O plano era...
Penhorar o que levei sem que ninguém soubesse nada... 8-)
Mas como fui direto depois do ensaio, acabou que não foi...
Tão segredo assim...
Antes de entrar na casa de penhores, eu passei meia hora encarando o vidro empoeirado e pensando na velha caixinha...
Nas vagas lembranças que tenho do Papa entregando ela nas minhas mãos.
Eu tava me sentindo péssima por estar ali =/
Mas, eu já estava ali... Então eu decidi apenas entrar! E entrei...
Passei muito tempo olhando as prateleiras, e os penhores que não tinham sido resgatados.
E comecei a imaginar em como seria, se o Benjamin não voltasse... e eu não conseguisse resgatar a caixinha que o Papa me deu.
Como eu me sentiria depois?!
Como eu me sentiria se outra pessoa a comprasse?
E se um dia mamãe me perguntasse dela, o que ia dizer?
Eu fiquei péssima em pensar nessas coisas...
Mas eu precisava - e preciso - de dinheiro com tanta urgência ._. que eu me encaminhei pro balcão...
E só não fiz a maior burrada da minha vida, porque... um velho anjo de cabelos loiros apareceu por lá...
Não!Não foi o Papa dessa vez...
Mas sim, aquele velho anjinho ao avesso - de quem quase ninguém gosta!
- O que faz aqui Prima? - ele perguntou antes de eu me dirigir ao rapaz no balcão.
- Eu pergunto o mesmo... - eu rebati, porque francamente não tava nem um pouco afim de me explicar.
- Me preocupando com você - ele respondeu instataneamente - afinal o que te traria aqui? - ele indagou. Porque uma semana antes, eu me perguntaria o mesmo. 8-)
- Negócios - eu respondi olhando pra dentro da bolsa, onde o colar e a caixinha de música tavam guardados, esperando para serem abandonados.
Sabe... Obviously que admitir que estou categoricamente fálida, não estava em meus planos.
- Não vai dizer que veio resgatar algo vai!? - ele questionou.
Eu apenas emudeci...
- Prima, sabe que pode confiar em mim, né!? Save que pode contar comigo pra qualquer coisa. - ele afirmou, enquanto eu confirmava balançando a cabeça. - Então me conta o que tá acontecendo. - ele pediu - Vamos sair daqui, andar ou comer alguma coisa, enquanto me conta o que ta acontecendo - ele propôs.
Então eu olhei pra dentro da bolsa...
E quando olhei a tal caixinha só consegui lembrar do Papa, por isso acabei seguindo com o Primo George...
Nós fomos naquela sorveteria, onde há alguns meses eu reencontrei o Gui!
Onde o Guillermo me viu pela última vez!
Doeu muuuuito entrar ali novamente...
Mas a vida precisa seguir.
- Então pode contar agora - o Primo disse, esfregando as mãozinhas branquelas uma na outra, porque apesar de estarmos numa sorveteria, o clima não estava dos mais quentes. - O que ta acontecendo nesses últimos dias.
- Eu não sei se devia contar - eu afirmei.
- Eu sou seu amigo Pearl - ele recordou - Nos conhecemos há sete anos, se não está pronta pra me contar, sejá lá o que for, pra quem você vai contar, querida?? - ele indagou.
Eu instantaneamente pensei no Benjamin.
Mas depois lembrei que um dos principais fatores disso tudo é exatamente ele estar longe.
- A minha mãe me odeia, eu não posso ver meu noivo e estou completamente fálida, George - eu soltei, segurando o choro - Por isso, eu estava naquele lugar... Porque preciso de dinheiro com urgência, e não sei onde conseguir. - eu expliquei - Então eu precisava penhorar isso - contei, colocando a caixinha na mesa, com uma puta cara deprê.
- Tá na cara que isso é importante - ele afirmou - Eu posso conseguir algum dinheiro pra você - ele propôs, me fazendo recusar de imediato.
- Não, eu não posso...
- Então converse com o seu pai, Pearl! Ele com certeza...
- Não, George! Você não entende, eu não quero emprestar de ninguém. Quero me virar sozinha dessa vez, nem que isso signifique abrir mão de... - eu tava com a caixinha de música nas mãos, mas eu não tinha coragem de encarar ela, sabendo que tava nos meus planos entregá-la as incertezas de um penhor.
Então houve um enorme silêncio entre a gente...
E eu me limitei a vislumbrar as pessoas através da janela de vidro...
A saborear em cada colherada de sorvete, o eterno sabor de Dejá Vù que sempre sinto na precensa do George...
E mergulhei tanto no passado, que voltei ao dia que ganhei a caixinha...
E estive tão presente nele, que acabei chorando sem querer chorar.
- A gargantilha - o Primo disse interrompendo meu devaneio - Pode vender a gargantilha. - ele "aconselhou" - Tenho certeza que vai conseguir uma boa quantia com ela - Claro, que tem! Ele que comprou ¬¬'' - Mesmo se for penhorar... Vai conseguir o suficiente! - ele prosseguiu.
- Eu não vou fazer isso - eu me recusei.
- Por que não? - ele indagou - Ela vale bastante, e não tem a mesma importância dessa caixinha - pela cara dele, ele presumia que a caixinha era um presente de Benji. - Então faça, é um direito seu...
- Como você mesmo disse, ela vale bastante - eu concordei - Mas não pelo preço alto que deve ter te custado, mas por ter sido um presente seu! - eu garanti.
- Mesmo assim... Pra quê perder tempo com algo que nunca vai usar? - ele indagou sorrindo.
Ele tá certo...
Muito provavelmente eu nunca vou usar a gargantilha ._.
- Eu não vou vender, penhorar... Nada disso! - eu continuei me recusando - Eu vou dar um jeito... Eu vou dar o meu jeito Primo! - eu garanti, deixando uns trocados na mesa ( que bem sei, não serem suficientes pro sorvete, mas certamente ele entende)
Então eu voltei a casa de penhores...
Eu não tive coragem de penhorar a caixinha e me recusei veemente em deixar meu anel de compromisso por lá, embora o cara do balcão ter ficado bem interessado nele ._.
Acabou que só penhorei a correntinha com o pendante de Lápis Lazuli
Eu não consegui muita coisa nela...
Eu consegui mais ou menos £45
Sendo que eu preciso pagar uma parcela do TV License £10, 6 + uma parcela do Counsil Tax £ 20,4... Me sobram £ 15 ._.
Então eu vou precisar de algum dinheiro pra ir de trem até a casa de praia - é a forma mais barata- e 40p pra ligar e avisar minha ida pra lá ...
Então deve sobrar umas £10 com as quais dá pra manter o padrão de vida por um dia...
Ou cortar 90% dos meus gastos fúteis, e tentar sobreviver por uma semana.
Ahhhhhhhhhhhhhhh Deeeeeeeeeeeeeeeus!
Eu preciso de dinheiro ç__ç
FATO que nunca pensei que seria tão complicado =/
Então eu vou lá, terminar de fazer meu chá com bolacha.
Penhorar o que levei sem que ninguém soubesse nada... 8-)
Mas como fui direto depois do ensaio, acabou que não foi...
Tão segredo assim...
Antes de entrar na casa de penhores, eu passei meia hora encarando o vidro empoeirado e pensando na velha caixinha...
Nas vagas lembranças que tenho do Papa entregando ela nas minhas mãos.
Eu tava me sentindo péssima por estar ali =/
Mas, eu já estava ali... Então eu decidi apenas entrar! E entrei...
Passei muito tempo olhando as prateleiras, e os penhores que não tinham sido resgatados.
E comecei a imaginar em como seria, se o Benjamin não voltasse... e eu não conseguisse resgatar a caixinha que o Papa me deu.
Como eu me sentiria depois?!
Como eu me sentiria se outra pessoa a comprasse?
E se um dia mamãe me perguntasse dela, o que ia dizer?
Eu fiquei péssima em pensar nessas coisas...
Mas eu precisava - e preciso - de dinheiro com tanta urgência ._. que eu me encaminhei pro balcão...
E só não fiz a maior burrada da minha vida, porque... um velho anjo de cabelos loiros apareceu por lá...
Não!Não foi o Papa dessa vez...
Mas sim, aquele velho anjinho ao avesso - de quem quase ninguém gosta!
- O que faz aqui Prima? - ele perguntou antes de eu me dirigir ao rapaz no balcão.
- Eu pergunto o mesmo... - eu rebati, porque francamente não tava nem um pouco afim de me explicar.
- Me preocupando com você - ele respondeu instataneamente - afinal o que te traria aqui? - ele indagou. Porque uma semana antes, eu me perguntaria o mesmo. 8-)
- Negócios - eu respondi olhando pra dentro da bolsa, onde o colar e a caixinha de música tavam guardados, esperando para serem abandonados.
Sabe... Obviously que admitir que estou categoricamente fálida, não estava em meus planos.
- Não vai dizer que veio resgatar algo vai!? - ele questionou.
Eu apenas emudeci...
- Prima, sabe que pode confiar em mim, né!? Save que pode contar comigo pra qualquer coisa. - ele afirmou, enquanto eu confirmava balançando a cabeça. - Então me conta o que tá acontecendo. - ele pediu - Vamos sair daqui, andar ou comer alguma coisa, enquanto me conta o que ta acontecendo - ele propôs.
Então eu olhei pra dentro da bolsa...
E quando olhei a tal caixinha só consegui lembrar do Papa, por isso acabei seguindo com o Primo George...
Nós fomos naquela sorveteria, onde há alguns meses eu reencontrei o Gui!
Onde o Guillermo me viu pela última vez!
Doeu muuuuito entrar ali novamente...
Mas a vida precisa seguir.
- Então pode contar agora - o Primo disse, esfregando as mãozinhas branquelas uma na outra, porque apesar de estarmos numa sorveteria, o clima não estava dos mais quentes. - O que ta acontecendo nesses últimos dias.
- Eu não sei se devia contar - eu afirmei.
- Eu sou seu amigo Pearl - ele recordou - Nos conhecemos há sete anos, se não está pronta pra me contar, sejá lá o que for, pra quem você vai contar, querida?? - ele indagou.
Eu instantaneamente pensei no Benjamin.
Mas depois lembrei que um dos principais fatores disso tudo é exatamente ele estar longe.
- A minha mãe me odeia, eu não posso ver meu noivo e estou completamente fálida, George - eu soltei, segurando o choro - Por isso, eu estava naquele lugar... Porque preciso de dinheiro com urgência, e não sei onde conseguir. - eu expliquei - Então eu precisava penhorar isso - contei, colocando a caixinha na mesa, com uma puta cara deprê.
- Tá na cara que isso é importante - ele afirmou - Eu posso conseguir algum dinheiro pra você - ele propôs, me fazendo recusar de imediato.
- Não, eu não posso...
- Então converse com o seu pai, Pearl! Ele com certeza...
- Não, George! Você não entende, eu não quero emprestar de ninguém. Quero me virar sozinha dessa vez, nem que isso signifique abrir mão de... - eu tava com a caixinha de música nas mãos, mas eu não tinha coragem de encarar ela, sabendo que tava nos meus planos entregá-la as incertezas de um penhor.
Então houve um enorme silêncio entre a gente...
E eu me limitei a vislumbrar as pessoas através da janela de vidro...
A saborear em cada colherada de sorvete, o eterno sabor de Dejá Vù que sempre sinto na precensa do George...
E mergulhei tanto no passado, que voltei ao dia que ganhei a caixinha...
E estive tão presente nele, que acabei chorando sem querer chorar.
- A gargantilha - o Primo disse interrompendo meu devaneio - Pode vender a gargantilha. - ele "aconselhou" - Tenho certeza que vai conseguir uma boa quantia com ela - Claro, que tem! Ele que comprou ¬¬'' - Mesmo se for penhorar... Vai conseguir o suficiente! - ele prosseguiu.
- Eu não vou fazer isso - eu me recusei.
- Por que não? - ele indagou - Ela vale bastante, e não tem a mesma importância dessa caixinha - pela cara dele, ele presumia que a caixinha era um presente de Benji. - Então faça, é um direito seu...
- Como você mesmo disse, ela vale bastante - eu concordei - Mas não pelo preço alto que deve ter te custado, mas por ter sido um presente seu! - eu garanti.
- Mesmo assim... Pra quê perder tempo com algo que nunca vai usar? - ele indagou sorrindo.
Ele tá certo...
Muito provavelmente eu nunca vou usar a gargantilha ._.
- Eu não vou vender, penhorar... Nada disso! - eu continuei me recusando - Eu vou dar um jeito... Eu vou dar o meu jeito Primo! - eu garanti, deixando uns trocados na mesa ( que bem sei, não serem suficientes pro sorvete, mas certamente ele entende)
Então eu voltei a casa de penhores...
Eu não tive coragem de penhorar a caixinha e me recusei veemente em deixar meu anel de compromisso por lá, embora o cara do balcão ter ficado bem interessado nele ._.
Acabou que só penhorei a correntinha com o pendante de Lápis Lazuli
Eu não consegui muita coisa nela...
Eu consegui mais ou menos £45
Sendo que eu preciso pagar uma parcela do TV License £10, 6 + uma parcela do Counsil Tax £ 20,4... Me sobram £ 15 ._.
Então eu vou precisar de algum dinheiro pra ir de trem até a casa de praia - é a forma mais barata- e 40p pra ligar e avisar minha ida pra lá ...
Então deve sobrar umas £10 com as quais dá pra manter o padrão de vida por um dia...
Ou cortar 90% dos meus gastos fúteis, e tentar sobreviver por uma semana.
Ahhhhhhhhhhhhhhh Deeeeeeeeeeeeeeeus!
Eu preciso de dinheiro ç__ç
FATO que nunca pensei que seria tão complicado =/
Então eu vou lá, terminar de fazer meu chá com bolacha.
Porque isso e o resto de macarrão instantâneo que tem no armário é tudo o que tem pra comer hoje =/
PS. Graças a Deus, eu fiz as compras do mês dias atrás
PS.² Só de pensar que vou ter que ir e voltar da Abby andando, todas as manhãs, já me sinto exausta.
PS. Graças a Deus, eu fiz as compras do mês dias atrás
PS.² Só de pensar que vou ter que ir e voltar da Abby andando, todas as manhãs, já me sinto exausta.
4 comentários:
Bem vinda ao Mundo dos pobres =) força na peruca ^^'
Força MESMO gatinha...
vi dá tudo certo, se vai ver...
Boa sorte s2
Bem vinda ao Mundo dos pobres [2]
Vi dar tudo certo! e eu gostei do que o George fez!! ^^ ele foi até que legal e olha que ele não te cantou ^^ ... respira fundo que vai conseguir ...
Vê se não tem mais nenhuma barzinho para você cantar more!!^^ é outra saida;)
bjos
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