quinta-feira, 1 de abril de 2010

Não! Não é uma mentira de 1º de abril!

Ainda não voltei a ver o George, o Fransk ou Benjamin...
Depois de sair de casa ontem, eu acabei voltando pro único homem que ja não tenho comigo!

Porque eu precisava estar certa de que o havia perdido...
Eu precisava desesperadamente do...

Nosso reencontro...

Eu não sei porque, mas assim que me aproximei do hospital eu lembrei do Gui, e de todos esses últimos dias... E lembrei dos primeiros dias da mamãe sem o Papa!
Então me dei conta de uma coisa...
Se eu não tivesse coragem de me despedir dele, naquela hora...
Eu nunca o deixaria ir em paz...
Eu seria igual minha mãe...
E eu não quero isso, porque sei que ele não ia querer isso pra mim!

Como eu tava muito decidida a me despedir fui até o cemitério.
E enquanto tomava coragem pra dar Adeus ao Gui, fiquei "batendo um papinho" com meu padrinho Pavel.

Eu não lembro muito do que "conversamos" só lembro de uma das primeiras coisas que disse depois de contar pra ele o que tinha acontecido...
- A mamãe devia fazer o mesmo com o senhor Papa! - eu afirmei, então ele pareceu ofendido como se não quisesse ir embora jamais - Não se ofenda, mas por mais ligados que vocês sejam ela precisa seguir em frente, e o senhor também padrinho! Acredite! Agora eu vou dar tchau pro Gui! Porque mesmo que doa, eu preciso deixar ele ir... Nós precisamos seguir em frente! Acho que todo mundo precisa - eu afirmei me afastando.

Normalmente só diria essas palavras por parecer bonitinho...
Mas se quer saber de uma coisa, eu acredito nisso agora!

Quando eu cheguei no túmulo do Gui, ele não encontrei ele lá...
Eu tentei conversar com ela, mas eu senti como se ele ja tivesse ido embora...

- Desculpa não me despedir antes - eu murmurei olhando pro céu, quando a chave da casinha de vime, caiu da minha bolsa... E eu entendi o recado!

Ele ainda queria se despedir de mim...
Mas não ali onde tudo havia acabado, ele queria fazer isso na nossa casinha de vime, onde tudo havia começado há cerca de quatro meses atrás...

- Eu não posso fazer isso Gui! Eu não posso voltar lá... - eu lamentei apertando as chaves na mão, mas voltar lá era o único jeito!
O único jeito de deixar ele ir, caso o contrário ele ficaria lá, esperando eu ter coragem...
E ele não merecia sofrer mais!
Então eu fui!

Quando eu abri a porta do apto, os móveis eram iguais...
A disposição das coisas eram iguais!
Então houve um turbilhão de lembranças na minha cabeça e eu quis ir embora e nunca mais pisar naquela casa... E nunca mais olhar aqueles móveis!
Mas eu não podia...
Eu não pude deixar ele lá sozinho, me esperando pra sempre, igual a mamãe e o Papa!

Foi então que eu olhei pra mesinha de canto, e encontrei o exemplar de "Othelo" que um dia eu emprestei pro rapazote que ali vivera, quando o reencontrei numa sorveteria...
- Então é isso que você quer!? - eu perguntei - Me devolver o que é meu!? - indaguei novamente, pegando o livro nas mãos e abrindo ele devagar... E ali estava naquela página em branco, a nossa despedida.

"Lembro que a ultima vez que esteve por essas bandas, você disse que queria ficar comigo e me pediu para que consertasse a bagunça que é minha vida, e então você seria minha...
Desde entrão eu venho tentando consertar tudo. Porque mesmo sem saber como as coisas funcionam pra você, eu ainda quero estar com você Pearl!
Nada mudou nesses últimos meses!
Porém, se esse livro voltar às suas mãos sem terem vindo das minhas, significa que eu falhei!
E a única coisa que me resta a dizer pra você é que: Eu te amo! Independente de onde eu estiver agora... E se não posso mais estar com você, quero que tudo o que um dia foi meu esteja...
Perdão por ter escondido todas aquelas coisas ruins - mas eu só queria ser o melhor pra você
Perdão por não ter dito Adeus antes...
E por não ter nada disso antes!

Com amor... Guillermo Antonioni de Castillo!"



Eu não preciso dizer que desabei depois de ler isso tudo né!?
Acho que eu realmente não preciso...

E bem depois disso eu passei a noite na caminha de vime, chorando e pensando em quando estivemos juntos naquele quarto...
Desde a primeira noite, durante o ano novo...
Até a última manhã com aquele caderninho infeliz!

Não falei nada durante todo tempo, mas senti como se meu coração passasse a noite em claro conversando com ele...
E quando a madrugada caiu eu me deitei no chão, como fizemos no ano novo e olhei o teto como no ano novo... E por alguns segundo pude sentir o abraço dele, igual o ano novo.

Mas ao contrário do ano novo...
Ele não tava lá, quando o dia amanheceu hoje...
E eu nunca senti um vazio tão grande em toda minha vida!

Ainda sinto o mesmo vazio dessa manhã, mas sei que esse vazio tem seu lado bom...
Significa que podemos seguir em frente agora!
E se querem saber de um segredo, nem tão secreto assim...

Eu também o amei!
E acho que nunca deixei de amar!




4 comentários:

Doug disse...

q bonitinho a declaração dele ^^

Nikki Merin disse...

Choreiii...Ele é muitoo fofooo...Viuu, ele tava tentando mudar por vc...xD...Isso me deixa com mais raiva ainda por ele ter morrido...Que merdaa xD

Mila disse...

a vida continua né...

Unknown disse...

só digo uma coisa snif snif snif :'(
bjos seja forte^^