Pavel Levinovith foi o melhor amigo da mamãe e o principal motivo para que ela odiasse o
Sr. Cooper, também conhecido como Papai.
O Papa morou conosco desde que eu nasci, por isso aprendi tão rápido a chamar ele desse jeito...
Era começo da manhã de sábado... Eu e Papa faziamos nosso ritual matinal de FDS, assistir uma porrada de desenhos toscos, ler uma série de revistinhas e comer um monte de porcaria. - coisas que sempre me levaram a duvidar da idade mental dele - Mentira!!! Sei que ele só queria ser um "pai" legal, e que também sabia agir como um carinha de 36 anos.
Então... A gente tava sentado no sofá quando o celular dele tocou.
"A namoradinha" pensei quando ele fez sinal para que eu me afastasse um pouco, fazendo com que eu fechasse a cara. -Porra! Sempre odiei dividir atenção com os outros.
Só que não era a tal lá... Deu pra ver isso na cara dele. Principalmente quando ele se afastou e começou a discutir baixinho.
O Papa era um cara calmo... Só um pessoa o faria perder a paciência áquela altura.
Quem? Nada difícil né!? O meu pai...
Ele voltou quase meia hora depois, tava com os olhos azuis avermelhados e inchados.
É claro que tinha chorado, mas deu um sorriso falso quando me viu. Achando que ia enganar a pirralha... Mas cara, eu tinha nove anos nunca que ele ia conseguir isso!
A questão é que... Ele me deu um beijo na testa e depois seguiu pro quarto da mamãe.
Novamente eu fui só expectadora da cena...
O Papa se aproximou da cama onde mamãe dormia e se agachou na frente dela.
Sr. Cooper, também conhecido como Papai.
O Papa morou conosco desde que eu nasci, por isso aprendi tão rápido a chamar ele desse jeito...
Era começo da manhã de sábado... Eu e Papa faziamos nosso ritual matinal de FDS, assistir uma porrada de desenhos toscos, ler uma série de revistinhas e comer um monte de porcaria. - coisas que sempre me levaram a duvidar da idade mental dele - Mentira!!! Sei que ele só queria ser um "pai" legal, e que também sabia agir como um carinha de 36 anos.
Então... A gente tava sentado no sofá quando o celular dele tocou.
"A namoradinha" pensei quando ele fez sinal para que eu me afastasse um pouco, fazendo com que eu fechasse a cara. -Porra! Sempre odiei dividir atenção com os outros.
Só que não era a tal lá... Deu pra ver isso na cara dele. Principalmente quando ele se afastou e começou a discutir baixinho.
O Papa era um cara calmo... Só um pessoa o faria perder a paciência áquela altura.
Quem? Nada difícil né!? O meu pai...
Ele voltou quase meia hora depois, tava com os olhos azuis avermelhados e inchados.
É claro que tinha chorado, mas deu um sorriso falso quando me viu. Achando que ia enganar a pirralha... Mas cara, eu tinha nove anos nunca que ele ia conseguir isso!
A questão é que... Ele me deu um beijo na testa e depois seguiu pro quarto da mamãe.
Novamente eu fui só expectadora da cena...
O Papa se aproximou da cama onde mamãe dormia e se agachou na frente dela.
Putz! Ainda sinto a mesma dor no coração...
Dava uma puta tristeza ver como ele gostava dela sem deixar que ninguém notasse.
E poxa Deus!? Onde estavam suas bandeirinhas naquele dia?
O Papa ainda tava lá, quando a mamãe acordou e sentou na cama.
Era como se ela sentisse que alguma coisa estava errada, porque foi só ele segurar as mãos dela... E pronto! Ela desabou... Eles se abraçaram enquanto falavam algumas coisas que o choro me impedia de entender. Eles se abraçaram ainda mais forte e choraram ainda mais.
Deve ter sido uma cena rápida, mas doía tanto nos três que ninguém sabia quando ia acabar...
O Papa segurou o rosto enxarcado da mamãe e só então consegui distinguir o que ele dizia.
- Eu amo vocês - ele afirmou com o sotaque carregado de sempre - E não importa o que aconteça eu sempre cuidarei de vocês - prometeu beijando primeiro as mãos da mamãe, depois a testa.
Então ele foi embora...
Enquanto eu continuei encolhida chorando...
Porque no fundo eu também sabia que algo estava errado...
A mamãe passou a tarde aflita e impaciente... Até que enfim o sofrimento antecipado dela, se tornou apropriado para a ocasião...
Haviam ligado do IML.
Uma carreta havia perdido o controle numa das rodovias e caído em cima de um eclipse vermelho. O motorista morrera na hora e precisavam de alguém para tentar identificar o resto que sobrara do corpo.
Ela foi até lá... Ela não teve coragem de ver... Mas, sim! Era o Papa naquele carro, e nós sabiamos disso antes mesmo dos legistas confirmarem o DNA e todo o resto.
Depois daquilo nossa vida mudou...
Não houve mais ritual matinal...
Porque os desenhos, as porcarias e as revistinhas perderam o sentido sem o Papa.
Porque ele que mantinha viva aquela rotina agradável na casa.
E qualquer chance que existisse da mamãe e do Papi estarem juntos novamente acabou...
De alguma forma ela sempre o culpou... E jamais poderia perdoá-lo.
Ele tirou dela uma das pessoas que ela mais amou na vida...
E cara! Não importa o quanto ela me ame, ou ame meu padrasto...
Tenho certeza que quando chegar a hora dela... A imagem do Papa com seus bondosos olhos azuis vai ser a última coisa que ela irá ver.
Dava uma puta tristeza ver como ele gostava dela sem deixar que ninguém notasse.
E poxa Deus!? Onde estavam suas bandeirinhas naquele dia?
O Papa ainda tava lá, quando a mamãe acordou e sentou na cama.
Era como se ela sentisse que alguma coisa estava errada, porque foi só ele segurar as mãos dela... E pronto! Ela desabou... Eles se abraçaram enquanto falavam algumas coisas que o choro me impedia de entender. Eles se abraçaram ainda mais forte e choraram ainda mais.
Deve ter sido uma cena rápida, mas doía tanto nos três que ninguém sabia quando ia acabar...
O Papa segurou o rosto enxarcado da mamãe e só então consegui distinguir o que ele dizia.
- Eu amo vocês - ele afirmou com o sotaque carregado de sempre - E não importa o que aconteça eu sempre cuidarei de vocês - prometeu beijando primeiro as mãos da mamãe, depois a testa.
Então ele foi embora...
Enquanto eu continuei encolhida chorando...
Porque no fundo eu também sabia que algo estava errado...
A mamãe passou a tarde aflita e impaciente... Até que enfim o sofrimento antecipado dela, se tornou apropriado para a ocasião...
Haviam ligado do IML.
Uma carreta havia perdido o controle numa das rodovias e caído em cima de um eclipse vermelho. O motorista morrera na hora e precisavam de alguém para tentar identificar o resto que sobrara do corpo.
Ela foi até lá... Ela não teve coragem de ver... Mas, sim! Era o Papa naquele carro, e nós sabiamos disso antes mesmo dos legistas confirmarem o DNA e todo o resto.
Depois daquilo nossa vida mudou...
Não houve mais ritual matinal...
Porque os desenhos, as porcarias e as revistinhas perderam o sentido sem o Papa.
Porque ele que mantinha viva aquela rotina agradável na casa.
E qualquer chance que existisse da mamãe e do Papi estarem juntos novamente acabou...
De alguma forma ela sempre o culpou... E jamais poderia perdoá-lo.
Ele tirou dela uma das pessoas que ela mais amou na vida...
E cara! Não importa o quanto ela me ame, ou ame meu padrasto...
Tenho certeza que quando chegar a hora dela... A imagem do Papa com seus bondosos olhos azuis vai ser a última coisa que ela irá ver.
4 comentários:
O Pav morreu... antes ele do que eu =D
O Padrasto dela é a pessoa mais legal dessa história. FATO!
Tadinho....
emocionante o cap
que triste, começa com uam morte!^^
bjo
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