedia. Sabe, depois daquele dia no hospital. Eu esperava tanto dele. E... Ele não... - odeio gente que fala pausando.
 - Eu entendi. - eu afirmei - Esperava bem mais dele.
 - Por aí... - a Abby concordou.
 - E o que pensa em fazer? - eu questionei - Vão continuar juntos?
 - Eu não sei - ela afirmou - Apesar disso tudo ele é um cara legal.
 - Só que caras legais só servem pra ser amigos - a Ellie saltou na conversa sem mais nem menos.

 Embora tenha encarado a Ellie com cara de "quem te chamou na conversa?" 

Tava la cara da Abby que ela tinha concordado.
Na cara e na atitude que foi tirar a aliança logo em seguida.



OBS. Eu não sei se eles terminaram ou não. 

Ela apenas tirou  a aliança da mão.


Porém, foi o fato dela tirar a aliança que trouxe de volta um velho fantasma que me perseguia.


Eu ainda estava livre dele, quando me sentei ao lado do Padrezito e o Fransk veio se despedir de nós.
Ele ia ficar de plantão e talz - a cara dele fazer plantão no natal.


 - Vai mesmo seu idiota - o Padrezito murmurou (nem parece o cara que adorava o Dr. Jens) - Abra uma brecha em pleno natal. Depois que perder a mulher não reclama. - ele resmungou sozinho.
 - O senhor não está pensando em... - eu me intrometi no monólogo dele - Por favor, Padrezito... Tenha o mínimo de respeito.
 - E quem está falando de mim? - ele questionou.
 - Não entendi.
- Não precisa - ele desconversou por um instante - Querida, sabe me dizer se o filho do finado Pavel conseguiu legalizar sua condição no país? Se ele conseguiu um emprego?
 - Pelo que sei tá tudo certo pra ele continuar aqui - eu afirmei - Por enquanto ele ta ajudando a Ellie a selecionar modelos pros editoriais dela. Mas parece que ele ta quase conseguindo trabalho numa gravadora. Mas porque pergunta?
 O Padrezito deu um sorrisinho sacana.
 - Ele já tem uma vida encaminhada e mesmo assim continua na casa dela. - ele destilou olhando os dois conversando no sofá.
- Por favor, Padrezito! Isso não tem nada a ver - eu afirmei, mas pra mim que pra ele - Scotty só continua lá, porque ele cuida da mamãe. - eu afirmei.
- Tal qual seu velho pai - Padrezito observou com um sorriso largo.
 - Não é assim que funciona - eu me recusei a aceitar tal comparação.
 - Você não viu acontecer antes, não pode ter certeza disso - ele me afirmou.

Embora eu me recuse a concordar.
Eu não posso negar que isso faz sentido.
Todo sentido!


E se pensar nisso já me preocupava...
O ponto alto da preocupação surgiu depois da frase de saída do Padrezito.


 - Só torça pra que esse aí não morra também - ele aconselhou - Sua mãe não aguentaria passar por tudo mais uma vez.
 Eu consenti com a cabeça.


Poucos minutos depois eu fui pro quarto dormir.


Eu ainda não falei com ninguém mais sobre isso.
Mas admito que isso me preocupa, até porque o Scotty tem idade pra ser filho da mamãe.

Espero que ele continue com a Abby e que eles sejam bem felizes.
Porque eu engoli o Fransk, mas a mamãe com o Scotty não rola.
Não mesmo #nojo.

PS. Espero que tenham tido um bom natal.
PS². Fui no túmulo do Guilhermo ontem. - =/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

E eu sei que irá doer, olhar pra trás e não te ver...

Eu sei... Eu sei que eu não podia/devia e talz...
Mas eu fui atrás de Mister George...
 Porém.  para alegria geral da nação...
Eu não falei com ele, embora ele tenha falado comigo.

Como isso? 

Mais ou menos assim...

Não é dificil saber o que eu fiz pra ir atrás dele né?!
Ou melhor, onde eu fui...


Nosso antigo ponto de encontro...

A pracinha que sempre foi jogada a nossa solidão, agora parece bem mais solitária.
Quando eu cheguei lá, ele não estava - eu já imaginava que ele não estaria, mas sendo sincera... Acho que eu tinha esperanças de que estivesse.


Então eu caminhei pro nosso banco, que continua sendo o único ali...
Quando eu olhei sobre o banco tinha uma garrafa de cerveja - George - e um papel debaixo dela.


Sabe quando você sente que é pra você? Pois, é...
Assim que eu vi, eu já soube que era pra mim.


"A Carta"


Oi Prima.

Eu acredito que um dia você vai lembrar desde lugar e vai voltar aqui, embora eu já não acredite que vá fazê-lo no intuito de me procurar (é. Mister George estava errado!) Se acaso ler isso algum dia, é porque não voltamos a nos falar, desde que você sumiu, mas ao menos é sinal de que permanece viva. O seu sumiço tem me assombrado, não só a mim, mas à Sammy e aos Cooper também. Inclusive à sua irmã. Não que ela se importe, mas a sua possível morte tem deixado seu pai atordoado. 
Eu não sei quando você lerá isso, mas se já estivermos em Novembro, significa que já não estou na cidade. Eu me mudei pra Londres, porque recebi uma boa proposta de trabalho na capital. E muito provavelmente já me tornei o Dono das Noites Londrinas. 
Acredito que nessa minha noava aventura, eu só devo ter falhado em uma coisa... Esquecê-la.
E é por não poder te esquecer que me afasto, pois já não posso atrapalhar a sua vida. Porque ao contrário do que eu pensava, eu não tenho mais parte nela. Nem mesmo essa criança que carrega seu sangue, é parte minha. Eu bem quis que fosse, e bem acreditei nisso. Mas os "problemas" com o Benjamin me forçaram a fazer uma porrada de exames, e eu acabei descobrindo que mesmo que eu quisesse. Eu nunca poderia te dar um filho. Nem a você, nem a Leah. Por isso, é injusto ficar e tentar lutar contra alguém que pode te dar tudo.
 E embora eu esteja longe agora, se um dia...Qualquer dia, você precisar de mim, eu estarei com você.

 Mister George

PS. Pode deixar tudo isso aqui, afinal você vai ter problemas se levar algo meu pra casa.


Obviamente eu trouxe a carta pra casa.
Eu não estou balançada pelos sentimentos dele nem nada, mas me entristece que ele tenha partido. Me entristece saber que nunca mais vai haver aquele sorriso de menino despontando entre as listras e as rosas de perdão. E nunca mais cantarolaremos Monkeys, sentados no chão da garagem de Abby Foster.

Acho que agora - talvez pela gravidez - eu finalmente cresci.
E embora seja mágico crescer, deixar o resto pra trás me entristece um pouco.





sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ah, mamãe Schnitzel!

Finalmente eu consegui  ver umas pessoas ^^"
E é mais do que óbvio que a primeira visita foi...


Na casa da mamãe...

Quando chegamos na casa da mamãe, ela estava sentada na varanda deliciando seu chá...
E assim que eu saí do carro ela abriu um puta sorriso e se levantou.

 - Senti tanto sua falta... - ela afirmou descendo as escadas.
Eu também senti - eu disse em resposta.
 - Ah, senti a sua também - ela respondeu, antes de acariciar minha barriga - Mas eu estava falando com meu pequeno Pavel.

Enquanto eu pensava em como contar para mamãe que era uma menina, olhei pro Benjamin do meu lado, atrás de alguma resposta...
No entanto, o idiota tava lá se segurando pra não rir da situação.
- Dona Tammy - ele finalmente se pronunciou interrompendo as caricias da mamãe ao bebê - É uma menina.
 - Não... - ela se recusou a escutar.
 - É uma menina mãe, deu nas ultrassons - eu confirmei - Posso até mostrá-las se a senhora quiser.
 -  Então as refaça querida, essas ultrassons estão erradas - ela garantiu - Essa criança é um menino! - afirmou enquanto caminhava - Agora venham vamos entrar... - mamãe nos convidou - Você também Benjamin. Quero que veja o enxoval que estou preparando pro meu neto, usando o meu dinheiro limpo. - ela demorou pra alfinetar o Benji.

 Então nós seguimos ela, há uns três passos de distância.
 - Já to avisando que se ela escreveu Pavel nas roupas, vai tudo pro lixo - o Benjamin murmurou, sob um resmungo e outro da mamãe. - Ela tem que aceitar a Sophie de agora, senão melhor nem fazer.
 - Não é assim também - eu resmunguei. - O Padrezito não nos aceitou antes, e nunca disse isso dele.
 - Ele é meu pai! - o Benjamin defendeu.
 - E ela é minha mãe - eu disse com um sorriso vitorioso estampado no rosto.

Depois de vinte minutos sentados na sala esperando, mamãe finalmente voltou, com uma legião de roupinhas azuis... Todas com o nome do Papa, como o Benjamin já previra.
 - O que acha querida!? - ela indagou - Não é um enxoval digno de um príncipe? Sua madrinha ( Elly) que tem ajudado na produção das peças. 
 - Sim, é maravilhoso - realmente é maravilhoso.
 - Mas a nossa filha não poderá usar - o Benjamin intrometeu-se me agarrando pela cintura.
- Eu sei - a mamãe disse, me abismando - Por isso foi feita com o nome do Pavel, pra quando ele tiver irmãozinhos não serem passadas adiante - mamãe concluiu com um sorriso gigantesco.
 - Não existe nenhum Pavel - ele esbravejou, arfando em seguida - E você sabe muito bem disso, então para de bancar a maluca, porque você não é. Não era louca quando destruiu minha fa... - ele parou e respirou fundo, tentando evitar a burrada já cometida -Desculpa... Acho melhor eu esperar lá fora. - ele concluiu, me beijando a testa e saindo.

- Desculpa o Benjamin mãe - eu pedi pra ela - Ele só... Ele esteve sobre muita pressão nesse último mês. Ele não fez por mal - eu defendi.
 - Ele quis fazer, mas isso não importa - ela afirmou - O que me importa é vocês dois. - ela afirmou acenando na direção da minha barriga. - Agora deixa eu guardar a roupa do nosso pequeno principe. 


 A mamãe ainda estava no quarto quando ouvi uma voz conhecida.
 - Não sei como vai fazer isso gatinha, mas acho bom conseguir um jeito de transformar nossa menina, em um menino. 

 Eu me virei  e dei de cara com a Abby, na porta do meu antigo quarto.
Na porta do quarto do Scott.

 - E nem precisa ser um macho muito viril - quem saiu pela porta dessa vez foi o Scotty - Afinal, nós sabemos que meu pai era afeminado. - ele deu aquele sorrisinho cretino - Boa a sorte com a Tammy, Laurie! - ele concluiu puxando a Abby pra dentro do recinto.


 Pois é... Abby Foster, mais uma vez conseguiu o que queria! :)


Então a mamãe voltou e nós nos despedimos.