quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Grande Novidade

Agora sim....
Demorei milidécadas para anunciar, mas voi lá...
 Fazem cinco dias que eu sou

UMA MULHER CASADA - XD

Pois é... Esse foi o principal motivo do meu sumiço.  .__.

Sabe, por determinado tempo eu tive meus dias de noiva neurótica.
Não totalmente neurótica, afinal também to naquela fase de mãe prestes a dar a luz.


 Por isso, fizemos um casamento pequeno.
 Uma cerimônia fechada e mega intimista.
  Só os amigos, amigos mesmo... 

 Aliás... Alisha e George também estavam lá.  
 Eu surrupiei a irmã da Abby para carregar minhas alianças
 Nós deixamos que cada um tivesse um casal de padrinho.

No conograma do casamento os casais eram:
Benji: Falcon e Foxy (obviously)
Eu: Abby e Scott (não tinha ninguém melhor pra eu convidar ._.)

E como Padrezito e todos os Llosa continuavam de pirraça...
Eu e Benjamin pedimos à Ellie para ficar no altar do lado da familia dele, mesmo que simbolicamente.
Enquanto do meu lado ficaria mamãe e meu pai biológico Sr.Cooper (que seria a pessoa a entrar comigo)

Porém quis o destino que enquanto eu estava a caminho da igreja. 
 A vagaba da Leah entrasse em trabalho de parto e a bruxa Cooper, presionasse meu pai para levar a filha primogenita dele, para ter o bebê sem pai dela. E deixasse a bastardinha na mão, no dia mais importante da vida dela.
 Eu entendo a Srª Cooper no fim das contas.
Ela deve me odiar porque eu me casei, e a  filha exemplar dela se tornou mãe solteira. ¬¬'


Mas voltando ao meu casório - que é beeeem mais importante.
Eu recebi a noticia de que não tinha quem entrasse comigo na porta da igreja

Eu senti  uma decepção tão grande por ele não estar lá.
Mas não me surpreendeu.
O que me preocupou era não ter com quem entrar....

Eu que sempre tive três pais, não tinha um que fosse no meu casamento.
 O primeiro a se oferecer foi o Fransk - ele tinha me levado até a igreja como o combinado, mesmo depois do termino dele com a mamãe. 
E eu estaria disposta a entrar com o Fransk - esquisito entrar no altar com um cara, com o qual eu dormi ._.

 Porém, minha mãe é rancorosa e pelo que parece ela não engoliu o termino deles.
 Por isso, ela teve o que eu chamo de: A ATITUDE SUSPEITA!

 - Não, Fransk - ela recusou a entrada dele - Já fez muito por nós, trazendo a Pearl até aqui.
- Mas, mamãe - eu resmungava segurando o vestido e olhando pra porta aflita.
  - Não se preocupe querida, o - ela nem olhou para o lado e já puxou o Scott que tava lá no encalce dela - Scottie pode entrar com você.
 - Mas, o Scotty - eu resmunguei.
 - Claro! - a mamãe afirmou respirando fundo - O Scottie é o mais perto de um... - essa pausa me deixou mega grilada e eu rezei pra ela não dizer "pai" - irmão  que você tem.
 - Depois do... - o Scotty quase arranjou encrenca comigo.
 - Depois do meu noivo você quer dizer - eu conclui com uma puta cara de quem queria matar o infeliz. - Quer saber, já que eu não tenho escolha. - eu resmunguei dando a mão pro Scotty. - Fransk você pode ser meu padrinho por favor?! - eu pedi olhando pro Fransk - Do lado da Abigail, por favor, e mãe por favor, organiza as coisas lá do outro lado da porta.

 Tadinho do Benjamin, já devia estar pirando lá dentro.

  Então lá estava eu de mãos dadas com o carcamanozinho quando quem me aparece!?
  Não, não foi o Sr. Cooper e sim o meu contrariado Padrezito.

 - Eu te criei Pearl - ele surgiu na escadaria, - Sou eu quem deve te levar até o altar. Criei você e seu irmão.
  - Pra quê, pra contrariar esse casamento no altar? - minha mãe surgiu pela porta irritada.
 - Filha, me dê seu braço - ele me pediu.
-  Não ouse soltar o braço do Scottie, Pearl - mamãe esbravejou, olhando pra mim e pro queridinho dela, enquanto ele como um cachorrinho obediente apertou meu braço no corpo dele. - Ele é a pessoa mais indicada a te levar no altar.
  - Por que, Tammy? Não vai me dizer que você e esse fedelho, estão... - o Padrezito parou aqui.
 Então mamãe me olhou... metade ameaçadora, metade dizendo "pelo seu padrinho!"
  - Eu entro com os dois - eu disse, antes que Padrezito transformasse aquilo em discussão - Quando chegarmos no altar, Padrezito fica com a Ellie, pelo lado do Benjamin e você Scotty se junta à mamãe. - eu sugeri.

 Ainda houve um resmungo incrédulo por parte do Padrezito e um olhar fulminante pelo lado da mamãe.
 Mas nada além disso

 Então eu entrei no altar.
Acompanhada pelo homem que me mimou por toda vida e pelo representante legal do mais perto de um pai que eu tive.

É esquisito, mas o que esperar no casamento de uma mulher com três pais?

E no fim...
Todas as dores, alegrias e tudo mais que eu vivi, durante esse ano de blog.
 Durante essa gravidez
Durante toda essa vida.

 Tudo valeu a pena e teve sentido quando eu olhei nos olhos do Benjamin.
 E assisti brilhando pra mim em letras garrafais a palavra AMOR


PS. A lua de mel e a festa ficaram pra depois que a Sophie vier.

Temores reais?

Umas das mudanças mais previsíveis, finalmente aconteceu

Posso dizer que a responsável maior por isso, foi minha Sophie
Como assim culpar um bebê?! É tenso mesmo, eu concordo! 
Mas acho que no fim das contas vocês vão compreender...
Todos vocês sabem a teimosia da mamãe em aceitar que a Sophie era uma menina.
E deu que toda essa obsessão em fazer um enxoval para o Pavel, chegou ao ápice do insuportável.

Então num estouro e numa única frase, o Benjamin fez a fila da minha mãe andar.

A FRASE:
- Se quer tanto assim um Pavel, porque você mesma não o faz?

Conseqüência:
A obsessão da mamãe em ter seu "próprio" Pavel, fez com que acontecesse ao Fransk, o mesmo que aconteceu a todos os outros homens que passaram na vida dela depois da morte do Papa.
Ele não suportou a pressão...

E francamente eu não o julgo por isso!
Eu mesma não teria suportado nem metade desse tempo.
Por isso, no fim das contas,...
A mamãe acabou se refugiando junto ao único homem que ela não pode espantar.
O único cara que não vai tentar acender as luzes, quando o fantasma do Papa fizer sombra na sua vida.

Afinal, por pior que seja  a relação entre eles...
Um filho nunca ignora a presença de um pai!

SIM!  Vocês pensaram certo...
Parece que como a própria Mila disse nos comentários (estrelinha pra ela AGAIN), depois de deitar e rolar com o  Scotty; Abigail Foster deu-se conta de que ele não é toda a Coca-cola que ela tava achando.
 Então ela largou a garrafa com o canudinho na mesa do Fast Food (in SAP, ela meteu o pé na bunda dele)

Óbvio que ele não sofreu nem um pouco, mas isso deu espaço pro meu pesadelo vse tornar realidade.
Mesmo que consideravelmente tarde...

Tudo aqui escrito a partir de então, só se tornou de meu conhecimento porque eu sou xereta e medo meu bedelho na vida alheia MESMO

Uma vez abandonado não demorou pro Scotty voltar pra casa da mamãe.
Sobre o "voltar"... Ele tava vivendo com a Abby.

Mas voltando ao que interessa...

Eu estava lá, tentando consolar minha solitária mãe que se esvaía em solidão, quando...

Aconteceu o inevitável...

 Aquela devia ser a terceira noite que minha mãe passava aos prantos, olhando os albuns de fotografia da minha infância, onde  éramos um família completamente feliz...
 Eu, ela e meu padrinho Pavel.

 Naqueles três dias eu só me perguntei uma coisa:
"Quando ela vai superar, meu Deus?Quando ela vai superar?"
 E francamente eu nunca encontrei a resposta, porque eu mesma acredito que não haja resposta. 
Ou que ela seja simplesmente "NUNCA!".

Então ela estava lá aos prantos, pelo terceiro dia consecutivo, quando aconteceu...

 - Sabe, Pearl! Tem horas em que eu só queria que o tempo voltasse e Pavel abrisse aquela porta me dizendo... - a mamãe disse sendo interrompida pelo abrir da porta.


 Juro que eu gelei na hora! Cara, me deu um puta medo dar de cara com o fantasma do Papa.
 Mas embora parecesse não era ele.


 - Espero que eu não tenha demorado muito. - Scotty surgiu, como se tivesse saído para dar uma volta no café da manhã. - Senti sua falta Tammy - ele se dirigiu à mamãe abraçando ela forte - E a sua também Laurie - ele afirmou bagunçando o meu cabelo.


Então eu pensei o mesmo quedevia vaguear pela mente da mamãe.

Por Deus! Aquele era o Papa...
Era o retorno que a mamãe havia esperado por todos aqueles anos.


O choque daquele retorno me foi tão imensamente grande que por alguns segundos, eu congelei.
 Saí completamente de cena....
 E passei apenas à assistir aos dois...


 - Senti tanta saudade - a mamãe murmurou em resposta. 
 Não sei se ao Pavel dela, ou ao babaca do Scotty.
 -  Eu também senti - ele respondeu, secando o rosto dela com o polegar, com todo cuidado do mundo - Só não chora, ok?! Eu não voltei aqui pra te ver chorando - ele disse arrancando um meio sorriso que nem em três noites ali, eu consegui. 


 Eu ainda estava lá, em choque, quando eles saíram daquele nhenhenhem por algum tempo.
 - Laurie, pode ir pra casa. - Scotty autorizou. - Pode deixar que eu faço companhia à Tammy.

   Eu concordei, enquanto eles se retiravam pro quarto da mamãe.
   Mas então eu me dei conta de que era minha mãe e quem devia cuidar dela sou eu.
 Foi nessa que eu discordei mentalmente, voltei atrás e os segui até o quarto da mamãe.


 A porta estava entreaberta como sempre...
  Mamãe estava sentada na cama com um choro bem menos penoso e o Scotty estava do lado dela, arrumando os álbuns de fotografia.
  -  Sabe, Tammy - ele começou a falar - Sei o quanto é penoso pra você, tudo o que aconteceu com você e o meu pai. Eu realmente compreendo - ele afirmou - Mas não acha que já é hora de por um fim nisso? - ele indagou - Ele morreu Tammy! Eu sei que lembrar disso te machuca, mas ele ta morto, não tem volta. Nada do que faça vai trazer ele de volta. Acabou!


 STOP - Se eu dissesse isso pra ela, aposto que ela me daria um belo de um tapa e ainda me forçaria a pedir desculpa ao meu padrinho. PLAY


 - Eu sei - ela concordou desviando os olhos e chorando - Eu sei que ele se foi, mas eu... - a mamãe ficou visivelmente agitada, meneando a cabeça, buscando onde olhar.  

Por um segundo eu quis entrar, mas alguma coisa me manteve ali. 
Como se eu precisasse ver o que estava por vir.


Mamãe estava toda agitada e chorosa, na hora que o Scotty a interrompeu.
 - Shii! - ele pediu pondo o dedo na boca dela e apoiando o rosto dela no ombro em seguida.

Então mamãe ficou deitada em paz absoluto no ombro daquela praguinha.
 E enquanto ela tava toda sussa minha mente entrou num dos meus maiores conflitos.


  Parte de mim era suprimida pelo romantismo de toda mulher e ficava numa torcida que só repetia o que eu via: "Clima! Clima! Clima! Clima!" berrava esse lado inconsequente.
  Entretanto, meu lado sensato lembrava a antipatia que eu tenho pelo Scott e meu zelo pela mamãe.
E esse lado só me dizia "Aff! Não creio nisso." ¬¬' 

 Porém, eu não torci conscientemente por nada
 Nem entrei e interrompi a cena. 
 Eu continuei ali, apenas assistindo acontecer.

 - Se soub... - a mamãe tentou falar.
 - Shiii!!! Nâo fala  - ele pediu balançando mamãe entre os braços - Só descansa - Scott aconselhou, afagando a mamãe.

 Eu poderia (deveria?) ignorar os acontecimentos seguintes.
 Mas nem rola, afinal isso ta sendo postado devido a eles.

 No meio desse último afago a mamãe encarou o Scott e os olhos dela sorriram.
 Não os lábios... Mas os olhos...
 E sei lá, quando nossos olhos sorriem e se enchem de luz é que existe algo especial.

 Então mamãe encarou o Scott, deslizou o rosto pra mais perto e.... 
 Ela beijou ele de um jeito hipnoticamente profundo    #fascínio + #nojo 


Sabe, parecia que ela ia gastar toda a vida dela naquele beijo.
 Parecia que ela descontava ali cada beijo que não deu no Papa.


 - Por Deus, Scottie - a mamãe soltou com uma emoção contida - Eu precisava sentir um pouco do seu pai por perto - ela justificou ._. - Eu só precisava, meu Deus que vergonha! - ela soltou a mão do Scottie e virou o rosto.
 - Tammy - ele tentou pegar a mão dela, mas mamãe puxou.
 - Eu preciso... Você não é seu pai, eu tenho que entender isso. - a mamãe finalmente teve juízo.
 - Mas eu quero estar no lugar dele se você deixar - o Scotty em contrapartida perdeu o dele.


 Diante da afirmação minha mãe se virou pra ele com um olhar megasério
  Eu jurei que o intalianinho ia levar um belo tabefe, mas nem...
Ele foi esperto o suficiente pra notar que dissera merda.


 - Não tomar o lugar dele Tammy - ele afirmou - Mas eu quero cuidar de você como o meu pai fazia. Exatamente como ele fazia. -  a mão dele acariciou o rosto da mamãe - Eu quero acordar e te ver sorrindo - ele sorriu, segurando a queixo da mamãe que sorriu de volta, quase que automaticamente - Assim, Tammy... 
 - Não! - a mamãe tirou o rosto das mãos dele.
 - Tam... -
 - Desculpa, Scottie... - ela pediu - Mas eu já estou velha demais pra isso tudo. 
  - Mas...-
 - Eu não suportaria tudo de novo.  - ela afirmou com a voz mega embargada -  Se você também morrer?  O que eu faço Scottie ? Eu vou guardar pai e filho na mesma urna? - ela ergueu a voz alterada - Quer que eu te coloque no lugar da pessoa mais importante da minha vida? Você não é ele Scotty - ela afirmou - E nunca vai ser... Então se suas intensões se resumem é tomar o lugar dele, saía agora dessa casa e nunca mais volte. Porque VOCÊ NÃO É O MEU PAVEL! - ela berrou já de pé apontando pra porta.

  Pela primeira vez eu realmente tive piedade do Scotty.
  Porque todo aquele surto da mamãe realmente machucou o infeliz 
  
 Então os dois ficaram chorando compulsivamente...
  Ela de maneira aberta, ele silenciosamente, meio que se preparando para ir embora.

  Levou uns dez minutos até o Scottie se levantar...
   Ele segurou mamãe nos braços mesmo com ela toda contraída, murmurou algo no ouvido dela e ela o abraçou
  -  Desculpa, por tentar... - ele não terminou o que ia dizer, apenas deu um beijo na testa dela e tentou ir para a porta.

 Obviamente que eu me afastei e tentei me esconder no meu velho quarto...
 Mas quando a porta se moveu um tantinho, eu vi a mão dele soltar e voltei pro meu posto.


 - Eu não sou meu pai Tammy - ele afirmou - E eu não quero ser ele. 
 Minha mãe ficou olhando lá toda acuada...
 - A gente é bem diferente se você quer saber... - ele afirmou - Eu nunca vou ter a sorte que ele teve, mas ele nunca teve a coragem que eu tenho. Mas sabe o que mais nos faz diferente? - mamãe negou com um balançar rápido de cabeça - Você! - ele respondeu e mamãe franziu o cenho - Porque é evidente que você precisa dele ainda, mas eu também preciso. Não dele, mas de você - ele confessou, pigarreando de nervoso em seguida (o clima ali tava tãooooo tenso) - Então me dá uma chance. Não por você, mas por mim. - ele pediu puxando a mamãe pra perto e #nojo #nojo #nojo.



 Embora eu quisesse ficar e interromper...

 Meu estômago frágil aguentou apenas até ali...


 Não sei se eles estão...
 Meio que não rola nada publicamente, mas eles moram na mesma casa.
 O Scott sumiu das baladinhas... - de acordo com o povo.
Então... #medo#nojo#horror


Pode até ser preciptação, mas além das coisas que vi lá.
Eu tenho um motivo especial para acreditar, que SIM,tem mais do que um rio embaixo dessa ponte


 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Retorno de Mr. George

Dificilmente alguém vai se surpreender com isso.
Mas, como todo mundo já devia esperar, o George retornou à Kingston Upon Hull
Não, não em definitivo.
Ele só veio para rever uns amigos, mostrar a cidade à Aurora e ter...

Nosso adeus definitivo...

 Não acredito que o George teria retornado para por um pingo nos "is" que tinhamos deixado demarcado, se não fosse um pequeno fato ocorrido lá em Londres.

 O meu mundo fluía e o mundo deles também, até que um dia quis Deus que a Aurora encontrasse um papel de milidécadas atrás, onde o Primo tinha anotado meu telefone, quando nos conhecemos.
Sim! Lá naqueles anos longínguos quando ele bebia na pracinha.

Mas então...
Acontece que ela encontrou o tal do papel.
Não sei se enciumada ou não, mas ela ligou para a casa da mamãe e deu que fui eu quem atendeu.

Eu não faço a minima de como, mas assim que ouviu minha voz ela reconheceu.
 - Então era você todo o tempo? - ela indagou, assim que eu atendi.
 - Como? - eu questionei sem reconhecer a dela.
- É a Aurora, Pearl! A mulher que acolheu o homem que você desprezou - ela falou, e eu me senti um puta monstro.
 - Aurora? - eu me fiz de desintendida, torcendo pra ela não ter ligado voz e nome.
 - É, Pearl - ela confirmou - Aurora Tumbrey, nos conhecemos no ano novo lembra? - ela questionou - Você estava lá com o seu marido (?) - ela afirmou em tom de dúvida.
 - Ah, sim! - eu me fiz de quem acabava de lembrar - A mulher com o... Qual é mesmo o nome dele?
- Vai mesmo, se fazer de idiota? - ela indagou impaciente. - Eu não sei o que vocês tiveram menina, e menos ainda se ainda têm algo. Mas seja o que for, o George vai por um ponto final nisso. - ela afirmou desligando na minha cara.


 Depois dessa ligação, não demorou muito para que a Abby me ligasse com a notícia.
 - O George ta na cidade... E ele ta querendo te ver! - ela contou sem cerimônia - Só não dei seu endereço porque não quero auê entre ele, e Benjamin. Afinal, não quero afilhada minha nascendo antes da hora. - não sei quem disse à ela que a Sophie já tem madrinha definida.
  - Então o que disse a ele? - eu indaguei.
 - Que você ia encontrar com ele essa noite na pracinha. - ela respondeu.
 - Mas, Abby... - não me pareceu sensato sair com uma barriga enorme igual a minha, pra um lugar como aquele. 
 - É isso, ou ele batendo na sua porta.  - ela respondeu - Não vai querer ele e Benji se peitando né!?

É óbvio que no final eu concordei, e então assim que anoiteceu eu dei um jeito e cheguei lá.
 O George já estava lá, me aguardando com um buquê gigantesco de rosas vermelhas.


 - Para cada rosa um pedido de desculpas - ele disse me estendendo o buquê, e pela primeira vez ele me pareceu adulto. - Ah, e todos os pedidos estão especificados - ele disse, fazendo sinal que eu olhasse o buquê.


 Em meio às rosas tinha uma série de cartõezinhos escrito as razões da desculpa.
 "pelas mentiras", "pelo desprezo", "pelo ciúme".
Uma série de sentimentos ruins que ele um dia direcionara a mim.
 Uma série de atitudes das quais ele já não parecia orgulhar-se.


 - Obrigada George - eu agradeci.
 - Senti sua falta prima - ele afirmou - Eu ainda sinto! - o primo prosseguiu, sem mover um musculo que fosse na minha direção. - Só que eu não posso fazer isso com a Aurora, e nem você... Sabe!? Quando a Abby me disse que você vinha... Eu tive medo que não viesse - ele confessou - Mas eu quis... Quis que não estivesse aqui! - ele afirmou distante - Porque eu não queria mais olhar no seu rosto. Nunca mais se eu pudesse - ele disse com ar perturbado - É estranho te olhar e saber que já me amou um dia,  e que eu ignorei isso. - ele concluiu.
 - Isso é tudo?- eu questionei. 

Eu não queria conversar... 
Não queria chorar...

 - Acho que sim - ele respondeu, antes de dar as costas.
 - Certo! - eu concordei - Agora me leva até minha casa. -  pedi estendendo a mão pra ele.
 O Primo levantou a sobrancelinha loira, como a séculos eu não o via fazer.
 - Sabe o que tá me pedindo? - ele indagou.
 - Sei, sim! - eu sorri - Pedindo pra que o padrinho da minha filha, cuide dela e de mim.


O sorriso no rosto do Primo saltou do nada.


 - Ta querendo dizer que...
 - Queria tanto ser o pai dela - eu lembrei - Padrinho é um segundo pai! 

 Então o Primo quebrou aquele clima estranho entre a gente e me abraçou.
 - Obrigado Pearl - ele agradeceu.
 - Não por isso... - eu sorri - Agora vamos.


Então o Primo apertou minha mão e ós voltamos pra casa.


PS. O Benji ainda não sabe dessa decisão minha.
PS². Preciso dormir agora, Sophie tem que descansar



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Enfim ano novo...

Eu não passei o ano novo em Hull...
Dessa vez nós (eu e Benjamin) fomos à Londres *_*

Sempre quis curtir a virada vendo a queima de fogos lá no Parlamento Britânico
Além do mais... Assim o ano novo é igual pra geral - viva ao Big Ben \o/ - Porque aqui em Hull, cada um tem um ano novo numa hora.

E bem seria só um ano novo completamente igual a todos os outros, se não fosse...


O surgimento de antigas companhias...

Eu estava caminhando entre a multidão, quando um pirralho passou correndo e esbarrou em mim.
 Como era uma criança de no máximo uns cinco anos, eu nem xinguei, só estendi a mão pra ele levantar do chão...

 - Phillipe, volta já pro lado da sua mãe?! - uma voz surgiu bronqueando por entre as pessoas.
 - Não! - o garoto soltou minha mão e cruzou os braços.
 - Desculpa moça - a mão do "pai" do garoto tocou meu ombro. E se a voz já me soava familiar, o toque eu reconheci no mesmo instante.
-Não por isso George - eu afirmei dando dois tapinhas naqueles dedos finos e branquelos sobre meu ombro, pronta pra pagar o mico do ano, se acaso estivesse enganada.


 Porém, nem precisou o George me responder.
A carinha de surpreso do pequeno Phillipe denunciou meu acerto.

 - Oi Prima! - o George me cumprimentou com as sílabas presas nos lábios.
 - O que esse idiota ta fazendo aqui? - o Benjamin me abraçou por trás.
 - Eu moro aqui - respondeu o George com um olhar de desprezo.
 - Ah, era tudo o que faltava - o Benjamin bufou irritadiço.
 - Ai meu Deus, desculpa pelo meu filho - pediu uma mulher loira, colocando a mão sobre a testa e indo em direção ao Phillipe.
 - Imagina!  Criança é assim mesmo- eu afirmei, alisando a barriga.
 - São piores na verdade - a loira afirmou pegando o Phillipe no colo - Vai saber quando esse daí nascer - disse olhando minha barriga.
 - Na realidade é uma menina - o Benjamin contou.
 - Eu sempre quis uma menina - a loira contou. - Mas Deus teve que me dar dois garotos, um mais arteiro que o outro. - a loira suspirou - Esse aqui é o meu caçula, o mais velho está com o pai em Liverpool. - ela começou a contar. -  Vocês tem um sotaque diferente, são de lá também?! - ela perguntou.
 - Hull! Kingdom upon Hull - o Benjamin respondeu.
 - Como esse mundo é pequeno não querido!? - ela indagou olhando o Primo - Esse aqui é meu namorado George Santon. ele também é de Hull. Aliás sou Aurora Tumbrey. - ela afirmou estendendo a mão. - Muito prazer em conhecê-los.
 - Benjamin e Pearl Alvarez Llosa - o Benjamin nos apresentou, como se já nos tivessemos casado.
 Aurora soltou uma sonora gargalhada e sacudiu a cabeça.
 - Graças a Deus que é casada - Aurora sussurrou passando o braço entre o meu - Porque coincidentemente George saiu de Hull, pra esquecer uma outra Pearl - ela confidenciou.- E por Deus, eu não suportaria disputar com alguém tão querida por ele.

Eu consenti com a cabeça e preferi não revelar que a tal Pearl era eu mesma.


Nós passamos o Ano Novo juntos.
Foi estranho agir como se eu não conhecesse o George.


Aurora me parece uma mulher decente.
 No auge dos seus 33 anos ela passou por muita coisa, e faz três que largou do marido violento.
Desde então tá procurando um cara legal, e como o filho mais velho dela (Alex) adora o George, ela resolveu se arriscar com o Primo.
 Aliás, foi através do Alex que ela conheceu o Primo.
Algo a ver com uma festa de formatura numa boate e uma mãe que sempre ajuda o colégio.


Então assim foi a virada...
Espero que tenha sido ótima a de vocês.