sábado, 26 de junho de 2010

MeDo

Eu passei toda a tarde no quarto da mamãe ontem...
Porque nós precisavamos disso depois da...

Noite retrassada...

O Benjamin foi embora no começo da noite, porque tava com uns probleminhas....
Então eu fiquei sozinha...
Folheando o álbum...
Acho que já conheço os detalhes dessas fotografias de cor

E lá estava eu folheando o álbum, quando vi o Dr.Jens entrar no quarto da mamãe carregando umas flores...
Como havia séculos que não conseguia falar com o Jens, eu acabei indo atrás dele e entrando no quarto sem autorização mesmo.

Porém, não falei com ele logo de cara...
Primeiro comecei a mexer nas flores atrás de um cartão que me confirmasse que eram presentes do Padrezito, como eu supus ao vê-las.

- Então se tornou oficial!? - ele me indagou, enquanto eu ainda mexia entre as flores.
- O quê!?
- O romance de vocês - ele disse, encarando meu lindo anel de compromisso, que figurava entre as inúmeras Frésias do vaso.
- Ah, sim! - eu confirmei sorrindo.
- E pra quando é o casamento? - ele indagou.
- Eu não sei... Não temos pressa - eu afirmei - Temos um ao outro independente do casório.
- Parabéns, Pearl - ele desejou- Se não fosse ele, nunca seria ninguém. - ele afirmou - Afinal ele não permitiria - ele afirmou.

Então ficou um silêncio estranho.
E ele começou a cuidar do soro da mamãe.

- Estranho... - eu disse cortando o silêncio - Elas não tem nenhum cartão. - eu observei, depois de observar todas as frésias.- Sabe quem as enviou!? Sabe se foi um dos meus pais?
- Não! Nenhum dos seus pais - ele negou minhas suposições - Fui eu que as comprei - ele afirmou, olhando os olhinhos da mamãe com aquelas luzinhas. - Sabe que flores são essas?
- Não! - até então eu não sabia mesmo.
- Elas são Frésias, raramente se vê uma por aqui - ele começou a explicar - São flores africanas, precisam ser importadas. Elas simbolizam proteção...

Então eu fiquei com uma carinha de "Legal! E daí!?"

- E é disso que ela precisa agora - ele "explicou" - Proteção. - ele concluiu.
- Ela piorou!? - eu indaguei. Afinal, era pra saber dela que eu estava ali.
- Não... Mas também não melhorou - ele explicou.
- Pensei que você fos...-
- Eu vou tirar sua mãe daqui - ele me impediu de cobrar ele.

Então novamente o quarto ficou em silêncio.
E enquanto eu observava as flores que o Doutor levou pra mamãe, ele agachou do lado da cama e segurou na mão dela, todo concentrado, embora eu não saiba do quê.

- Tem medo de não conseguir!? - eu indaguei.
Ele ouviu... Sei que ouviu! Mas ele não respondeu.

Na verdade continuou lá...
Segurando a mão da mamãe, "acariciando" dedo por dedo dela.

- Eu sempre soube que... - eu ia dizer, que sempre soube que ele gostava dela. Mas não deu tempo.
- Pavel... - a mamãe murmurou o nome do Papa, senão algo muito parecido.

Então o eletrocardiograma dela começou a apitar...
O Fransk soltou a mão dela, e abandonou a sala as pressas.

Eu não sei o que houve...
Eu fiquei paralizada... Eu não chorei, nem nada...

Só lembro de quando o Doutor voltou ao quarto com aquele aparelho de reanimação cardíaca, e começou a dar aqueles "trancos" na mamãe, até que tudo voltou ao normal...

Então depois que a mamãe foi salva, o Doutor abandonou o leito dela e foi até a janela...
Ele ficou por um bom tempo lá...
Parado com a mão no bolso, olhando pras ruas lá embaixo.

Se eu pudesse palpitar...
Diria que ele estava chorando...
Diria que pela primeira vez, ele acreditou que poderia falhar...

E isso me entristesse demais =/

Hoje a Alisha me ligou...
Disse que o George perguntou se pode vir ver minha mãe - como ele é bobo :)
É claro que ele pode nos ver... Oras!

2 comentários:

Mila disse...

Isso foi tenso

Mas me pergunto da razão dele querer salvar sua mãe com tanta determinação... segredos do passado, coincidências!

Não perca o próximo post de Desventuras Mortaiss

Unknown disse...

Desculpa Pearl mais eu acho melhor ela morrer do que ficar pirada e todos olharem para ela com piedade ... ela vi estar com o Pavel dela pelo emnos!! :/
bjos